03/02/2026
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ByteDance, dona do TikTok, lança assistente de voz com IA para celulares

Imagem: NurPhoto via Getty Images/reprodução

A ByteDance, empresa chinesa conhecida globalmente por ser a desenvolvedora do TikTok, anunciou na última segunda-feira (1º), o lançamento de um assistente de voz com inteligência artificial voltado para o mercado de smartphones. 

A novidade marca mais um passo da companhia no setor de IA de consumo e amplia a disputa entre as principais fabricantes de tecnologia da China.

O recurso foi integrado inicialmente ao Nubia M153, um modelo da ZTE disponível em pré-venda no país asiático. A versão atual do dispositivo é um protótipo, comercializado por 3.499 yuan (R$ 2.645 na cotação atual), com unidades limitadas.

Comando por voz e modelo Doubao

O assistente de IA é baseado no Doubao, modelo de linguagem desenvolvido pela própria ByteDance, que já apresenta ampla adoção no mercado chinês. 

A ferramenta permite realizar ações por comando de voz, como buscar conteúdo, reservar ingressos e outras tarefas cotidianas. O objetivo da empresa é incorporar o recurso a aparelhos de outros fabricantes, por meio de parcerias.

Em comunicado, a ByteDance afirmou que não tem intenção de produzir seus próprios smartphones, e que a aposta está na ampliação da tecnologia como serviço embarcado.

Mercado de IA embarcada ganha novo player

O lançamento posiciona a ByteDance como concorrente direta de empresas como Huawei e Xiaomi, que já oferecem assistentes baseados em IA em seus dispositivos. 

A movimentação também ocorre em um momento estratégico: a Apple ainda não disponibilizou sua plataforma de IA na China, o que abre espaço para soluções locais se consolidarem.

Segundo dados da plataforma Aicpb.com, o Doubao já conta com 159 milhões de usuários ativos mensais no país, superando rivais como o Yuanbao, da Tencent (73 milhões), e o DeepSeek (72 milhões). Esses números colocam a ByteDance na liderança entre os aplicativos de IA voltados ao consumidor na China.

Repercussão financeira e expansão tecnológica

A novidade teve impacto imediato no mercado. Após o anúncio, as ações da ZTE registraram alta de 10%, atingindo o maior valor desde outubro. 

Além do novo smartphone, a empresa também foi beneficiada pela divulgação de novos contratos para fornecimento de equipamentos 5G no Vietnã.

O lançamento do assistente de IA reforça a estratégia da ByteDance de diversificar seu portfólio para além das redes sociais. 

A empresa já havia sinalizado interesse em ampliar sua atuação no campo da inteligência artificial, e a entrada no ecossistema mobile parece ser um movimento natural diante da crescente integração entre software e hardware.

Próximos passos no ecossistema chinês

Com o avanço da IA embarcada nos dispositivos móveis, a tendência é que os consumidores chineses passem a conviver cada vez mais com ferramentas de voz inteligentes e personalizadas. 

A expectativa é que, com a escalada do Doubao, a ByteDance se firme como um dos principais provedores de soluções baseadas em linguagem natural no país.

A depender do sucesso comercial do Nubia M153 e da adesão de outros fabricantes, o assistente de IA da ByteDance poderá se tornar um padrão nos smartphones chineses, moldando a próxima fase da experiência digital para milhões de usuários.

Spotify Wrapped 2025: como acessar e ver sua retrospectiva musical

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Spotify Wrapped 2025 retrospectiva
Reprodução/Gemini

O Spotify Wrapped 2025, a retrospectiva anual mais aguardada pelos amantes de música, foi lançado nesta quarta-feira (3), e já pode ser acessado por todos os usuários da plataforma com histórico de escuta ativo ao longo do ano. O recurso revela detalhadamente quais artistas, músicas, álbuns, podcasts e audiolivros marcaram o ano de cada pessoa, transformando dados de consumo em uma experiência visual e interativa compartilhável nas redes sociais.

A ferramenta nasceu em 2015 com o nome “Year in Music” e oferecia apenas uma visão geral dos artistas mais ouvidos. No ano seguinte, foi rebatizada como “Spotify Wrapped” e desde então evoluiu significativamente, incorporando recursos cada vez mais sofisticados. Em 2024, a plataforma integrou inteligência artificial para criar podcasts personalizados e até um DJ gerado por IA, elevando o nível de personalização da experiência.

