02/02/2026
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Aplicativo gratuito amplia a busca no Android e ganha espaço entre usuários

Imagem: Freepik/Reprodução

A ausência de uma ferramenta nativa de busca verdadeiramente universal no sistema Android é um problema antigo para muitos usuários. Para enfrentar essa limitação, o Pixel Search, app gratuito e totalmente seguro, tem sido adotado como solução prática e eficiente. 

A ferramenta replica a experiência de pesquisa presente no Pixel Launcher, que é a interface original dos aparelhos da linha Pixel, fabricada diretamente pelo Google, e amplia a capacidade de localizar aplicativos, contatos, arquivos e outras funções no sistema.

Embora dispositivos Android ofereçam diversos métodos de localização de itens, como barras de pesquisa integradas ou funções específicas de fabricantes, eles nem sempre entregam um resultado unificado. 

Isso significa que, em muitos celulares, encontrar rapidamente um arquivo, mensagem ou função do sistema exige múltiplos passos ou navegações internas. Essa lacuna é especialmente sentida por usuários que desejam agilidade no uso diário do aparelho.

Busca unificada ainda não é padrão no Android

No Android, a busca integrada varia conforme o launcher e o fabricante do dispositivo. Alguns aparelhos apresentam barras de busca com capacidade limitada, enquanto outras versões simplesmente conduzem o usuário a um mecanismo de pesquisa na web. 

A falta de um recurso uniforme para encontrar conteúdos locais, como contatos, mensagens ou configurações internas, criou um espaço para soluções de terceiros.

Nesse contexto, o Pixel Search, app disponível para download na Google Play, surgiu como alternativa. Ele traz a experiência de busca do Pixel Launcher, originalmente restrita a aparelhos da própria Google, para uma gama maior de smartphones. 

O papel do aplicativo é servir basicamente como um hub de pesquisa, reunindo diferentes tipos de conteúdo em um único campo de busca.

Imagem: Google Play/Divulgação

Como o aplicativo ajuda usuários

Após a instalação, o Pixel Search indexa os itens presentes no dispositivo, permitindo que o usuário encontre rapidamente o que procura apenas digitando algumas letras. 

Isso inclui apps instalados, contatos da agenda, arquivos salvos e atalhos importantes do sistema. O app promete reduzir o tempo gasto na navegação tradicional pelos menus do Android, tornando a experiência mais fluida.

Além da busca de itens locais, essa aplicação ainda pode ser customizada para destacar determinados aplicativos nas pesquisas ou apresentar sugestões que se alinhem com o uso frequente do aparelho. Essa flexibilidade tem sido um diferencial percebido entre os usuários que testam a ferramenta.

Adoção e limitações do app

Especialistas em tecnologia explicam que apps como o Pixel Search tendem a ganhar tração justamente porque preenchem funcionalidades que o Android não padroniza para todos os dispositivos. 

Até que a plataforma ofereça oficialmente uma solução unificada de pesquisa nativa, soluções independentes devem seguir crescendo em relevância entre quem busca produtividade no uso diário do celular.

Ao mesmo tempo, desenvolvedores e entusiastas apontam que esse tipo de app enfrenta desafios, como limitações impostas pelo próprio sistema operacional ou diferenças entre versões do Android. 

Ainda assim, para muitos usuários, a adoção do Pixel Search representa uma melhoria perceptível na forma de acessar informações e executar tarefas rotineiras.

Essas tecnologias vão impactar a vida de todos em 2026

Imagem: Freepik/Reprodução

Falar sobre o futuro da tecnologia deixou de ser, nos últimos anos, um exercício puramente especulativo. Para 2026, parte do que vinha sendo discutido como tendência começa a ganhar forma concreta, com efeitos práticos sobre conectividade, serviços digitais e a relação das pessoas com dispositivos e redes.

Esse avanço não ocorre por um único motivo. Ele é resultado de um acúmulo: investimentos em infraestrutura, maior capacidade de processamento e pressão do próprio mercado por soluções mais estáveis e funcionais. 

No setor de telecomunicações, isso se traduz em mudanças que o usuário percebe menos no discurso e mais no uso diário. 

A seguir, vamos discutir algumas tendências tech que passarão a impactar a vida de todos em 2026. Leia mais!

