17/05/2024

China Telecom é banida dos EUA após duas décadas de operação

Mais uma vez, os holofotes devem se voltar para as tensões entre as duas maiores economias mundiais, China e Estados Unidos.

De novo? Sim, mais uma vez, os holofotes estarão voltados para a famosa tensão entre China e Estados Unidos, as duas maiores economias mundiais. E claro, as telecomunicações estarão no centro do conflito, como de costume. Se nos anos anteriores acompanhamos toda a jornada da Huawei em terras norte-americanas, dessa vez quem protagoniza (novamente) a polêmica é a China Telecom, banida de ter qualquer operação comercial no país.

Logotipo da China Telecom - Divulgação site oficial
Imagem: Logotipo da China Telecom – Divulgação site oficial

A operadora chinesa tem uma subsidiária nos Estados Unidos e terá 60 dias para deixar o país. A ordem veio da Comissão Federal de Comunicações dos EUA, que alegou descobertas de que marca está sob influência e controle do governo chinês, assim como exploração. Tópico de delicadeza em território norte-americano.

Na época da Huawei, haviam suspeitas de que o governo do país espionava por meio dos equipamentos da companhia, mas a falta de provas concretas gerava polêmicas e até mesmo acusações de perseguição por parte dos EUA.

O comunicado também destaca que há grande possibilidades de a China Telecom ser forçada a cumprir solicitações do governo chinês, sem passar pelos procedimentos legais. O movimento é de tamanha complexidade, visto que a empresa opera nos EUA há quase duas décadas.

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Há também a informação de que a China Telecom teve uma oportunidade em dezembro, para comprovar que as acusações não eram verdadeiras. No entanto, tudo indica que a marca não conseguiu fazer um bom aproveitamento dessa oportunidade. Ainda não há posicionamentos do lado da chinesa, apenas um porta-voz com o comentário de que essa decisão foi decepcionante.

Na China, a empresa tem cerca de 370 milhões de clientes na telefonia móvel, principal mercado. O banimento é apenas o resultado final de uma série de polêmicas já vividas entre a operadora e os EUA. Em 2019, norte-americanos chegaram a ter uma proibição de investir nas ações da marca após uma ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump, em atuação na época.

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