Leia mais:

Como acessar o Wrapped 2025 dentro do Spotify

O Wrapped fica disponível diretamente no app do Spotify e não exige configurações avançadas — basta ter uma conta ativa e ouvir músicas ao longo de 2025 para que a retrospectiva apareça. Antes de começar, confirme que seu aplicativo está atualizado para garantir compatibilidade com animações, quizzes e playlists exclusivas.

Passo a passo para acessar:

  1. Abra o aplicativo do Spotify no celular.
  2. Atualize o app pela App Store (iOS) ou Google Play (Android), se houver atualização disponível.
  3. Procure pelo banner do Wrapped 2025 na tela inicial do aplicativo.
  4. Toque no banner para abrir sua retrospectiva personalizada.
  5. Explore histórias interativas, playlists exclusivas e mensagens de artistas.
  6. Para usar o Wrapped Party, selecione a opção correspondente e convide amigos via link.
  7. Caso o Wrapped não apareça, limpe o cache do app e reinicie o celular.
  8. Se ainda não funcionar, reinstale o aplicativo ou verifique se você ouviu músicas suficientes ao longo do ano.
Spotify Wrapped 2025 retrospectiva 2
Divulgação/Spotify

Wrapped Party: a nova competição entre amigos

Entre as novidades mais comentadas está o Wrapped Party, um modo interativo que transforma os hábitos de escuta em uma competição amigável entre amigos e familiares. A funcionalidade analisa as músicas já reproduzidas ao longo do ano e distribui medalhas curiosas, como “The Onion Chopper”, dedicada a quem explora faixas mais melancólicas. Grupos também ganham classificações que vão de “Copy and Paste” a “Chaos Crew”, dependendo da afinidade musical.

Spotify Wrapped 2025 retrospectiva 3
Divulgação/Spotify

Recursos que retornam em 2025

O retorno do quiz musical interativo e do Top Artist Sprint adiciona outra camada de diversão. O recurso permite acompanhar mês a mês a evolução dos cinco artistas mais ouvidos, revelando tendências pessoais que passam despercebidas ao longo do ano. A grande estreia, porém, é o destaque para álbuns completos, reconhecendo que muitos usuários ainda preferem ouvir discos inteiros em vez de faixas soltas.

Spotify Wrapped 2025 retrospectiva 3
Divulgação/Spotify

Além da música: audiobooks e novos indicadores

O Wrapped 2025 também amplia o olhar para além da música, incluindo pela primeira vez uma análise de gêneros de audiobooks mais consumidos. A mudança reflete a expansão do catálogo de áudio da plataforma, que nos últimos anos passou a integrar podcasts, leituras narradas e conteúdo original.

Outro recurso novo é o Clubs, que funciona como uma comunidade temática baseada no seu gênero mais ouvido. Em vez de apenas indicar que você escutou mais metal ou pop, o Spotify agora categoriza usuários em coletivos como o “Grit Collective”, criando sentimento de pertencimento. Cada pessoa recebe ainda um papel dentro do clube, como o de Scout, dedicado a quem descobre artistas antes de se tornarem populares.

A idade musical que virou assunto nas redes

Já o Listening Age oferece uma visão divertida — e às vezes provocativa — sobre a idade musical do usuário. A ferramenta compara seus hábitos com padrões geracionais e identifica se você escuta como um jovem de 18 anos ou alguém com gosto nostálgico de décadas passadas. O recurso vira assunto certo nas redes sociais.

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As ações globais da campanha do Wrapped 2025

Mais uma vez, o Wrapped chega acompanhado de uma campanha global massiva. Em 2025, o Spotify instalou cerca de 50 ativações em cidades como Rio de Janeiro, Nova York e Paris, com esculturas gigantes, cenários para fotos e apresentações exclusivas. A proposta é transportar a narrativa digital do Wrapped para o mundo físico, reforçando o evento como um marco cultural anual.

Apesar de concorrentes como Apple Replay, Amazon Delivered e YouTube Music Recap terem lançado suas retrospectivas antes neste ano, a iniciativa do Spotify continua sendo a mais celebrada e compartilhada do setor.

Anatel retém mais de 4 mil produtos irregulares em grandes marketplaces

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Anatel fiscalização apreensão produtos irregulares
Divulgação/Anatel

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em parceria com a Receita Federal, realizou entre os dias 30 de novembro e 1º de dezembro a Operação Produto Legal. A ação fiscalizou centros de distribuição das principais plataformas de comércio eletrônico do país durante o período de maior volume de vendas do ano.