Conectividade avança sem chamar atenção

A melhoria das redes segue como um dos pontos centrais dessa transformação. Não se trata apenas de velocidade, mas de consistência. 

Redes mais preparadas para lidar com alto volume de dados e variações de tráfego reduzem falhas e tornam serviços digitais mais previsíveis.

Tecnologias voltadas à automação da operação ganham espaço justamente por isso. Elas permitem ajustes quase invisíveis ao usuário, mas decisivos para manter a qualidade da conexão em situações de maior demanda.

Inteligência artificial passa a operar nos bastidores

Outra mudança relevante está na forma como a inteligência artificial é aplicada. Em vez de aparecer como novidade isolada, a IA tende a atuar de maneira silenciosa, integrada a sistemas já existentes.

Atendimentos digitais mais eficientes, análises de uso e personalização de serviços fazem parte desse movimento. 

No caso das operadoras, o uso da inteligência artificial ajuda tanto na gestão interna quanto na entrega de ofertas mais alinhadas ao comportamento do cliente.

Segurança digital deixa de ser opcional

Com mais atividades migrando para ambientes online, cresce também a atenção à proteção de dados. Tecnologias ligadas à segurança e à identidade digital passam a ser tratadas como elemento básico, não como diferencial.

O avanço dessas soluções acompanha o aumento de riscos cibernéticos e a necessidade de garantir confiança em transações e comunicações digitais, especialmente em serviços essenciais.

Reflexos diretos no cotidiano

Para quem utiliza serviços de telecomunicações, as mudanças tendem a aparecer de forma simples: menos interrupções, respostas mais rápidas e plataformas digitais mais intuitivas. 

Já empresas encontram espaço para otimizar processos e explorar novos modelos de negócio baseados em conectividade.

À medida que 2026 se aproxima, o avanço de certas tecnologias deixa de soar como promessa distante. Ele passa a se incorporar à rotina de forma discreta, moldando hábitos sem grandes anúncios, mas com efeitos claros no uso diário da tecnologia.

Claro encerra concessão de telefonia fixa de longa distância após acordo com a Anatel

Imagem: Claro/Divulgação

A Claro firmou um acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que coloca fim à concessão de telefonia fixa de longa distância no país, o chamado STFC LD (Serviço Telefônico Fixo Comutado de longa distância nacional e internacional).

Com a assinatura do Termo de Autorização nº 5/2025, ocorrida em 24 de dezembro, a operadora deixa para trás um modelo regulatório criado quando o telefone fixo ainda era o principal meio de comunicação entre cidades brasileiras.

Um serviço que perdeu espaço com o tempo

Durante décadas, a longa distância fixa foi um serviço estratégico. Era por meio dele que empresas e consumidores mantinham contato fora de suas regiões. 

Esse cenário começou a mudar com a expansão da telefonia móvel e, mais recentemente, com a popularização de aplicativos de mensagens e chamadas via internet.

Hoje, o uso desse tipo de serviço é residual. A própria Claro vinha reduzindo sua oferta de chamadas de longa distância fixa, acompanhando um movimento que já se consolidou no comportamento dos usuários.

O que muda com o acordo assinado?

O termo firmado com a Anatel encerra oficialmente a concessão e reúne, em um único instrumento, as autorizações que permitem à Claro continuar prestando serviços de telefonia fixa. 

Na prática, a empresa passa a operar totalmente sob o regime de autorização, considerado mais flexível do ponto de vista regulatório.

Esse modelo elimina obrigações típicas das concessões, criadas para um mercado que já não existe da mesma forma, mas mantém a supervisão da agência sobre a atuação da operadora.

Compromissos permanecem após o fim da concessão

Apesar do encerramento do contrato de concessão, a mudança não ocorre sem contrapartidas. A Claro assumiu compromissos definidos pela Anatel, entre eles a manutenção de telefones de uso público em localidades específicas e a realização de investimentos em infraestrutura.

Essas exigências funcionam como uma forma de preservar o interesse público durante a transição, especialmente em regiões onde o acesso a outros meios de comunicação ainda é mais limitado.

O que muda para quem usa os serviços?

Para o consumidor, a alteração tende a ter pouco efeito prático. A maioria dos usuários já não utiliza chamadas de longa distância fixa, optando por planos móveis ou soluções digitais. O acordo, portanto, formaliza uma realidade que já vinha sendo observada no dia a dia.

