Foi aprovada pela Comissão Federal de Comunicações (FCC, em inglês), a “Anatel dos Estados Unidos”, a aquisição da Globalstar feita pela Amazon.
Conforme noticiamos à época, as duas empresas entraram em acordo com valores que giram em torno de US$ 11,5 bilhões. O fechamento total do negócio dependia apenas do aval das autoridades em telecom dos EUA.
Com a autorização, a Amazon ganha controle total da Globalstar, podendo, finalmente, fazer frente à Starlink no mercado de internet via satélite. Bom, pelo menos na teoria é isso que se entende.
O que vem às mãos da Amazon agora?
Como mencionamos antes, toda a estrutura da Globalstar agora pertence à Amazon.
Na prática, a gigante do e-commerce assume o controle das subsidiárias da marca, de toda a sua infraestrutura física e de cerca de 25 MHz do espectro móvel via satélite.
A empresa também recebeu autorização do Departamento de Espaço dos EUA para acessar o sistema C-3, uma constelação de 48 satélites focada em expansão de rede. Como contrapartida, terá que honrar os contratos vigentes com órgãos de defesa e segurança pública americanos.
Dentre tudo isso, talvez o ativo mais valioso que a empresa de Jeff Bezos tenha conquistado é de ordem regulatória. Isso porque, com a Globalstar em mãos, alguns pormenores regulatórios passam a não mais existir. Isso já é “meio caminho andado”.
O aval garante fôlego para que a Amazon Leo, que é a divisão de internet via satélite propriamente dita, possa acelerar os serviços D2D (Direct-to-Device), que conectam satélites diretamente aos celulares.
A meta é estrear a tecnologia até o final de 2026 e lançar um sistema de última geração em 2028, sustentado por mais de 5,1 mil novos satélites previstos.
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Não tem jeito: a era da internet via satélite chegou para ficar. E empresas como Amazon Leo e Starlink estão na vanguarda desse fenômeno.
O incrível benefício de ter internet banda larga em qualquer lugar atrai um grande público e, ao mesmo tempo, gera o impulso necessário para mais investimentos.
Em muitos lugares do Brasil, por exemplo, a Starlink é a principal opção para acesso à internet. E isso tem atraído os olhares de concorrentes, como a própria Amazon Leo e a chinesa SpaceSail.
A expectativa é que, assim como no mercado de telefonia móvel, a concorrência se estabeleça no setor de internet via satélite e torne os serviços mais acessíveis aos usuários.












