Cuba restringe uso da internet pela população para conter protestos

Hemerson Brandão
3 min de leitura

Manifestantes lutam contra a escassez de alimentos, o aumento de preços e a forma como o governo lidou com a Covid-19.

Cuba restringe uso de internet da população para conter protestos
Imagem: BBC/Reprodução

Diante dos protestos contra o governo, Cuba passou a limitar o acesso à internet móvel da população.

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O serviço de telefonia celular foi lançado na ilha em dezembro de 2018, mas é ofertado pela Etecsa, uma empresa estatal de telecomunicações.

De acordo com o site de monitoramento Netblocks, o acesso a aplicativos como WhatsApp, Facebook, Instagram e Telegram foi restringido nos servidores da Etecsa.

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O apagão nas telecomunicações em Cuba visa tentar reduzir a força dos protestos que acontecem desde o último domingo, 11 de julho.

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Os cubanos reclamam da falta de alimentos, do aumento de preços, do colapso da economia e a forma como o governo tem combatido a pandemia.

Nas últimas semanas, o país tem registrado recordes no número de casos de Covid-19.

A internet móvel era o principal meio para que a população tivesse acesso a notícias independentes, o que aumentou o mal-estar dos cubanos após os protestos.

Cerca de 100 pessoas já foram presas durante as manifestações.

Sem o serviço de mensagens, parentes se aglomeram na frente de delegacias para receber notícias de presos durante os protestos.

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Estas são as maiores manifestações em Cuba da última década. Os protestos são raros no país.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, chamou os protestantes de “mercenários” e “contrarrevolucionários” e que a escassez no país é provocada pelas sanções americanas em vigor desde 1962.

Já o ministro das Relações Exteriores do país alegou que as manifestações foram financiadas e instigadas pelos Estados Unidos.

“O povo cubano está defendendo com bravura os direitos fundamentais e universais”, afirmou o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

Nos últimos anos, outros países também adotaram a medida antidemocrática de bloquear a internet para reprimir protestos, como é o caso da Índia, Irã e Sudão.

Com informações de BBC.

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