Do ponto de vista da Claro, a migração oferece maior liberdade para organizar seus serviços e concentrar investimentos em áreas consideradas prioritárias, como mobilidade e conectividade de dados.

Parte de um movimento mais amplo no setor

A decisão envolvendo a Claro não é isolada. A Anatel vem defendendo a atualização das regras que regem a telefonia fixa como forma de adequar o setor às transformações tecnológicas dos últimos anos.

A avaliação é que modelos mais flexíveis favorecem investimentos e tornam a regulação mais compatível com a realidade atual.

Com o fim da concessão de longa distância, a Claro encerra um capítulo da telefonia fixa tradicional e reforça sua atuação em um ambiente regulatório moldado por um mercado cada vez mais digital.

O design dos celulares ficou ‘pobre’ com o tempo?

Imagem: Wikimedia Commons/Reprodução

Antes da popularização das telas sensíveis ao toque, ou touch screen, os celulares antigos representavam um período de intensa experimentação na indústria móvel. 

Fabricantes como Nokia, que dominava o mercado na época, Sony Ericsson e Motorola, apostavam em formatos variados, mecanismos engenhosos e soluções de design que buscavam atender estilos de vida distintos. 

Embora os smartphones atuais concentrem mais recursos, a padronização visual levanta um debate sobre o que se perdeu ao longo desse caminho tecnológico.

Mas e aí, será que os smartphones modernos, cada vez mais tecnológicos (e caros) são “tudo farinha do mesmo saco”, ou ainda existe espaço para a inovação real, como no passado? Vamos discutir isso.

Quando o celular era também um objeto de engenharia

Durante os anos 1990, 2000 e 2010, cada novo modelo lançado no mercado trazia uma proposta própria. Havia aparelhos com tampas articuladas, teclados deslizantes, botões físicos iluminados e estruturas internas complexas, formadas por trilhos e dobradiças. O celular não era apenas uma tela: era um conjunto mecânico pensado para surpreender o usuário.

Esse período ficou marcado por uma competição criativa entre fabricantes, Nokia, Sony Ericsson e Motorola, que buscavam diferenciação em um mercado ainda em consolidação. A inovação não se limitava ao software, mas estava visível no próprio corpo do aparelho.

Imagem: Adobe Stock/Reprodução

Exemplos icônicos de celulares antigos

Alguns modelos se tornaram símbolos dessa fase. O Nokia 3310, por exemplo, ganhou fama pela resistência e pelo teclado físico confortável. Já o Motorola Razr V3 apostou em um design ultrafino e dobrável, tornando-se um item de desejo no início dos anos 2000. 

Outro caso emblemático foi o Nokia N95, que combinava teclado deslizante em dois sentidos com recursos multimídia avançados para a época.

E também não poderíamos deixar de citar os aparelhos da linha Walkman, da Sony Ericsson, que vinham equipados como mini caixas de som, fones de ouvido de alta qualidade e atalhos personalizados que transformavam o celular em verdadeiro dispositivo de áudio avançado. Eram realmente maravilhas modernas da época.

Esses smartphones antigos não apenas cumpriam funções básicas de comunicação, mas também expressavam identidade. Escolher um modelo dizia algo sobre o usuário, algo menos perceptível no cenário atual.

Imagem: Flickr/Reprodução

Hoje em dia é tudo “mais do mesmo”?

Com a consolidação das telas grandes e sensíveis ao toque, o mercado passou a seguir um padrão visual bastante semelhante. 

Hoje, a maioria dos smartphones se diferencia mais por especificações técnicas do que por formato ou interação física. 

A lógica industrial, que antes focava em diferenciais práticos e físicos, hoje prioriza eficiência produtiva, compatibilidade de componentes e experiência de uso centrada na tela.

Especialistas em design apontam que essa uniformidade facilitou o acesso à tecnologia, mas reduziu a diversidade estética e funcional que caracterizava gerações anteriores.

Imagem: Wikimedia Commons/Reprodução

O que ficou como legado?

Apesar de superados em recursos, os celulares antigos deixaram um legado importante para a indústria móvel. Eles ajudaram a moldar a relação das pessoas com a tecnologia portátil e mostraram que inovação também passa por ousadia no design.

