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Governo quer saber quais nações tomam cuidado com a China no setor de telecom

Levantamento foi realizado pelo Itamaraty para direcionar os passos do Brasil no leilão do 5G.

Celular com a logotipo da Huawei e 5G.
Imagem: China Daily.

O governo federal realizou um mapeamento de países que estão tomando certos cuidados em relação a China, principalmente na área de tecnologia.

O documento, elaborado pelo Itamaraty e ao qual o jornal O Globo teve acesso, serve para orientar o governo em relação a quais atitudes tomar nessa disputa entre a China e os Estados Unidos, em relação ao leilão do 5G no país.

É que a nação presidida por Joe Biden está exercendo uma certa pressão para que o Brasil mantenha a Huawei distante da nova infraestrutura por aqui.

No entanto, os países comandados por Xi Jinping e Biden são os principais parceiros comerciais do Brasil, que precisa tomar cuidado para não desagradar nenhum dos lados.


O levantamento feito pelo Itamaraty revela que quase metade das nações que compõem o G-20, grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo, possui alguma restrição à China no setor de telecomunicações.

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Falando mais especificamente dos países que excluíram a Huawei de seus projetos sobre o 5G estão Austrália, Itália e Japão.

Outras nações como Canadá, Índia e França estão analisando a possibilidade de banir ou limitar a participação da China, seguindo os mesmos passos dos Estados Unidos.

O documento foi elaborado em fevereiro deste ano e serviria de base para as análises do governo federal, ainda na gestão do ex-ministro da Relações Exteriores Ernesto Araújo, que deixou o cargo após acusar a senadora Kátia Abreu (PDT-TO) de fazer lobby em favor da China em relação ao leilão do 5G no Brasil.

Em sua defesa, a parlamentar disse que, durante o almoço com o ex-chanceler, defendeu um leilão sem vetos ou restrições e o prevalecimento de critérios como preço e qualidade.

Já o novo ministro da pasta, Carlos França, ainda não se manifestou sobre qual tratamento deverá ser dado ao levantamento. Mas vale destacar que a equipe envolvida com o tema é basicamente a mesma da gestão de seu antecessor.

Com informações de O Globo.

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