Durante painel apresentado no Conecta Latam Telco Transformation, o gerente de Customer Success da Ookla, Jonathan Siqueira, citou um dado interessante: o salto do 5G NSA para o 5G SA adicionou 20% a mais de velocidade a downloads e uploads. A latência também foi reduzida.
Essa evolução, praticamente invisível aos olhos dos usuários comuns, data de 2022 no Brasil, quando o chamado 5G standalone, que é “puro”, sem nenhuma correlação com o 4G, passou a funcionar no país.
De acordo com Siquera, a Ookla vem acompanhando um grupo de usuários que usava o 5G NSA e, com a chegada do standalone, migrou automaticamente. Com base nos dados fornecidos, conclusões foram tiradas.
Como foram realizados os testes?
Conforme apuração feita pelo Tele.Síntese, as percepções da Ookla sobre o aumento de potência do 5G foram observados no uso diário de pessoas reais.
Mais especificamente, os dados agora apresentados por Jonathan Siqueira foram colhidos na semana exata da mudança, quando o salto foi observado com maior clareza.
Além do Brasil, a Ookla observou comportamentos na Europa, na Ásia e nos Estados Unidos. O padrão é sempre o mesmo: o standalone supera o NSA em velocidade e tem menor latência. De acordo com os relatórios da empresa, em algumas regiões norte-americanas a diferença é de 120%.
A dona do SpeedTest destaca que essa oscilação, tanto para mais quanto para menos, também depende de configurações de cada operadora, abrangência, força de sinal emitida por equipamentos, etc.
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Mas há um lado negativo
Como nem tudo são flores, Siqueira admitiu que, mesmo com protocolos modernos rodando, o 5G SA ainda padece de um problema que acompanha tanto redes móveis quanto privadas.
Ocorre que a velocidade de upload sempre se mostra imensamente menor que a de download. Para se ter uma ideia, hoje em dia a média de velocidade de download é de 400 Mbps, enquanto a de upload é de apenas 26 Mbps, ou seja, mais de 90% a menos.
Ademais, a latência reduzida pelo standalone pode aumentar bastante quando muitos dispositivos estão conectados a uma mesma rede. Ou seja, o fracionamento do sinal acaba reduzindo a qualidade de forma generalizada.
Essas pequenas falhas tendem a representar problemas em caso de uso mais intenso, como em rotinas baseadas em IA e acesso a dados em nuvem. Talvez, com a chegada do 6G, prevista para meados de 2030, esses gargalos sejam solucionados.