Hoje, ao olhar para trás, esse período serve como referência histórica de um momento em que o celular era, ao mesmo tempo, ferramenta, experimento e expressão pessoal.

E você, leitor, o que sente sobre essa evolução dos smartphones? Conte para nós nos comentários.

O que o Brasil fez em 2025 que mudará nosso futuro tecnológico

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Brasil tecnologia
Reprodução/ChatGPT

O avanço da soberania tecnológica do Brasil marcou 2025 como um ano decisivo para a autonomia digital do país. Sob coordenação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o governo brasileiro investiu R$ 267 milhões em projetos estratégicos de TICs ao longo do ano, com crescimento de 116% no fomento em relação a 2024, fortalecendo a capacidade nacional de inovar em áreas como chips, dados, inteligência artificial e supercomputação.

A ministra Luciana Santos destacou que a soberania tecnológica se constrói com investimento contínuo e políticas bem estruturadas. “Em 2025, demos passos decisivos para estruturar essa autonomia, do incentivo à indústria de TICs à inteligência artificial, passando pela supercomputação e pelos semicondutores”, afirmou. O objetivo central é reduzir a dependência de soluções externas em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento nacional.

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Lei de TICs e reconhecimento da inovação nacional

Um dos pilares fundamentais desse avanço foi a Lei de TICs, que manteve capacidade de processamento equivalente à demanda do mercado. O MCTI processou 316 pleitos de habilitação durante o ano, concluindo 158 até dezembro. Foram publicadas 81 portarias de habilitação e incluídos 1.851 modelos de produtos, ampliando significativamente o alcance dos incentivos fiscais no setor tecnológico brasileiro.

O instrumento TECNAC, essencial para reconhecimento de bens desenvolvidos nacionalmente, também apresentou resultados expressivos. Foram analisados 76 pleitos ao longo de 2025, com taxa de deferimento de 76,32%, resultando em 58 portarias publicadas. Os números revelam a maturidade técnica dos projetos nacionais e reforçam o papel do MCTI como validador da inovação produzida no país.

Modernização da gestão pública digital

A modernização da gestão pública foi outro marco importante. Em maio, entrou em funcionamento uma nova etapa do SigPlani, sistema que centraliza pedidos e autorizações da Lei de Informática em uma única plataforma. A partir de julho, o ministério adotou modelo de desenvolvimento ágil, com entregas rápidas e ajustes contínuos, transformando a forma de criar e aprimorar soluções digitais para ampliar transparência e acesso aos dados públicos.

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Supercomputação e inteligência artificial

Na área de supercomputação, 2025 preparou o terreno para o futuro. O ministério definiu o novo supercomputador nacional e fortaleceu o Sistema Nacional de Processamento de Alto Desempenho (SINAPAD). A Portaria MCTI nº 9.445 estabeleceu regras para ingresso no sistema. Visitas técnicas a Unicamp, UFRJ, UFPE e UFRN consolidaram o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) como principal polo nacional de inteligência artificial.

Protagonismo internacional em tecnologia

O protagonismo internacional ganhou força com participação brasileira em fóruns como G20 e BRICS. O país contribuiu para redes estratégicas como BRICS Cloud e EU-LAC Supercomputer Network, além de definir padrões globais de IA em reuniões da ISO em Genebra e Seul. Memorandos com Chile, China, Índia, Eslovênia, Malásia e Vietnã reforçaram a diplomacia tecnológica, focando em modelos de linguagem, soberania digital e transferência de dados.

O secretário Henrique Miguel destacou a convergência entre planejamento e execução. “Transformamos planos em sistemas, reuniões em infraestrutura e cooperação em capacidade instalada. A soberania digital passa por supercomputação, IA e por uma gestão pública que funcione com agilidade e transparência”, explicou. Segundo ele, o Brasil está se preparando para desenvolver soluções próprias e competir em alto nível no cenário tecnológico global.

Semicondutores: reduzindo a dependência externa

No setor de semicondutores, presente em celulares, computadores e equipamentos médicos, o desafio é estratégico. Mais de 85% dos chips usados no Brasil são importados, gerando dependência externa crítica. A meta governamental é dobrar a participação brasileira na cadeia global, de 1% para 2% até 2033. Entre 2020 e 2025, o PADIS concedeu mais de R$ 1,2 bilhão em incentivos fiscais, enquanto R$ 200 milhões foram investidos em pesquisa via FNDCT e Finep.

