A Claro registrou receita líquida de R$ 13,8 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 5,8% na comparação com o mesmo período de 2025. O balanço da operadora, controlada pela mexicana América Móvil, foi divulgado na noite desta terça-feira (20). O avanço foi puxado principalmente pelos serviços móveis, que cresceram 6,9% e somaram R$ 7,64 bilhões no período.
O Ebitda, lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, chegou a R$ 6,32 bilhões, crescimento anual de 6,6%. A margem Ebitda subiu 0,3 ponto percentual, para 45,7%. Segundo a companhia, o desempenho no mercado brasileiro reflete a expansão do pós-pago, a liderança em portabilidade e o aumento de 2,8% na receita média por usuário (ARPU).
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PRINCIPAIS NÚMEROS DO TRIMESTRE
O resultado operacional medido pelo EBIT também avançou, com crescimento de 13,8%, para R$ 3,13 bilhões. No acumulado de janeiro a setembro, a receita líquida da Claro somou R$ 40,62 bilhões, aumento de 5,8% em relação aos nove primeiros meses do ano passado. O Ebitda do período chegou a R$ 18,34 bilhões, expansão de 5,7%, com margem de 45,1%, ante 45,2% registrados um ano antes.
- Receita líquida: R$ 13,8 bilhões (+5,8%)
- Receita de serviços móveis: R$ 7,64 bilhões (+6,9%)
- Receita de serviços fixos e outros: R$ 5,36 bilhões (+2,6%)
- Ebitda: R$ 6,32 bilhões (+6,6%), com margem de 45,7%
- EBIT: R$ 3,13 bilhões (+13,8%)
PÓS-PAGO JÁ É DOIS TERÇOS DA BASE MÓVEL
A operadora encerrou setembro com 92,8 milhões de linhas móveis, das quais 61,9 milhões no pós-pago. A modalidade cresceu 7,2% em 12 meses, com a adição de 4,2 milhões de linhas, e passou a representar 66,7% da base, alta de 2 pontos percentuais. Segundo a Claro, o avanço foi impulsionado pela portabilidade numérica, com saldo superior a 1 milhão de linhas portadas no período, e pela migração de clientes do pré-pago.
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A base pré-paga terminou o trimestre com 30,9 milhões de linhas. Mesmo com a perda de participação na base total, o segmento recebeu destaque no balanço. “O 3T26 apresentou forte aceleração em recargas, contribuindo para o crescimento da receita móvel, com destaque para a participação dos canais digitais próprios, oferecendo mais comodidade e benefícios”, afirmou a operadora.
No 5G, a Claro alcançou cerca de 26 milhões de clientes em setembro. A companhia também ressaltou a estratégia de parcerias com operadoras móveis virtuais (MVNOs) para atender segmentos específicos de consumidores. Já a Claro Empresas, unidade de serviços corporativos, manteve o ritmo de crescimento da receita na comparação anual, com destaque para as plataformas de soluções digitais e mobilidade.
BANDA LARGA E TV POR ASSINATURA
No segmento fixo, a receita de serviços fixos e outros somou R$ 5,36 bilhões, alta de 2,6% no ano. A Claro registrou 93,6 mil adições líquidas na banda larga fixa e segue na liderança do mercado brasileiro, com 18,8% de participação em agosto, o equivalente a cerca de 10,8 milhões de acessos. Nas conexões com velocidade a partir de 500 Mbps, a fatia da operadora sobe para 21,5%.
Na TV por assinatura, a Claro mantém a liderança, com 58,3% do mercado em agosto, considerando todas as tecnologias. A base de clientes convergentes, que combinam serviços residenciais e móveis, cresceu 14% em um ano. Segundo a operadora, essa estratégia “segue sendo prioridade da Companhia para melhorar a experiência dos clientes, fidelização da base e aceleração do crescimento da receita”.
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COMPRA DA DESKTOP
Após o fechamento do trimestre, a Claro concluiu em 1º de outubro a compra do controle da Desktop. Por meio da controlada Claro NXT, a operadora adquiriu 84.684.273 ações ordinárias, cerca de 72,83% do capital da provedora, por R$ 1,747 bilhão, ou R$ 20,63 por ação, valor sujeito a ajustes previstos em contrato. O objetivo é ampliar a atuação na banda larga fixa com a integração da base de clientes, da rede e da presença regional da Desktop.
Em 2 de outubro, a Claro NXT protocolou na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o pedido de registro de oferta pública unificada para adquirir as ações remanescentes da Desktop. A oferta contempla a alienação de controle, a conversão do registro da empresa da categoria A para a categoria B e a saída do Novo Mercado da B3, o que deve encerrar a presença da provedora nesse segmento da bolsa.