Foram inspecionados 20.591 produtos homologados em três localidades: Araucária (PR), Brasília (DF) e Franco da Rocha (SP). Entre os 4.226 itens irregulares identificados, o Mercado Livre concentrou o maior número, com 2.569 produtos barrados, seguido pela Shopee com 1.325 itens e Amazon com 332.

Os produtos cuja venda foi impedida incluem carregadores de baterias, câmeras sem fio, equipamentos de rede, transceptores, power banks, TV Box e smartwatches. Todos esses equipamentos precisam obrigatoriamente do selo de homologação da Anatel para serem comercializados no Brasil.

Leia mais:

Redução significativa em relação a 2023

O resultado da operação deste ano representa um avanço importante no combate à venda de produtos irregulares. Em comparação com a fiscalização realizada em 2023, quando foram identificados 22 mil produtos sem homologação, houve uma redução expressiva de mais de 80% no número de itens irregulares.

A diminuição dos produtos não conformes indica que as ações continuadas de fiscalização e o uso de novas tecnologias têm produzido efeitos positivos no mercado. As plataformas também têm demonstrado maior atenção às exigências regulatórias.

Inteligência artificial na fiscalização

Desde 2023, a Anatel conta com o Regulatron, uma ferramenta de inteligência artificial desenvolvida especificamente para automatizar a fiscalização em marketplaces. O sistema realiza coleta, processamento e análise de anúncios de forma automatizada, tornando as operações mais eficientes.

O conselheiro da Anatel Edson Holanda, responsável pelo Plano de Ação de Combate à Pirataria (PACP), destacou a importância das operações. “Com o avanço dessas operações e o uso de inteligência artificial, o setor de telecomunicações dá um passo importante para fortalecer a segurança do consumidor e a integridade das redes no Brasil“, afirmou.

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Fiscalização no varejo físico

Além da operação nos centros de distribuição, a Anatel Alagoas realizou ações em estabelecimentos comerciais de Maceió e Arapiraca. A fiscalização identificou 32 aparelhos celulares irregulares, avaliados em aproximadamente 45 mil reais, de marcas como Infinity, Xiaomi, Honor, Realme, Itel e Oukitel.

produtos irregulares anatel alagoas
Divulgação/Anatel

Os itens sem selo de homologação foram lacrados para impedir a venda. A operação contou com seis agentes de fiscalização das unidades da Anatel em Alagoas, Paraíba e Pernambuco, reforçando a presença da agência em pontos estratégicos do varejo.

A superintendente de Fiscalização da Anatel, Gesiléa Fonseca Teles, explicou que as lojas físicas complementam as grandes operações. “Essas lojas normalmente possuem operações virtuais e atuam nos grandes marketplaces. Essas ações complementam as operações nos centros de distribuição, alcançando celulares que não estão estocados neles”, disse.

Riscos dos produtos sem homologação

A comercialização de produtos sem o selo da Anatel representa riscos concretos para os consumidores. Equipamentos não homologados podem apresentar problemas de segurança, como superaquecimento, risco de incêndio e interferência em redes de telecomunicações.

O selo de homologação é a garantia de que o produto passou por testes técnicos rigorosos e atende aos padrões de segurança estabelecidos pela agência reguladora. A ausência dessa certificação coloca em risco tanto os usuários quanto a infraestrutura de telecomunicações do país.

Orientações ao consumidor

Consumidores que adquiriram produtos irregulares devem solicitar a troca ou devolução junto ao vendedor. Reclamações podem ser registradas pelos canais oficiais da Anatel ou apresentadas ao Procon local para as providências necessárias.

Durante compras em marketplaces ou no varejo físico, é fundamental verificar a presença do selo de homologação da Anatel antes de adquirir qualquer produto de telecomunicações. A economia aparente na compra de itens mais baratos pode resultar em prejuízos e riscos à segurança.

As operações de fiscalização fazem parte do Plano de Ação de Combate à Pirataria (PACP) e reforçam o compromisso da Anatel com a proteção do consumidor e a integridade das redes de telecomunicações brasileiras.

Paramount desativa oito canais na América Latina e reforça aposta no streaming

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Imagem: Reuters/reprodução

A Paramount decidiu encerrar, a partir de 31 de dezembro de 2025, a transmissão de oito canais da sua grade de TV paga na América Latina. Com isso, permanecerão apenas quatro sinais em operação: MTV, Nickelodeon, Nick Jr. e Comedy Central.