Para 2026, a previsão é de mais de R$ 1,2 bilhão do FNDCT para semicondutores, somados a recursos da Finep e investimentos privados. O país prepara um novo patamar tecnológico com a consolidação da IBQuântica, entrega da BR-Fab para pesquisa e testes de chips, criação de fundo de investimento para startups e fortalecimento das regras de segurança e transparência para investidores e pesquisadores.

Em um mundo marcado por disputas geopolíticas e rápidas transformações digitais, o Brasil optou por não ficar à margem. Com planejamento estratégico e ação coordenada, o país constrói os alicerces de sua soberania tecnológica, garantindo autonomia para decidir, produzir e inovar com base em tecnologia própria, reduzindo vulnerabilidades e ampliando oportunidades no cenário global.

Fim dos golpes? Anatel aperta o cerco contra o spoofing e pode isolar operadoras

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spoofing anatel
Reprodução/Gemini

A Anatel anunciou novas medidas rigorosas para combater o spoofing e outras fraudes em telecomunicações a partir de 1º de janeiro de 2026 em todo o Brasil, visando proteger usuários através do Despacho Decisório nº 978/2025 que impõe controles técnicos e punições severas para empresas que falham na fiscalização. A iniciativa surge após a identificação de lacunas na segurança das redes que permitiam a criminosos mascarar números de origem para aplicar golpes financeiros de forma massiva.

A agência decidiu renovar e aprimorar as diretrizes após observar avanços importantes com normativas anteriores, as quais já permitiam o bloqueio de tráfego irregular e a identificação de rotas ilícitas. Esse movimento de modernização ocorre em um período onde a agência recebe selo ouro por excelência em práticas regulatórias, demonstrando o compromisso do órgão com a melhoria contínua dos processos internos e a proteção ativa do ecossistema de comunicações nacional contra diversos abusos técnicos recorrentes nas redes.

Durante a vigência das regras anteriores, as prestadoras de serviço telefônico foram obrigadas a criar um canal centralizado para receber informações de bancos sobre números usados em crimes. Isso deu origem à solução Notificação Falsa Central (NFC), operada pela ABR Telecom, permitindo que agentes financeiros notifiquem suspeitas de uso indevido de forma padronizada. Até o momento, a agência já determinou 63 bloqueios de rotas de interconexão que apresentavam altos índices de chamadas com sinais de fraude.

Apesar dos bloqueios já realizados, a prática do crime digital ainda persiste com o uso de números válidos e atribuídos, o que motivou a criação do novo despacho com validade até junho de 2027. O tema ganhou visibilidade crítica após alertas recentes sobre criminosos utilizando prefixos oficiais para enganar vítimas. Por isso, a agência também mudou regras e impõe verificação documental no setor como forma de garantir que as linhas pertençam a pessoas físicas ou jurídicas reais, reduzindo o anonimato criminoso.

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Sanções severas para operadoras e usuários

A medida mais impactante do novo texto é a possibilidade de bloqueio cautelar das interconexões das operadoras que falharem na fiscalização do tráfego. Se uma empresa permitir o trânsito de chamadas com códigos de acesso em desconformidade com as normas, ela poderá ficar isolada digitalmente por até um mês. Em caso de reincidência, esse período pode ser ampliado para três meses, impedindo que a prestadora complete chamadas para clientes de outras redes, o que trava totalmente sua operação comercial.

Para o usuário final flagrado em atividades fraudulentas, as consequências são imediatas e definitivas, sem margem para negociações comerciais. O despacho estabelece que as operadoras devem rescindir o contrato e cortar o serviço do cliente de forma instantânea assim que a irregularidade for confirmada tecnicamente. Além da perda do número, o infrator fica sujeito a processos nas esferas cível e criminal, já que os contratos agora devem conter cláusulas explícitas sobre o uso adequado dos recursos.

