21/05/2024

Gape estuda conectar escolas por meio de parceria com a iniciativa privada

Vicente Aquino, conselheiro da Anatel, diz que está dialogando com o MCom e o Governo Federal para ajustar a política de conectividade.

Nesta terça-feira (11), ocorreu o Seminário Educação Conectada, que contou com a participação do presidente do Grupo de Acompanhamento do Custeio a Projetos de Conectividade de Escolas (Gape) e conselheiro diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Vicente Aquino. Ele falou sobre o plano de levar conectividades para as escolas com os recursos do leilão do 5G.

Vicente Aquino comentou que está dialogando com Ministério das Comunicações (MCom) e o Governo Federal para um possível ajuste da política de conectividade, e estuda conectar as escolas com recursos extraídos de parceiros da iniciativa privada.

Ele falou que a política de conectividade deve ser a longo prazo, e que a ideia inicial, ainda em discussão, seria fazer uso dos R$ 3,1 bilhões obtidos na licitação do 5G para garantir a conexão das escolas atendidas por pelo menos três anos.

Segundo Aquino, o projeto-piloto, que já conectou cerca de 150 escolas, pode ser expandido com essa captação de recursos. Na próxima fase, um total de 2,4 mil escolas devem ser atendidas nas Regiões Norte e Nordeste, responsáveis por uma parcela significativa dos 500 mil alunos desconectados do país.

Para o conselheiro, a política do Gape é “extremamente positiva”, pois busca, por meio da Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (EACE), levar conexão com velocidade de aproximadamente 200 Mbps, sendo que a média de velocidade nas escolas é de 10 Mbps. Vale lembrar, que a EACE também atuará na instalação da rede interna, na distribuição de computadores e na capacitação de professores.

Mateus Piva Adami, do Núcleo de Pesquisa em Concorrência, Política Pública, Inovação e Tecnologia (Comppit) da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, também e participou do Seminário, e teve o apoio de Aquino quando falou que o centro da política de universalização das telecomunicações deve ser a conectividade nas escolas.

O conselheiro afirmou que “se conseguirmos universalizar mais agilmente (o acesso à banda larga à população), a conectividade nas escolas será mais fácil”, enfatizando que o 5G chegará em todas as cidades até 31 de dezembro de 2029.

O Secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Maximiliano Martinhão, o consultor da União Internacional de Telecomunicações Diogo Moyses e a CEO da MegaEdu, Cristieni Castilhos, também participaram do Seminário Educação Conectada.

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