A redução no portfólio atinge principalmente canais com foco musical e no público jovem, como MTV Hits, MTV 80’s, MTV 00’s, Club MTV, MTV Live, NickMusic e TeenNick. Chama atenção também a retirada do Paramount Network, canal que leva o nome da companhia e era voltado a filmes e séries.

A medida não chega a ser uma surpresa completa. Desde outubro, operadoras da região vinham alertando sobre mudanças na oferta de canais, e agora as notificações aos assinantes confirmam o plano de corte. 

Fontes do setor apontam que a reestruturação está alinhada à estratégia global da empresa, que passa por rever investimentos e concentrar esforços nas frentes com maior retorno.

Transição para o digital ganha força

A retirada das oito marcas reforça o caminho que o grupo já vinha trilhando: sair gradualmente da TV por assinatura tradicional para ampliar sua presença no ambiente digital. 

O Paramount+ tem recebido atenção crescente, enquanto a Pluto TV, serviço gratuito com anúncios, vem expandindo seu alcance e catálogo, principalmente entre usuários que migraram do modelo por assinatura para o consumo sob demanda.

No Brasil, esse processo é ainda mais avançado. A partir de 2026, o grupo deixará de manter canais lineares no país. A atuação local seguirá apenas com o streaming pago, a plataforma gratuita e o acervo de filmes do estúdio.

Impactos no mercado e no consumidor

A decisão da Paramount deve provocar ajustes nas operadoras que distribuem sua programação, além de gerar uma possível frustração entre os assinantes habituados ao conteúdo musical e infantojuvenil dos canais que sairão do ar.

A empresa, no entanto, sinaliza que essa mudança é reflexo direto do comportamento atual do público, que cada vez mais prioriza a flexibilidade do conteúdo sob demanda. 

Em vez de manter um grande número de canais com audiência dispersa, a companhia opta por concentrar suas apostas nos formatos com maior perspectiva de crescimento.

11,7% dos postos de trabalho nos EUA já podem ser assumidos pela IA, segundo estudo

Imagem: Freepik/reprodução

A inteligência artificial (IA) deixou de ser apenas uma promessa tecnológica para se tornar uma realidade com efeitos práticos no mercado de trabalho. E isso em pouquíssimo tempo.

Um estudo conduzido pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), divulgado pela CNBC, indica que 11,7% dos empregos nos Estados Unidos já podem ser realizados por sistemas automatizados.

A análise avaliou mais de 900 ocupações e cruzou informações sobre habilidades profissionais, tarefas rotineiras e a atual capacidade da IA. 

O resultado chama atenção: quase US$ 1,2 trilhão em salários anuais estão vinculados a funções que poderiam ser assumidas por máquinas, especialmente nas áreas administrativas, como finanças, recursos humanos e logística.

Ferramenta mapeou vulnerabilidades com precisão

Para chegar a esses números, os pesquisadores criaram um índice batizado de Iceberg. O nome não é por acaso: ele sugere que, assim como na metáfora visual, a parte mais visível da automação representa apenas uma fração do que está por vir.

O sistema analisou mais de 32 mil habilidades distintas, distribuídas em uma base com dados de 151 milhões de trabalhadores americanos. 

A proposta não é prever demissões em massa, mas oferecer um panorama claro de quais funções já são tecnicamente substituíveis com os recursos atuais.

Regiões rurais também serão afetadas

Ao contrário do que se costuma imaginar, os efeitos da automação não se limitam aos grandes centros urbanos ou ao setor de tecnologia. 

Segundo o estudo, ocupações em cidades pequenas e regiões rurais também estão em risco. Estados como Tennessee, Carolina do Norte e Utah já iniciaram iniciativas locais de requalificação profissional, usando os dados do MIT como base para suas políticas públicas.

E o Brasil?

No cenário brasileiro, ainda não há levantamentos com o mesmo grau de detalhamento. Mas a falta de dados não significa que a tendência seja diferente. Muito pelo contrário. 

Com o avanço da digitalização e o crescimento do uso de ferramentas baseadas em inteligência artificial, setores inteiros da economia local podem seguir o mesmo caminho dos EUA.

Atividades que dependem de processos padronizados, como atendimento ao cliente, controle financeiro e gestão administrativa, estão entre as mais vulneráveis também por aqui. 

Infelizmente, a ausência de estratégias claras por parte do governo e das grandes corporações para lidar com essa transição coloca o país em uma posição de risco.

Estar preparado é essencial

Embora o estudo do MIT não traga previsões de curto prazo, ele serve como um alerta. A automação não é uma possibilidade distante, ela já está em curso. 

