Anatel retira a licença de uso da faixa de 450 MHz da Claro

Cleane Lima
3 min de leitura

Na última semana, o Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), aprovou em reunião a extinção da licença de exploração da faixa de frequência de 450 MHz da Claro. A operadora tinha o direito de usar o espectro desde 2012, quando comprou a faixa de 2,5 GHz no leilão realizado para o 4G.

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Na época, as empresas que arremataram a faixa de 2,5 GHz ganharam o direito de explorar a frequência, uma vez que seria promissor para levar conectividades para áreas rurais.

Vale ressaltar que junto com a faixa, as companhias tinham que cumprir metas de coberturas em áreas remotas. Entretanto, o desenvolvimento de equipamentos para trabalhar nessa frequência não foi para frente. Dessa forma, não foi possível as empresas ocuparem os 450 MHz dentro do prazo que foi exigido no edital.

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De acordo com o conselheiro relator do caso da Claro, Moisés Moreira, a operadora chegou a ativar a frequências em vários municípios do Brasil, mas com atrasos. “Concretizou-se, nessa esteira, a renúncia prevista no instrumento editalício ao qual, como proponente, aderiu em ato volitivo e unilateral”, votou. Sua análise a favor da retomada da outorga foi seguida por unanimidade pelos demais conselheiros.

Cobranças de uso da faixa

Desde 2017, pelo menos, que as operadoras compradoras da faixa reclamavam a falta de tecnologia no mercado para fazer uso do espectro e solicitaram permissão para ter os satélites como alternativa para cumprirem os compromissos de abrangência que foram estabelecidos no edital do 4G em 2012.

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Em 2019, na Anatel, ao endurecer o tom com a TIM, Vivo, Claro e Oi por causa do não uso do espectro, já havia discussão da retomada da faixa de 450 MHz das compradoras, sendo que no mesmo ano, a agência solicitou que as operadoras comprovassem que estavam usando a faixa, com a ameaça de extinguir as licenças de exploração.

Este ano, no mês de junho, o Conselho Diretor informou que iniciaria a retomada das licenças, sendo que cada caso seria analisado separadamente. Há cerca de dois meses, as outorgas de exploração foram retiradas da TIM e da Oi, agora foi a vez da Claro.

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