Governo chinês não quer serviço da Starlink no país; entenda o caso

Cleane Lima
3 min de leitura

Nesta semana noticiamos que os serviços da internet via satélite da Starlink chegaram ao Japão, primeiro país asiático a contar com o serviço da SpaceX, do bilionário Elon Musk. Entretanto, em sua tentativa de adentrar no mercado em outros países asiáticos, obteve uma resposta negativa do governo de Pequim para ofertar o serviço em território chines.

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O empresário inclusive afirmou que autoridades chinesas o procuraram diretamente para cobrar garantias para que isso não aconteça.

De acordo com o portal Gizmodo, os chineses apresentaram preocupações depois que a Space disponibilizou acesso da Starlink para os iranianos. Como a conexão via satélite não depende de provedores de serviços convencionais, o serviço no território chinês seria uma forma de contornar o controle e censura que o país tem sobre suas redes de telecomunicações.

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Essa resistência do governo da China com o serviço da Starlink não é novidade. Ano passado, o país fez uma reclamação formal na ONU contra a SpaceX, alegando que a Estação Espacial Chinesa Tiangong precisou desviar dos satélites da empresa para evitar uma potencial colisão, cujo acontecimento teria ocorrido entre julho e outubro de 2021.

Ainda não há informações se Elon Musk concordou com o pedido chinês, mas segundo o The Verge, o bilionário tem conversado com o governo. Vale lembrar que ele escreve uma coluna para uma revista administrada pela agência de censura da internet no país.

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Essa aproximação é motivada pelos negócios. Inclusive, a Tesla mantém uma fábrica em Xangai, onde tem vendido mais de 50 mil automóveis no mercado da China. No entanto, o serviço de internet via satélite da Starlink ainda não é bem-vinda no mercado de telecomunicações no país asiático.

Cobertura no Japão da Starlink

De acordo com o mapa da cobertura oficial, a Starlink está cobrindo com seu serviço grande parte do norte do país japonês, incluindo Tóquio. Além disso, há expectativas de que outras regiões do país, incluindo o sul do Japão e a ilha de Hokkaido, passarão a ter a recepção do sinal de internet via satélite da empresa no trimestre atual.

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