Governos, empresas e trabalhadores precisam discutir, com urgência, como adaptar-se a essa nova realidade. O foco deve estar na requalificação profissional, no redesenho de funções e na adoção ética das tecnologias emergentes.

O futuro do trabalho não será moldado apenas pela IA, mas pela forma como as sociedades escolherem lidar com ela.

ChatGPT, Gemini, Claude e outras IAs apresentam instabilidade nesta terça (2)

Imagem: DALL-E

Milhares de usuários em todo o Brasil relataram problemas de funcionamento em diversas plataformas de inteligência artificial (IA) na tarde desta terça-feira (2). 

Serviços como ChatGPT, da OpenAI, Gemini, do Google, e Claude, da Anthropic, apresentaram instabilidades simultâneas, afetando milhares de usuários em diferentes partes do país e possivelmente do mundo.

Conforme a equipe do Minha Operadora apurou, o alerta veio com o aumento abrupto de queixas na plataforma Downdetector, que monitora serviços digitais com base em relatos da comunidade. 

O ChatGPT, por exemplo, chegou a acumular mais de 11 mil reclamações em apenas 30 minutos, indicando uma falha generalizada no sistema. 

Internautas relataram que os chatbots travaram, conversas foram interrompidas de forma abrupta e até áreas de login desapareceram temporariamente das interfaces.

Além do serviço da OpenAI, Gemini e Claude também registraram picos de reclamações semelhantes, embora com menor volume. Ainda não está claro se as falhas estão conectadas entre si ou se foram causadas por problemas distintos.

Histórico de falhas semelhantes

Embora a falha desta terça tenha sido aparentemente resolvida de forma rápida, episódios de instabilidade em serviços de IA não são inéditos. 

Em junho de 2024, por exemplo, o ChatGPT ficou fora do ar por mais de uma hora, afetando usuários globalmente e levantando preocupações sobre a dependência crescente de ferramentas baseadas em IA. Na ocasião, a OpenAI também demorou a se manifestar, deixando o público no escuro sobre a causa da queda.

Gráfico mostra pico de reclamações sobre o ChatGPT no Downdetector – Imagem: Minha Operadora

Sem explicações até o momento

Até o fechamento desta matéria, nenhuma das empresas responsáveis pelas plataformas afetadas se pronunciou oficialmente sobre o que teria causado a instabilidade. Também não há informações sobre possíveis prejuízos operacionais ou falhas de segurança resultantes do episódio.

Especialistas ouvidos em ocasiões anteriores destacam que falhas em sistemas desse porte podem estar ligadas a atualizações de infraestrutura, picos de demanda ou problemas em servidores externos, mas reforçam que somente um posicionamento oficial pode esclarecer a situação.

Nos resta acompanhar

Embora os serviços tenham voltado ao normal para a maioria dos usuários, ainda é cedo para saber se houve impactos duradouros. 

A expectativa agora é por um comunicado das empresas envolvidas, esclarecendo o ocorrido e indicando eventuais medidas para evitar novas interrupções.

Deezer apresenta retrospectiva 2025 e ranking dos artistas mais ouvidos do ano

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deezer retrospectiva 2025
Divulgação/Deezer

A Deezer lançou a retrospectiva 2025 e divulgou o ranking dos artistas mais ouvidos, nesta segunda-feira (1º), no Brasil e no mundo, dentro do aplicativo, reunindo dados de escuta para transformar estatísticas em uma experiência personalizada, gamificada e totalmente compartilhável nas redes sociais. A novidade chega para engajar usuários ao mostrar como eles consumiram música ao longo do ano e por que seus hábitos moldaram a seleção exibida.

Leia mais:

Como acessar a retrospectiva

A retrospectiva My Deezer Year 2025 está disponível diretamente dentro do aplicativo, sem necessidade de links externos. Qualquer usuário pode acessar suas estatísticas e compartilhar os resultados com amigos nas redes sociais.
Passo a passo:

  1. Abra o aplicativo da Deezer e vá até a aba “Explorar”.
  2. Toque no banner “My Deezer Year 2025” e selecione “Conferir agora!” para visualizar seus dados, playlists e cards compartilháveis.
deezer retrospectiva 2025
Divulgação/Deezer

A experiência My Deezer Year 2025

Com o “My Deezer Year 2025”, os assinantes entram em uma narrativa inspirada em comédias românticas, explorando seu ano musical por meio de cenas temáticas baseadas nos hábitos de escuta. O visual interativo reforça a tendência das plataformas de transformar dados em conteúdo social, incentivando publicações no Instagram, X e TikTok.

