segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

TIM abre inscrições para dar bolsa de R$ 1.200 a 50 estudantes

O que você achou? 
Valor mensal faz parte de projeto do Instituto TIM e OBMEP, que oferece bolsas universitárias para medalhistas de olimpíada de matemática em escolas públicas.


A TIM acaba de abrir, nesta segunda-feira (5), as inscrições para estudantes medalhistas da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) que têm interesse nas bolsas oferecidas pelo Instituto TIM. Todos os anos, a operadora oferece R$ 1.200 mensais para 50 alunos.

Para participar, o estudante precisa ter ganhado uma medalha de ouro, prata ou bronze em alguma edição do OBMEP, o que o dará a chance de ingressar na graduação em universidades públicas como bolsista por um ano, com possibilidade de renovar por mais um dependendo do desempenho.



De acordo com a TIM, serão aceitas candidaturas de universitários dos cursos de Astronomia, Biologia, Computação, Economia, Engenharia, Estatística, Física, Matemática, Medicina e Química. Quanto à seleção e avaliação, serão realizadas por uma comissão formada por representantes do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA). 

O resultado será divulgado em 15 de março no espaço de cada candidato na página.

LEIA TAMBÉM:

Bolsa Instituto TIM - OBMEP 

O projeto tem como principal objetivo dar apoio financeiro aos talentos vindos de famílias de baixa renda, para que possam cursar a universidade. Atualmente, 143 estudantes de 19 estados recebem as bolsas. 

Os irmãos gêmeos Matheus e Gabriel Nunes - alunos de Estatística da Universidade Federal de Pernambuco - foram dois dos medalhistas contemplados em 2017. Mesmo com o auxílio, os jovens ainda precisam arcar com gastos como transporte, alimentação e materiais para o curso. 

Outro exemplo é Ricardo Teixeira, que estuda Engenharia Civil na Universidade Federal de Juiz de Fora. Natural de Piraúba, município de pouco mais de 11 mil habitantes na Zona da Mata mineira, ele precisou mudar de cidade para estudar, junto com a irmã mais velha, também aluna da UFJF. 

“Só a renda do meu pai não era o suficiente para manter nós dois em Juiz de Fora”, explica Ricardo, que utiliza a bolsa para pagar aluguel, contas, materiais do curso e despesas pessoais. "Ajuda bastante, porque o custo de vida aqui não é barato. Como já tenho a bolsa, não preciso me preocupar com uma fonte de renda e posso focar nos estudos", conta.


Nenhum comentário:

Postar um comentário