quarta-feira, 7 de junho de 2017

Mais de 11 milhões de casas esperam banda larga no Brasil

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Segundo IPEA, expansão da rede deve se basear em IDH, tamanho da população e capacidade financeira.


A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) divulgou, nesta terça-feira (6), que 11,6 milhões de domicílios no Brasil poderiam pagar pelo serviço de banda larga, mas não podem utilizá-lo pela indisponibilidade em suas regiões. As informações são de Alexandre Ywata, do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada), que apresentou estudo do Instituto em workshop da Anatel, em Brasília.

O estudo também constatou que 50,7 milhões de domicílios representam a máxima capacidade de consumo da banda larga, sem que haja a implementação de qualquer política de subsídio à demanda. Das 68 milhões de casas no Brasil, em cerca de 17 milhões as famílias só teriam acesso ao serviço caso recebessem auxílio do governo.

O Instituto ainda constatou que o impacto da banda larga na economia dos municípios é diferente, de acordo com cada perfil. Nos municípios de menor renda, por exemplo, o impacto é menor. 

Portanto, para chegar aos números, o IPEA dividiu o Brasil em seis grupos de municípios, agrupados com base em 159 variáveis socioeconômicas. Há, por exemplo, o grupo de regiões urbanas com maior renda, como São Paulo e Rio de Janeiro, aquele relacionado às áreas semiurbanas de Renda Média ou então aquelas áreas rurais mais pobres.

Para analisar quais municípios devem receber prioridade no atendimento da expansão da rede, o IPEA comparou as cidades pelo menor IDH, pela população total do município e o mercado potencial, ou seja, capacidade financeira. Com isso, chegou-se à conclusão que o maior valor deve ser dedicado aos projetos voltados às cidades com maior população, seguido daquelas com mercado potencial e, por fim, as de menor IDH.

Essa metodologia é a mesma a ser aplicada pela Anatel para a análise dos TACs, os Termos de Ajustamento de Conduta.

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