O destaque gamificado fica por conta do novo Music Quiz, que permite montar desafios sobre gostos musicais e enviá-los para amigos — mesmo quem não é assinante pode participar, reforçando a proposta social e competitiva da experiência.

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Ranking dos artistas mais ouvidos em 2025

A retrospectiva evidencia o consumo de música no Brasil em 2025 com forte presença do sertanejo e do pagode. Veja o Top 10 geral divulgado pela plataforma:

  1. Henrique & Juliano
  2. Grupo Menos É Mais
  3. Jorge & Mateus
  4. Gusttavo Lima
  5. Sorriso Maroto
  6. Zé Neto & Cristiano
  7. Wesley Safadão
  8. Marília Mendonça
  9. Natanzinho Lima
  10. Charlie Brown Jr.

MÚSICAS MAIS OUVIDAS

  1. Coração Partido (Corazón Partío) – Grupo Menos É Mais
  2. Última Saudade – Henrique & Juliano
  3. Apaga Apaga Apaga – Danilo e Davi
  4. Tubarões – Diego & Victor Hugo
  5. P do Pecado – Grupo Menos É Mais
  6. Xonei – Jorge & Mateus
  7. Die With A Smile – Lady Gaga
  8. Cantada Boba – Jorge & Mateus
  9. Apaguei Pra Todos – Ferrugem
  10. Jejum de Amor / Caixa Postal / Vida Vazia – Grupo Menos É Mais

ÁLBUNS MAIS OUVIDOS 

  1. Manifesto Musical 2 – Henrique & Juliano
  2. Bem-Vindo ao Meu Mundo – Forró & Vaquejada
  3. MOLHO – Grupo Menos É Mais
  4. MAYHEM – Lady Gaga
  5. Tubarões – Diego & Victor Hugo
  6. Dominguinho – João Gomes, Jota. Pê e Mestrinho
  7. Envolvente – Matheus & Kauan
  8. Liberdade – Oruam
  9. LUAN AO VIVO NA LUA – Luan Santana
  10. Magia das Estrelas, Vol. 1 – Zé Neto & Cristiano

Artistas femininas e diversidade de gêneros

Entre as mulheres, Marília Mendonça lidera o ranking com alta retenção de ouvintes. Logo atrás aparecem Lady Gaga e Lauana Prado, com Ludmilla e Simone Mendes completando as cinco primeiras posições. O protagonismo feminino soma pop internacional e força de artistas brasileiras no streaming.

YouTube Music libera retrospectiva musical de 2025; veja como acessar a sua

A lista deste ano destaca a estreia do brega entre os mais ouvidos com Natanzinho Lima em nono lugar e sinaliza o retorno do rock nacional com Charlie Brown Jr. fechando o Top 10, reforçando o impacto duradouro do catálogo da banda.

ARTISTAS MULHERES MAIS OUVIDAS

  1. Marília Mendonça
  2. Lady Gaga
  3. Lauana Prado
  4. LUDMILLA
  5. Simone Mendes
  6. Anitta
  7. Gabriela Rocha
  8. Taylor Swift
  9. Beyoncé
  10. Aline Barros

Números globais e playlists personalizadas

Dados globais mostram que assinantes da Deezer ouviram, em média, mais de 122 horas de música em 2025, passando por 691 faixas de 402 artistas diferentes e descobrindo 357 novas músicas ao longo do ano. Cerca de 12% dos ouvintes se tornam superfãs de pelo menos um artista dentro da plataforma.

O app cria automaticamente playlists personalizadas com as músicas mais ouvidas do ano e oferece cards compartilháveis para redes sociais com apenas um toque, ampliando o engajamento entre usuários.

Google Mensagens testa recurso que facilita troca de chip em celulares dual SIM

Imagem: Shutterstock/reprodução

Usuários do Google Mensagens que utilizam dois chips em celulares Android podem, em breve, ter uma experiência mais prática ao alternar entre SIMs durante uma conversa. 

O aplicativo de mensagens da gigante de tecnologia está testando uma nova função que visa reduzir a frustração com o processo de troca de chip, que ficou mais complexo em atualizações recentes.

Na versão beta mais recente do app (v20251121_00_RC01), disponível para alguns modelos da Samsung, a troca de chip ganhou um atalho adicional. Ao pressionar longamente a área de composição de mensagens, surge a opção “Switch SIM”, que redireciona o usuário diretamente para o seletor de chip na tela de perfil da conversa.