Fim do anonimato e da revenda de números

A partir de 2026, a revenda, o aluguel ou qualquer forma de cessão de recursos de numeração por usuários das prestadoras passam a ser considerados irregularidades graves perante o regulamento. Essa decisão visa atingir centrais de atendimento que operam em nome de terceiros usando lotes de números alugados ilegalmente de forma oculta. Agora, essas empresas deverão contratar seus próprios recursos diretamente com as operadoras autorizadas pela agência, eliminando as camadas de anonimato que facilitavam a impunidade.

O novo regramento também exige que as operadoras forneçam registros detalhados de chamadas sempre que solicitado pela fiscalização federal. Essa transparência é fundamental para rastrear a origem de disparos massivos que perturbam o consumidor diariamente. A falta de entrega desses dados ou a inconsistência nas informações prestadas poderá acarretar sanções adicionais às empresas, reforçando que a responsabilidade pela integridade da rede é compartilhada entre quem fornece o serviço e quem o utiliza.

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Controle técnico e tecnologia VoIP

Um dos pontos técnicos mais relevantes do Despacho 978/2025 foca na tecnologia VoIP e na originação de chamadas via Serviço Móvel Pessoal. A agência determinou que todo número de celular deve estar obrigatoriamente vinculado a um IMSI, que é a identidade única contida em cada chip físico ou virtual. Isso impede que softwares baseados em servidores anônimos gerem milhares de chamadas simulando prefixos móveis aleatórios, garantindo que a origem seja sempre uma estação móvel real e totalmente rastreável.

Com essas mudanças, o consumidor terá uma camada adicional de proteção ao visualizar uma chamada em seu identificador, sabendo que existe uma fiscalização mais rígida por trás daquela conexão. O novo despacho anula a eficácia das regras anteriores e consolida um ambiente onde a transparência e a responsabilização são os pilares fundamentais do setor. A agência reforça seu papel de garantir que as redes brasileiras operem de forma segura, confiável e livre de interferências de agentes criminosos.

Tá quente por aí? Veja como evitar danos ao seu celular durante o calor intenso

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Imagem: Getty Images/Reprodução

Com a chegada do verão, muitas pessoas têm enfrentado problemas com celulares que esquentam demais, prejudicando o desempenho e até a durabilidade dos aparelhos. 

Especialistas em tecnologia alertam que a exposição a altas temperaturas, especialmente em dias ensolarados, pode causar danos permanentes a baterias e componentes internos.

Por que o calor afeta tanto o celular?

O calor intenso faz com que o processador dos smartphones trabalhe em excesso para manter o funcionamento, elevando rapidamente a temperatura do aparelho. 

Além disso, a bateria de íon-lítio presente na maioria dos celulares é sensível a altas temperaturas, podendo perder carga mais rapidamente ou até inchar em casos extremos.

Segundo engenheiros de fabricantes, temperaturas acima de 35°C podem começar a afetar o desempenho do celular, enquanto a exposição direta ao sol por longos períodos aumenta significativamente o risco de falhas.

Dicas práticas para proteger o aparelho

Agora, sem mais demora, vamos entender como, de forma prática, é possível evitar que o celular esquente demais nos dias mais quentes:

  1. Evite deixar o celular no carro ou no bolso próximo ao corpo por muito tempo: Lugares fechados e ensolarados concentram calor e aumentam o risco de superaquecimento.
  2. Use capinhas adequadas: Capas muito grossas podem reter calor; prefira modelos que permitam ventilação ou retiráveis em dias quentes.
  3. Reduza o uso de aplicativos pesados: Jogos, vídeos em alta definição e aplicativos de navegação elevam a temperatura rapidamente.
  4. Desative recursos quando não estiver usando: Bluetooth, GPS e redes móveis em áreas de calor intenso podem gerar calor extra.
  5. Evite carregar o aparelho no calor: Carregar o celular em ambientes muito quentes aumenta a temperatura interna da bateria e pode encurtar sua vida útil.

O que fazer se o celular superaquecer

Se mesmo tomando as medidas necessárias o aparelho ficar excessivamente quente, desligue-o imediatamente e/ou retire-o da influência do sol ou de qualquer outra fonte de calor

Paralelamente, evite colocar o aparelho na geladeira ou freezer, pois mudanças bruscas de temperatura podem danificar ainda mais os componentes.

Além disso, especialistas recomendam aguardar alguns minutos em ambiente fresco antes de ligar o celular que superaqueceu novamente, garantindo que o aparelho volte a funcionar normalmente sem comprometer o hardware.

