13/01/2026

Starlink consegue autorização para lançar 7.500 novos satélites

Órgão regulador dos EUA permite que SpaceX dobre sua frota de segunda geração para oferecer internet de 1 Gbps e conexão móvel direta.

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Starlink antena satélites
Reprodução/Assine Bazaar

Na última sexta-feira (9), a FCC aprovou nos Estados Unidos o plano da SpaceX para lançar mais 7.500 satélites da rede Starlink de segunda geração para expandir a conectividade mundial. A medida permite que a empresa de Elon Musk dobre sua frota autorizada através de uma liberação incremental, visando entregar internet de 1 Gbps e serviços móveis diretos. O objetivo é garantir que nenhuma comunidade fique sem acesso, fortalecendo a concorrência no setor de telecomunicações.

A autorização atual funciona de forma gradual, já que a SpaceX havia solicitado permissão para operar quase 30 mil novos equipamentos no espaço. A agência reguladora optou por uma estratégia cautelosa, liberando apenas metade do volume pretendido enquanto monitora o desempenho técnico em órbita. Com a nova frota, a companhia poderá utilizar cinco frequências distintas para melhorar a capacidade de transmissão e reduzir as latências para o usuário final de banda larga.

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Expansão tecnológica e mobilidade

Com os novos dispositivos em órbita, a operadora poderá consolidar o sistema direct-to-cell, que conecta smartphones comuns diretamente à infraestrutura espacial. Essa tecnologia elimina a necessidade de antenas externas, sendo uma solução crítica para áreas sem cobertura terrestre. O avanço ocorre em um momento em que a starlink alcanca 9 milhoes de clientes e mantem crescimento acelerado em 155 países, somando milhões de usuários atendidos pela marca.

Imagem: Starlink/reprodução

O presidente da FCC, Brendan Carr, afirmou que a autorização é um divisor de águas para os serviços de próxima geração. Segundo ele, ao dar luz verde para os 15 mil equipamentos avançados, o governo garante que nenhuma comunidade seja deixada para trás na era digital. Carr destacou que a medida promove a concorrência e oferece capacidades de banda larga sem precedentes, essenciais para o desenvolvimento econômico e social através de uma rede de órbita baixa moderna e eficiente.

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Prazos e segurança espacial

A SpaceX possui prazos rigorosos para implementar a nova estrutura aprovada pelo órgão regulador. A empresa deve lançar e operar 50% dos novos satélites de segunda geração até o dia 1º de dezembro de 2028, completando a frota total até o fim de 2031. Além disso, a companhia liderada por Musk precisa finalizar a implantação de sua primeira geração de equipamentos até novembro de 2027, assegurando a evolução técnica contínua dos serviços prestados aos consumidores globais.

Para aumentar a segurança, a empresa planeja reduzir a altitude de sua constelação de 550 km para 480 km em 2026. A manobra visa facilitar a reentrada atmosférica e evitar detritos, especialmente após falhas técnicas recentes. Esse cuidado com a rede é essencial, já que a china ira lancar internet via satelite no brasil em breve, criando um cenário de forte disputa comercial e técnica no setor de telecomunicações nacional nos próximos anos.

O futuro da banda larga via satélite

Hoje, a SpaceX é a maior operadora de satélites do planeta, controlando cerca de dois terços dos equipamentos ativos em órbita terrestre. A empresa já firmou parcerias com 27 operadoras móveis globais para viabilizar o serviço direto para o celular, reforçando sua posição de liderança. Com cerca de 9.400 unidades em operação, a marca consegue atender desde governos até usuários residenciais, forçando uma readequação de preços no mercado tradicional de banda larga residencial.

Por fim, a FCC concedeu uma isenção temporária sobre os limites de potência de sinal enquanto novas regras técnicas são debatidas internamente. Isso permite que a rede opere com maior intensidade, beneficiando a qualidade da conexão recebida pelo cliente final. A SpaceX deverá se adequar a qualquer nova regulamentação futura, mantendo o equilíbrio entre inovação e proteção do espaço, garantindo que a tecnologia de órbita baixa continue sendo um pilar da conectividade global.

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