Google vai limitar a exibição de links de conteúdo jornalístico nas buscas nos EUA

Cleane Lima
3 min de leitura

Na última semana, o Google informou que vai deixar de exibir links de jornais e sites de notícias para alguns usuários na Califórnia, nos Estados Unidos. A medida, segundo a empresa, é um teste para “medir o impacto da legislação na experiência do produto”.

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Imagem: pixinoo/ Shutterstock

A decisão da big tech é uma resposta ao projeto de lei de Preservação ao Jornalismo na Califórnia (CJPA, na sigla em inglês), aprovada na Câmara legislativa ano passado e pede para que empresas de tecnologia, como Google e Meta, remunerem os veículos jornalísticos por suas matérias. Discussões sobre valores não foram divulgadas.

Jaffer Zaidi, vice-presidente do Google para parcerias globais de notícias, afirmou que “Até que haja clareza sobre o ambiente regulatório da Califórnia, também estamos pausando outros investimentos no ecossistema de notícias da Califórnia, incluindo novas parcerias por meio do Google News Showcase, nosso programa de produtos e licenças para organizações de notícias, e expansões planejadas da Google News Initiative”.

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De acordo com a empresa, está seria uma “abordagem errada para apoiar o jornalismo” e “criaria um nível de incerteza empresarial que nenhuma empresa poderia aceitar”.

“Se aprovado, o CJPA pode resultar em mudanças significativas nos serviços que podemos oferecer aos californianos e no tráfego que podemos fornecer aos editores da Califórnia”, explicou.

Algo semelhante já está em vigor na Austrália, onde o Google concordou em pagar cerca de 200 milhões de dólares australianos no ano passado, e no Canadá, onde a bigtech paga 100 milhões de dólares canadenses de forma anual para veículos de mídia. Facebook e Instagram, do grupo Meta, também adotaram a mesma postura na época. O Google também já se opôs a essas medidas de remunerar os meios de comunicação na Espanha e na Nova Zelândia, mas acabou concordando com as regras.

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Esse tipo de lei tem sido uma forma dos veículos de mídia do mundo buscarem negociações com plataformas digitais pagarem por seus conteúdos. Isto porque, Google, Meta e X (ex-Twitter), por exemplo, ficam com grande parte da receita de anunciantes da internet, tornando a operação de muitos sites de notícias insustentáveis. Na contrapartida, as big techs argumentam que o tráfego de acessos em suas plataformas aumentam a audiência sem custo para essas mídias.

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