Anotou as dicas? Fique atento aos cuidados com o celular nesse calorão!

Ex-funcionários da Samsung são indiciados em investigação sobre vazamento

Imagem: Shutterstock/Reprodução

A Justiça da Coreia do Sul indiciou ex-funcionários da Samsung suspeitos de envolvimento no vazamento de informações industriais consideradas estratégicas. 

O caso gira em torno de tecnologia usada na fabricação de chips de memória, um dos segmentos mais sensíveis da indústria global de semicondutores.

As acusações recaem sobre antigos profissionais que atuaram em áreas técnicas da empresa e que, segundo os investigadores, tiveram acesso direto a processos internos de alto valor comercial. Parte desse conhecimento teria sido levada para fora da companhia após o desligamento dos envolvidos.

A investigação aponta que o material repassado não se limitava a conceitos amplos ou informações públicas. Trata-se, segundo o Ministério Público, de dados operacionais capazes de reduzir etapas inteiras de desenvolvimento tecnológico, algo que costuma levar anos e consumir recursos elevados.

Caso é tratado como ameaça econômica

Na Coreia do Sul, episódios desse tipo são enquadrados como crimes contra a segurança econômica. A indústria de semicondutores é considerada estratégica para o país, tanto pelo impacto nas exportações quanto pelo papel central em cadeias produtivas globais.

Autoridades avaliam que a perda de tecnologia proprietária pode gerar danos para mais empresas além da Samsung. A transferência indevida de conhecimento tende a enfraquecer a posição competitiva das organizações locais e favorecer concorrentes estrangeiros em um mercado marcado por disputas geopolíticas.

Setor vive ambiente de pressão constante

O indiciamento ocorre em um momento de vigilância crescente sobre a circulação de profissionais altamente qualificados no setor de chips. Com a corrida por tecnologias cada vez menores e mais eficientes, o valor do conhecimento técnico se tornou tão relevante quanto o da infraestrutura física.

Para empresas como a Samsung, o episódio reforça a necessidade de controles internos mais rigorosos e de políticas de confidencialidade mais rígidas. Já para o mercado, o caso expõe uma realidade pouco visível ao consumidor final, mas frequente nos bastidores da indústria de tecnologia.

As investigações seguem em andamento. As autoridades não descartam novos desdobramentos, nem a ampliação das acusações, conforme o avanço da apuração.

Starlink alcança 9 milhões de clientes e mantém crescimento acelerado

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Imagem: NurPhoto via Getty Images/Reprodução

A Starlink, divisão de internet via satélite da SpaceX, de Elon Musk, chegou a 9 milhões de clientes ativos em operação ao redor do mundo. A informação foi divulgada pela própria empresa e indica que o serviço de internet via satélite segue em constante expansão, com a entrada diária de milhares de novos usuários.

O ritmo chama atenção em um setor tradicionalmente marcado por ciclos longos de implantação. Em poucas regiões, a infraestrutura de telecomunicações avança com rapidez. Fora dos grandes centros, a realidade costuma ser outra, o que ajuda a explicar a adesão crescente a alternativas baseadas em satélite.

A proposta da Starlink é conhecida: usar satélites em órbita baixa para reduzir atrasos no sinal e entregar uma conexão mais estável do que a oferecida por modelos antigos de internet espacial.

Expansão não se limita ao acesso doméstico

Apesar de o público residencial ainda responder por boa parte das assinaturas, o uso da Starlink deixou de ser restrito a casas e pequenos negócios. 

O serviço, que em agosto desse ano tinha cerca de 7 milhões de assinantes, passou a ganhar espaço em operações que dependem de conectividade contínua, mesmo em movimento.

Companhias aéreas começaram a adotar a tecnologia para oferecer acesso à internet durante voos, enquanto embarcações comerciais e empresas de logística passaram a usar o sistema como solução principal ou complementar. Em muitos casos, não se trata de substituir totalmente outras redes, mas de garantir redundância.

Esse tipo de aplicação ajudou a aumentar o volume de tráfego transportado pela rede, segundo dados divulgados pela própria empresa.

Avanço da Starlink no Brasil ocorre fora das capitais

No Brasil, a expansão da Starlink tem um recorte claro. O crescimento acontece principalmente longe das capitais e regiões metropolitanas, onde a oferta de fibra óptica ainda é limitada ou inexistente.