Recurso busca corrigir mudança criticada por usuários

A modificação surge como uma tentativa de reverter parcialmente uma decisão anterior do Google, que havia escondido a troca de SIM nas configurações internas do app. 

O movimento foi amplamente criticado por dificultar uma ação simples e recorrente entre quem utiliza dois chips no mesmo aparelho, uma funcionalidade comum, principalmente no Brasil e em outros mercados emergentes.

Antes dessas alterações, o botão de troca de SIM era exibido diretamente na caixa de digitação, o que permitia alternar entre linhas sem sair da tela da conversa. 

A ausência dessa praticidade gerou insatisfação entre usuários, especialmente após a introdução do suporte a RCS (Rich Communication Services) em dual SIM, que prometia uma comunicação mais inteligente e integrada.

Ainda limitado e sem garantia de lançamento

Apesar da mudança indicar uma tentativa de tornar a experiência mais intuitiva, o novo recurso ainda não representa uma volta completa à funcionalidade antiga

O botão ativado por gesto leva o usuário ao seletor de SIM, mas não realiza a troca instantaneamente — o processo ainda exige etapas adicionais.

Além disso, trata-se de um teste em versão beta, que pode ou não ser lançado para o público em geral. O Google costuma experimentar funcionalidades com grupos limitados de usuários, o que significa que nem todos que usam a versão de testes terão acesso à nova função imediatamente.

Os testes indicam novos ajustes no app

O Google Mensagens tem passado por um ciclo intenso de mudanças. Somente na última semana, foram observadas outras novidades em versões de testes, como a reformulação da prévia de links nas conversas e a possibilidade de abrir mídias recebidas logo após o download.

Esses ajustes fazem parte de uma estratégia contínua da empresa para posicionar o Google Mensagens como uma alternativa completa a outros mensageiros, como WhatsApp e Telegram, com base no protocolo RCS.

De qualquer maneira, a movimentação atual do Google sinaliza uma tentativa de equilibrar inovação com usabilidade, buscando atender a uma base significativa de usuários que ainda valoriza recursos básicos como a troca rápida de chip. 

Resta saber se a nova abordagem será bem recebida e, mais importante, se será mantida nas futuras versões do aplicativo.

* Com informações do 9to5Google

Globo mobiliza 2 mil influenciadores para Copa 2026

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convocados influenciadores globo copa 2026
Divulgação/Globo

A Globo e a Play9 Content Group anunciaram uma parceria histórica que reunirá 2.026 influenciadores para a cobertura da Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos, Canadá e México, em uma estratégia multiplataforma que promete transformar a forma como os brasileiros acompanham o maior evento do futebol mundial.

A iniciativa, considerada a maior mobilização de criadores de conteúdo já realizada no país para um único evento, tem como objetivo conectar-se com audiências mais jovens e engajadas por meio de conteúdos diversificados que vão além das transmissões tradicionais dos jogos.

Leia mais:

Casting diversificado com 2.026 criadores de conteúdo

O projeto envolverá um casting diversificado de produtores de conteúdo. Entre os 2.026 convocados, 26 serão grandes personalidades já consolidadas nas redes sociais, cujos nomes ainda não foram revelados pelas empresas. Os demais 2 mil participantes serão micro e nano influenciadores de todas as regiões do Brasil, selecionados por meio de um processo gamificado conduzido pela PlayNest, plataforma da Play9 dedicada à profissionalização de pequenos criadores de conteúdo.

Copa do Mundo
Reprodução/Gemini

Como será a seleção dos influenciadores

A seleção dos influenciadores acontecerá por meio de uma landing page especial, onde os próprios creators poderão se inscrever e enfrentar desafios para conquistar uma vaga no projeto. “É a maior mobilização de influenciadores já feita no Brasil – e provavelmente no mundo – para um único evento. E esse processo de gamificação da escolha deles já será o início do aquecimento para a Copa“, destacou João Pedro Paes Leme, CEO e sócio-fundador do Play9 Content Group.

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Cobertura multiplataforma com foco no digital

A proposta das empresas é oferecer uma cobertura que mostre os bastidores, emoções e histórias em torno da Copa do Mundo a partir de pontos de vista plurais e variados. Os criadores de conteúdo produzirão materiais sobre temas diversos, incluindo música, humor e lifestyle, sempre tendo o Mundial como alicerce. Eles poderão estar tanto no Brasil quanto nos três países-sede do torneio, garantindo uma perspectiva ampla e multicultural do evento.

