Donald Trump volta atrás e apoia presença do TikTok nos EUA

Cleane Lima
3 min de leitura

Donald Trump, candidato presidencial republicano dos Estados Unidos, expressou nesta semana apoio ao TikTok, plataforma de vídeos curtos que pertence à empresa chinesa ByteDance. Segundo o norte-americano, é importante que haja concorrência no cenário da mídia social, para que não haja domínio de outras mídias, como Facebook e Instagram, propriedade da Meta Platforms.

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PHOTO: Reuters

A defesa de Trump acaba sendo um pouco polêmica, pois além dos EUA está em meio a discussão de uma possível proibição da plataforma nos país, o próprio candidato, no passado, rotulou o TikTok como uma ameaça à segurança nacional como argumento para retirá-lo do país.

Mês passado, Donald Trump passou a fazer parte dos mais de 170 milhões de norte-americanos que estão no TikTok, e desde então tem afirmado que não apoiaria a proibição da rede social.

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“Sou a favor do TikTok, porque você precisa de concorrência. Se você não tem o TikTok, você tem o Facebook e o Instagram — e isso, você sabe — isso é o Zuckerberg”, afirmou Trump à Bloomberg BusinessWeek em entrevista publicada na terça-feira (16).

Trump já chegou a criticar anteriormente a Meta Platforms, por ter suspendido ele por dois anos das redes sociais, como Facebook e Instagram, após o motim no Capitólio, em 6 de janeiro de 2021.

Tentativa de proibir o TikTok

As tentativas do ex-presidente de proibir o TikTok e o WeChat em 2020 foram frustradas por desafios legais. A medida foi bloqueada nos tribunais dos EUA. Em junho de 2021, o presidente Joe Biden rescindiu as ordens executivas de Trump que visavam proibir esses aplicativos.

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Em setembro, haverá audiência no tribunal de apelação dos Estados Unidos, onde serão apresentadas as contestações, oralmente, sobre a nova lei que exige que a ByteDance venda os ativos do TikTok nos EUA até 19 de janeiro, ou enfrente uma possível proibição.

A nova lei foi sancionada por Biden em 24 de abril, visando eliminar a rede social do país, embora não busque proibir o aplicativo completamente. Inclusive, o próprio presidente dos EUA aderiu ao TikTok em fevereiro, uma vez que está em campanha e entende o alcance que a mídia tem entre os americanos.

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