Áreas rurais, comunidades isoladas e localidades da Amazônia concentram parte relevante das novas ativações. Para muitos usuários, a conexão via satélite representa a primeira experiência com acesso estável à internet.

Além do uso doméstico, órgãos públicos e instituições passaram a empregar a tecnologia em escolas, unidades de saúde e bases operacionais. Em alguns projetos, a Starlink funciona como solução temporária; em outros, como única alternativa viável.

Impactos no mercado e atenção regulatória

O avanço da Starlink também provoca movimentação no mercado de telecomunicações. Operadoras acompanham de perto o crescimento das constelações de satélites, especialmente em regiões onde a expansão de redes terrestres envolve custos elevados.

Ao mesmo tempo, autoridades regulatórias seguem discutindo temas ligados ao uso do espectro, à coordenação internacional de órbitas e aos impactos ambientais do aumento no número de lançamentos. São questões que ainda devem influenciar os próximos passos desse tipo de serviço.

Com uma base de clientes em rápida expansão e novas aplicações surgindo, a Starlink consolida sua presença como uma alternativa relevante para ampliar o acesso à internet em áreas historicamente desconectadas.

Google Maps traz mudança que vai aliviar o estresse diário no trânsito

Imagem: SOPA Images/Reprodução

O Google Maps tem passado por ajustes que indicam uma mudança clara de foco: menos improviso no trânsito e mais previsibilidade para quem depende do aplicativo no dia a dia. 

A proposta é simples na teoria, mas complexa na execução, com vistas em ajudar o usuário a sair de casa sabendo, com maior margem de segurança, quanto tempo o trajeto deve levar.

Essa evolução do serviço reflete uma preocupação crescente com o impacto do trânsito na rotina urbana. Atrasos inesperados, congestionamentos recorrentes e alterações repentinas de rota estão entre os fatores que mais contribuem para a sensação de estresse durante deslocamentos frequentes, especialmente em horários de pico.

Previsão antes da saída

De acordo com observação feita pelo site Android Police, m dos diferenciais mais perceptíveis do Google Maps está na forma como o aplicativo cruza dados históricos com informações em tempo real. 

Em vez de reagir apenas quando o trânsito já está comprometido, o sistema passa a antecipar cenários prováveis com base em padrões consolidados.

Com isso, o usuário consegue visualizar estimativas de chegada mais estáveis e identificar, com antecedência, quando um percurso tende a apresentar lentidão fora do normal. A ferramenta deixa de ser apenas reativa e passa a atuar como apoio no planejamento.

Ajustes dinâmicos ao longo do percurso

Durante o deslocamento, o Google Maps continua monitorando as condições da via e faz ajustes automáticos sempre que detecta mudanças relevantes no fluxo. A sugestão de rotas alternativas não se limita a acidentes ou bloqueios pontuais, mas considera o crescimento gradual do congestionamento.

Esse tipo de adaptação é especialmente útil em grandes cidades, onde pequenas retenções podem se espalhar rapidamente e comprometer todo o trajeto. Ao redistribuir o tráfego, o aplicativo também contribui para reduzir gargalos em vias já sobrecarregadas.

Menos incerteza, mais controle do tempo

Estudos sobre mobilidade urbana indicam que a imprevisibilidade é um dos principais fatores de desgaste emocional no trânsito. Não saber se o trajeto vai durar 30 ou 50 minutos afeta diretamente o planejamento do dia.

Portanto, ao oferecer estimativas mais confiáveis e alertas antecipados, o Google Maps ajuda o usuário a tomar decisões com mais clareza, seja ajustando o horário de saída, seja optando por caminhos alternativos desde o início.

Caminho sem volta para aplicativos de navegação

O movimento observado no Google Maps acompanha uma tendência mais ampla no setor de tecnologia: transformar grandes volumes de dados em informações práticas e acionáveis. A navegação deixa de ser apenas direcional e passa a ter um papel estratégico na gestão do tempo.

A expectativa é que futuras atualizações aprofundem esse modelo, com ainda mais ênfase em previsibilidade, personalização e redução do impacto do trânsito na rotina cotidiana.

* Com informações do Android Police