A Starlink recebeu da FCC uma isenção temporária que livra seu roteador da proibição americana a equipamentos de rede fabricados fora dos Estados Unidos, medida que atinge diversos fabricantes ao redor do mundo. A aprovação foi concedida nesta segunda-feira (27) pela Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos, com validade até 1º de fevereiro de 2028.
A liberação partiu do governo Trump, após análise do Departamento de Guerra, também chamado de Departamento de Defesa, que avaliou os equipamentos da empresa de Elon Musk como seguros para uso no país. A medida busca reduzir riscos de segurança cibernética ligados a roteadores fabricados no exterior, mas abre uma exceção pontual para a Starlink continuar vendendo seus produtos sem interrupções.
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ROTEADORES FEITOS NO VIETNÃ
Mesmo com uma fábrica em Bastrop, no Texas, capaz de produzir mais de 20 mil antenas por semana, a Starlink também depende de fornecedores fora dos Estados Unidos. Veja onde cada modelo é fabricado atualmente:
| Equipamento | Local de fabricação |
|---|---|
| Router 3 | Vietnã |
| Router Mini | Vietnã |
| Outros modelos da linha | Estados Unidos ou Taiwan |
| Antenas (todas as linhas) | Bastrop, Texas (EUA) |
COMO FUNCIONA A PROIBIÇÃO DA FCC
A proibição da FCC entrou em vigor em março e passou a exigir aprovação prévia do Departamento de Defesa ou do Departamento de Segurança Interna para qualquer roteador novo fabricado fora dos Estados Unidos. A regra não afeta modelos já aprovados antes da mudança, o que permite à Starlink seguir vendendo o Router 3 e o Router Mini normalmente, mesmo fabricados no exterior.
Antes da Starlink, outras fabricantes já haviam conseguido isenções semelhantes, como mostra a lista abaixo:
- Netgear: primeira aprovação concedida, em 14 de abril
- Amazon: isenção liberada para os roteadores eero e para equipamentos do serviço de satélite Leo
- Nokia: aprovação para roteadores sem fio e modelos da linha Beacon
- Sagemcom: liberação para a linha de roteadores FAST, incluindo um modelo DOCSIS 4.0
- TP-Link: fabricante de origem chinesa segue sem aprovação da FCC
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NOVO ROTEADOR A CAMINHO
Segundo especialistas do setor, a fabricação de roteadores fora dos Estados Unidos ajuda a Starlink a reduzir custos, já que grande parte dos equipamentos é cedida ou alugada aos assinantes do serviço de internet via satélite. Analistas apontam que replicar essa produção em solo americano tende a encarecer o processo para a empresa, além de exigir investimentos em uma cadeia de fornecedores hoje concentrada principalmente na Ásia.
“É importante para a SpaceX reduzir ao máximo o custo dos equipamentos, porque os terminais costumam ser doados ou alugados aos clientes, o que gera custos de subsídio”, afirmou Tim Farrar, da consultoria TMF Associates, em entrevista ao site Light Reading. O especialista destacou ainda que fabricar roteadores fora dos Estados Unidos é um caminho natural para conter gastos, já que o componente não exige chips personalizados como os das antenas.
O pedido de isenção também sugere que a Starlink prepara um novo roteador para os próximos meses, ainda sem data de lançamento confirmada. A empresa lançou recentemente a antena V5, mais leve, compacta e econômica, e uma atualização de firmware indica que um modelo portátil, batizado de Mini 2, também está em desenvolvimento pela companhia de Elon Musk.