Se cuida, YouTube! Netflix deve investir pesado em videocasts pra fazer frente à plataforma de vídeos

Renata Fernandes, diretora de Produtos Publicitários Digitais da Globo, explica que as empresas estão unindo forças “para criar novas maneiras de levar as emoções do esporte para os brasileiros, permitindo que cada torcedor encontre sua forma de se conectar com o que acontece durante um grande evento“. A executiva também ressalta que a iniciativa garantirá que as marcas façam parte dessa jornada de forma completa e inovadora.

Integração com Ge TV e oportunidades para marcas

Parte do casting escolhido também se integrará à cobertura do Ge TV, o novo canal esportivo digital da Globo, distribuído no YouTube, Globoplay e em TVs conectadas. A comercialização publicitária e a definição de estratégias para toda essa criação de conteúdo ficarão sob responsabilidade da ViU, área de marketing de influência da Globo, que conectará as marcas aos projetos de acordo com a proposta e o perfil de público de cada empresa.

A estratégia amplia as possibilidades de retorno financeiro relacionadas ao Mundial e permite o lançamento de novas modalidades de patrocínio específicas para essa iniciativa. As marcas poderão explorar modelos de publicidade alinhados à economia dos criadores, com uso de formatos interativos e integrados entre plataformas, aproveitando o alcance e o engajamento gerados pelos influenciadores em suas comunidades.

Disputa acirrada pelo espaço digital

O movimento da Globo intensifica a disputa pelo espaço digital entre as emissoras detentoras dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2026. Além da Globo, CazéTV e N Sports também levarão o torneio ao público brasileiro, aumentando a competição por engajamento, relevância e participação nas conversas que surgirão ao longo do evento da Fifa. Enquanto a CazéTV transmitirá todos os jogos com foco totalmente digital, a N Sports exibirá o Mundial em parceria com o SBT.

Conectividade como prioridade: UIT aprova plano para reduzir exclusão digital até 2029

Imagem: UIT/divulgação

No encerramento da Conferência Mundial de Desenvolvimento das Telecomunicações (WTDC-25), ocorrido no último dia 28 de novembro em Baku, capital do Azerbaijão, os países-membros da União Internacional de Telecomunicações (UIT) chegaram a um consenso: é preciso agir para conectar quem ainda está fora da internet.

O evento terminou com a assinatura de um novo plano de ação, que vai orientar iniciativas internacionais até o fim da década. A proposta busca enfrentar uma desigualdade que persiste, apesar do avanço das redes: a exclusão digital de bilhões de pessoas.

Inclusão como foco

Segundo relatórios da própria UIT, mais de 2 bilhões de pessoas, algo em torno de um quarto da população mundial, seguem desconectadas em pleno 2025. O novo plano não apenas reconhece esse número, mas tenta mapear caminhos para enfrentá-lo. 

As ações previstas priorizam áreas com baixa cobertura, regiões remotas, países em desenvolvimento e grupos sociais frequentemente deixados de fora do progresso digital.

Para a secretária-geral da entidade, Doreen Bogdan-Martin, a conectividade já não pode ser tratada como uma questão técnica. “É uma questão humana. Sem acesso à internet, estamos falando de populações inteiras deixadas para trás em saúde, educação e oportunidades”, declarou durante o evento.

Medidas e compromissos

Entre os compromissos assumidos, estão o estímulo à criação de redes locais, programas de capacitação, incentivo ao uso de dispositivos acessíveis e o fortalecimento da infraestrutura já existente. 

O documento também inclui recomendações aos grupos técnicos da UIT para que foquem em temas como qualidade da conexão, acessibilidade e segurança.

Além disso, foram anunciados projetos regionais. Um deles, em parceria com o governo da Austrália, pretende conectar comunidades da Ásia-Pacífico. 

Outro, no Senegal, vai apoiar mulheres jovens no uso de tecnologias digitais. A UIT também mencionou iniciativas voltadas à formação técnica em países da CEI.

Diversidade de realidades e cooperação

O diretor do setor de desenvolvimento da UIT, Cosmas Luckyson Zavazava, lembrou que os desafios não são os mesmos para todos. 

“Há países sem litoral, pequenas ilhas, grandes territórios com áreas isoladas. O plano tenta respeitar essas diferenças e propor soluções adaptáveis”, disse.

O plano de Baku marca um novo momento para a UIT. Mais do que metas técnicas, representa um chamado à cooperação global. As metas são ambiciosas, mas não inatingíveis, desde que cada parte envolvida faça a sua parte.