Internet gratuita deveria ser um direito humano básico, diz estudo

Alto custo tem sido uma barreira para a conectividade, principalmente em países em desenvolvimento.

Imagem: Gerd Altmann/Pixabay

Em vez de ser um mero luxo, o acesso à internet deveria ser considerado um direito humano gratuito e universal. É o que defende o Dr. Merten Reglitz, professor de ética global da Universidade de Birmingham, no Reino Unido. Em artigo publicado nesta semana no Journal of Applied Philosophy, o acadêmico argumenta que todos deveriam ter acesso não monitorado e sem censura a esse meio de comunicação global.

Reglitz considera a conexão como uma ferramenta para proteger direitos humanos básicos, o que permitiria que bilhões de desconectados tenham vidas minimamente decentes. Em um mundo onde o engajamento político ocorre cada vez mais de forma online, cidadãos podem estar sendo prejudicados por não ter acesso à internet.


Por mais que a internet seja fonte de corrupção, vigilância em massa e cyberbullying, o professor acredita que a conexão é importante para qualquer pessoa.

“Sem esse acesso, muitas pessoas não têm uma maneira significativa de influenciar e responsabilizar os responsáveis por regras e instituições supranacionais. Esses indivíduos simplesmente não têm voz na elaboração das regras que devem obedecer e que moldam suas chances de vida”, defende Merten.

VIU ISSO?

–> Operadoras auxiliam campos de refugiados com cobertura, diz ONU

–> Preço da banda larga móvel no mundo cai pela metade em três anos

–> Ericsson: 1,9 bilhão de pessoas seguirá sem 3G, 4G ou 5G até 2024

A conectividade deveria ser disponibilizada gratuitamente para aqueles que não podem pagar. E se um país não estiver disposto ou incapaz de oferecer essa conexão, o acadêmico acredita que a comunidade internacional deveria intervir.

No entanto, o desafio é grande. A União Internacional de Telecomunicações (UIT) da ONU estima que, até o final de 2018, 49% da população mundial não tem acesso à internet. São mais de 3 bilhões de desconectados no mundo.

Porém, o estudo apontou que existem iniciativas políticas importantes que tentam mudar o cenário, como é o caso do estado indiano de Kerala, que declarou que a internet é um direito universal e pretende oferecê-la para 35 milhões neste ano.

Além disso, a União Europeia pretende fornecer a todas as cidades e vilarejos europeus acesso gratuito à Internet sem fio nos principais centros da vida pública até 2020, por meio do seu programa WiFi4EU.

Porém, segundo a ONG The World Wide Web Foundation, o preço continua a ser um dos principais obstáculos para o acesso universal à internet.

About Hemerson Brandão
Jornalista, gestor e produtor de conteúdo. São 8 anos trabalhando com blogs, revistas, agências e clientes corporativos. Apaixonado por ciência, tecnologia e exploração espacial.

4
Deixe um comentário

Por favor, faça login para comentar
  Acompanhar esta matéria  
o mais novo mais antigo mais votado
Notificação de
Silvano Santos
Colaborador

Uhum Sei… E quem paga a conta?

Cidade - UF
Rio
Jefferson
Colaborador
Jefferson

Alguém avisa pra esse comunista que não existe almoço grátis kkk

Cidade - UF
Recife - PE
Rogerio Pires
Colaborador
Rogerio Pires

O referido professor vive em uma “bolha” no reino unido! Esquece que há bilhões de pessoas no mundo vivendo em extrema pobreza, sem acesso a saneamento básico, comida, moradia. Pergunte a eles o que eles acham mais importante? Além do mais, se teve alguém que investiu tempo, capital financeiro e humano, pagou impostos, não seria justo que ele fosse remunerado? Não existe almoço grátis.. é cada utopia!

Cidade - UF
Uberlândia
Rodolfo Soares Barbosa
Colaborador

Aí tu chega na casa de um bosta desse e o wi-fi tem senha. Não existe nada de graça, as relações humanas fora das Relações familiares são pautadas em interesses econômicos.

Internet grátis, ok, quem paga a conta?!

Tem gente precisando de infraestrutura, acesso à saúde, saneamento básico e um merda desses falando de internet. É por gente assim querendo privilégios que o mundo não avança.

Cidade - UF
RJ