21/02/2024

MEC e MCom estudam levar internet às escolas por meio do FWA com 5G

Ana Úngari Dal Fabbro, coordenadora do MEC, diz que o governo está analisando se o FWA consegue resolver o desafio de conectar as escolas.

Nesta quarta-feira (26), durante o evento Conectividade Significativa, promovido em Brasília, a Ana Úngari Dal Fabbro, coordenadora geral de tecnologia e inovação na educação básica do MEC, anunciou o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério das Comunicações (MCom) estão estudando a possibilidade de explorar o FWA com 5G para levar conectividades para as escolas públicas do Brasil.

Para nível de entendimento, o FWA Fixed Wireless Access, é uma solução de banda larga que pode funcionar como uma retransmissão em larga escala do 5G, substituindo o wi-fi.

Segundo a executiva, estão verificando se o FWA consegue resolver o desafio de conectar as escolas do país. “Estamos olhando também para essa nova tecnologia do 5G para ver em que medida o FWA consegue resolver o desafio de muitas escolas no Brasil, com uma estrutura às vezes imensa, com vários prédios[…]”.

“[…] Sabemos que dentro da educação nem sempre os prédios são planejados para isso. Temos uma diversidade muito grande de estruturas, que muitas vezes geram um custo muito alto, uma dificuldade muito alta de fazermos essa distribuição de sinal dentro da escola para chegar em todas as salas de aula”, explicou.

Estão verificando o potencial, nas zonas de cobertura de 5G, do FWA de virar uma solução complementar – ou até substituta – da fibra óptica, que é considerada mais adequada para levar Internet a escolas, por meio de Wi-Fi.

Entretanto, Dal Fabbro explica que ainda há uma série de aspectos que precisam ser observados para uma possível implementação do FWA com 5G nas escolas. Por exemplo, a limitação de dados, uma vez que as tele vende internet no modelo de franquia.

“Sabemos que dentro do cenário ideal de uma escola, com estudantes com acesso a equipamentos, tem um uso muito grande de dados, então estamos ainda estudando para ver em que medida isso de fato funciona”, disse.

Segundo a coordenadora do MEC, o assunto deve ser abordado sob duas perspectivas: o acesso à internet dentro da sala de aula e a conectividade dos estudantes e professores fora da escola. No segundo caso, a conexão móvel pode ajudar nas atividades que complementam a jornada escolar.

Com isso, ela explica que o 5G pode ampliar o uso de dispositivos móveis pelos estudantes. “Nisso, o 5G tem um papel muito importante de conseguirmos ampliar as possibilidades de uso dos estudantes com dispositivos móveis, como tablets e celulares em casa. Temos a possibilidade de ampliação da jornada do estudante, para ele conseguir realizar novas atividades em casa – fazer aulas assíncronas, acessar todos os recursos educacionais digitais com uma qualidade de conectividade muito maior”, contou.

Atualmente, das 138 mil instituições de ensino básico públicas, 8,3 mil estão sem conectividade, representando pouco mais de 6% do total. Até naquelas em que há acesso à internet, há desafios referentes à qualidade do sinal, baixa velocidade, além de distribuição de sinal em diferentes pontos de acesso Wi-Fi.

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