17/06/2024

Porque teles têm falado sobre ESG? Entenda que diferença isso faz para você

Termo ESG tem sido citado diversas vezes no universo das telecomunicações, mas o que isso significa para o consumidor final?

A ESG é uma sigla que está em alta nos últimos anos e no meio das empresas de telecomunicações, as teles, também não é diferente. Diversas notícias recentes deste universo apontam para o compromisso que as companhias têm estabelecido por causa do conceito que essa sigla carrega. Mas afinal, qual o significado dela e que diferença ela faz para as empresas e os consumidores? 

ESG

Antes de detalhar é válido citar que as práticas e tudo que está relacionado ao ESG é valorizado pelo “Pacto Global” e, consequentemente, pela Organização das Nações Unidas, a ONU. Portanto, parte do princípio da responsabilidade social. 

O que significa ESG e que diferença isso faz para o consumidor comum? 

ESG é uma abreviação em inglês que representa os aspectos ambientais, sociais e de governança de uma organização. Significa: environmental, social and governance (ambiental, social e governança). 

Essa ideia foi introduzida em 2004 em uma publicação chamada “Who Cares Wins”, criada pelo Pacto Global em colaboração com o Banco Mundial. Ou seja, a relação desse setor da ONU com esse conceito é muito maior que uma valorização.

Tudo começou quando o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, desafiou 50 CEOs de grandes instituições financeiras a pensar em como incorporar fatores sociais, ambientais e de governança no mercado financeiro. Ou seja, o ESG.

Na mesma época, a UNEP-FI divulgou o relatório Freshfield, destacando a importância de considerar esses fatores ESG na avaliação financeira. Em 2006, surgiram os PRI (Princípios do Investimento Responsável), que agora têm mais de 3 mil apoiadores, gerenciando ativos que somam mais de USD 100 trilhões. Em 2019, o PRI cresceu cerca de 20%.

Segundo Joanes Ribas, executiva de sustentabilidade da Vivo, o consumidor deseja que as empresas estejam engajadas com práticas de cuidado com o social e ambiental. Portanto, se o consumidor se agrada desse tipo de ação, logo ele estará mais confortável em ser cliente e uma operadora que se preocupa com a sustentabilidade como um todo. 

“Os consumidores esperam que as companhias se posicionem como protagonistas na resolução de problemas sociais e ambientais e os padrões ESG servem como balizadores destas iniciativas”. 

Como as companhias têm se posicionado nesse universo? 

As principais operadoras do Brasil, Vivo, Claro e TIM, já estabeleceram publicamente que estão buscando alinhamento com as práticas de ESG. Inclusive a Anatel, Agência Nacional de Telecomunicações, também está engajada com essa pauta, como você pode ver clicando aqui.

Tanto por premiações, quanto por ações de afirmação, as operadoras estão sempre com pautas que citam e expõem o que elas afirmam ser o compromisso com as práticas sobre o ambiental, o social e a governança. 

ESG e Sustentabilidade 

A operadora Vivo concentra suas informações sobre ESG junto às práticas de sustentabilidade da empresa. Sendo assim, segundo as informações oficiais do site da própria companhia, eles acreditam que são as pessoas que dão sentido à tecnologia. Por tanto, tem o objetivo de ajudar no crescimento de um mundo mais consciente.

“Acreditamos que são as pessoas que dão sentido à tecnologia e não o contrário. Sabendo disso, temos como objetivo demonstrar como a Vivo conecta as pessoas com responsabilidade e, assim, fomentar um mundo mais humano e mais consciente Queremos impulsionar as pessoas a pensarem e viverem de forma mais sustentável e a terem mais equilíbrio entre a vida on-line e off-line, e com a natureza Viva menos os mesmos padrões e mais as novas ideias Participe dessa transformação.”

Há mais de 10 anos com esses propósitos

Segundo a TIM, a companhia tem focado em fazer crescer o ambiente de responsabilidade social da empresa há mais de uma década. Segundo as informações da própria operadora, há um compromisso abrangente com ESG (Ambiental, Social e Governança) através de diversas metas e iniciativas, entre elas é possível destacar algumas. 

A empresa visa atingir a neutralidade de carbono nos escopos 1 e 2 até 2030, expandindo esse compromisso para abranger todos os escopos (1, 2 e 3) até 2040. Isso inclui uma redução significativa nas emissões de gases de efeito estufa. Além disso, a meta de ser uma empresa carbono neutra (escopos 1 e 2) até 2030 está estabelecida.

A operadora afirma que também está comprometida com a eficiência, a empresa estabeleceu a meta de aumentar em 110% a ecoeficiência no tráfego de dados (medido em bit/Joule) até 2025, visando uma utilização mais eficiente de recursos.

Por fim, em relação à diversidade e inclusão, a TIM estabelece metas ambiciosas, como alcançar 40% de pessoas negras no quadro de colaboradores, ter 35% de mulheres em cargos de liderança e proporcionar treinamento em ESG skills para 99% dos colaboradores até 2023.

A sustentabilidade é o nosso Sol

O ESG da Claro está dividido entre diversas iniciativas, entre elas Claro Recicla, Bike da Claro, Diversidade e Inclusão, Código de Ética e outras. De tal forma, a operadora afirma que tem a sustentabilidade como valor e está comprometida com o equilíbrio dos interesses econômicos, ambientais e sociais. Além disso acrescenta que quer seu cliente sempre por perto vendo as ações de responsabilidade social e ambiental acontecendo. 

Portanto, a operadora carrega o lema “Sustentabilidade é o nosso Sol”, reafirmando que é uma empresa comprometida com o mundo e as pessoas. 

Foco na ONU 

Todas as operadoras citadas têm parceria com o Pacto Global, que é a entidade responsável por advogar os Dez Princípios universais. Portanto, as companhias estão focadas em seguir diretrizes que dizem respeito as designações da ONU.

Sendo assim, as organizações que aderem ao Pacto Global comprometem-se a seguir os princípios derivados de importantes instrumentos internacionais, tais como a Declaração Universal de Direitos Humanos, a Declaração da Organização Internacional do Trabalho sobre Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho, a Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento e a Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção. 

Esses princípios fornecem diretrizes fundamentais para as práticas operacionais diárias das organizações, abrangendo questões relacionadas aos direitos humanos, condições de trabalho, preservação ambiental e combate à corrupção. Ao aderirem ao Pacto Global, as organizações demonstram um compromisso explícito em incorporar esses padrões em suas atividades cotidianas.

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