A Claro empresas anunciou nesta segunda-feira (24), durante a Febraban Tech, em São Paulo, uma oferta de GPU como serviço que reduz em até 50% o custo de processamento de IA. O modelo foi apresentado a jornalistas ao lado de um produto de inteligência artificial desenvolvido especificamente para o mercado financeiro, a partir da experiência da própria operadora em atendimento.
A proposta responde a um gargalo conhecido do setor, já que poucas companhias conseguem bancar a compra de hardware de alta performance em grande volume. Com faturamento direto em real e processamento dentro da nuvem da operadora, em território brasileiro, a oferta mira empresas de todos os portes que querem treinar ou rodar modelos próprios sem montar infraestrutura do zero.
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MODELO DE COBRANÇA INÉDITO NO BRASIL
Segundo a companhia, o formato é único no mercado brasileiro e permite contratar apenas a fração de capacidade computacional necessária para cada projeto. A lógica é a mesma de outros serviços de nuvem, com o cliente pagando pelo que consome, mas aplicada a um recurso escasso e caro. A operadora aposta que a previsibilidade financeira seja tão atrativa quanto o desconto anunciado.
O modelo desenvolvido permite a contratação apenas da fração necessária da capacidade de processamento, com economia de até 50% nos custos de aquisição, e reforça a gestão inteligente de recursos, fator fundamental para alavancar tecnologias emergentes, explica Raquel Possamai, diretora-executiva Claro empresas para o Mercado Financeiro. A oferta mira empresas e startups que queiram usar ou criar seus próprios modelos, sejam LLMs ou SLMs.
O QUE A OFERTA ENTREGA
- Contratação fracionada da capacidade de GPU, sem compra de hardware
- Economia de até 50% nos custos de aquisição de processamento
- Faturamento direto em real, com previsibilidade financeira
- Processamento 100% em território nacional, na nuvem da operadora
- Suporte a provas de conceito com LLMs e SLMs

SOBERANIA DE DADOS E LGPD NO CENTRO
O processamento local, dentro da infraestrutura de nuvem da Claro em solo brasileiro, é o argumento central para setores regulados. Em bancos e instituições financeiras, a residência do dado deixou de ser um detalhe técnico e virou requisito de conformidade, cobrado tanto pela Lei Geral de Proteção de Dados quanto pelas normas do Banco Central. Governança e soberania entram na mesma conta.
Em setores regulados, como o Financeiro, que lidam com informações sensíveis e precisam seguir rigorosamente as regras da LGPD e do Banco Central, temas como Soberania e Governança de Dados são considerados críticos e tratados com extrema atenção. Atender a esses requisitos é obrigação e não diferencial, afirma Maria Teresa Lima, diretora-executiva Claro empresas para Governo.
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CLARO STT TRANSCREVE 100% DAS CHAMADAS
Construído sobre a mesma base de GPUs, o Claro STT é uma solução de transcrição de áudio que nasceu de um piloto interno na área de atendimento. Em vez da amostragem manual, que costuma cobrir de 5% a 10% das ligações, a ferramenta processa a totalidade das chamadas diárias e devolve o conteúdo categorizado para análise, algo que a operadora classifica como inédito na operação.
Na prática, a inteligência artificial passa a atuar como um copiloto do operador em tempo real, sugerindo recomendações durante o próprio atendimento. No piloto interno, a companhia registrou aumento de 10% na conversão de vendas. A integração é feita via API, o que dispensa infraestrutura complexa do lado do cliente e reduz o tempo de onboarding para poucas horas.
O grande diferencial tecnológico está em sua arquitetura de ponta e no forte compromisso com a segurança da solução. A parceria viabiliza um poder de processamento altíssimo aliado a custos altamente competitivos no mercado, com a segurança necessária para compliance, eliminando riscos jurídicos e operacionais comuns em plataformas estrangeiras, comenta Mário Rachid, diretor-executivo de Soluções Digitais Claro empresas.
DISPUTA POR NUVEM E IA NO BRASIL
O movimento reforça o posicionamento da operadora como fornecedora de nuvem e IA na América Latina, e não apenas de conectividade. Ao empacotar capacidade computacional, aplicações prontas e a própria experiência de adoção interna, a Claro empresas tenta se colocar como orquestradora de projetos de inteligência artificial em um mercado ainda dependente de infraestrutura estrangeira.












