Durante o carnaval de 2026, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) registrou que o número de acionamentos no programa celular seguro cresceu 39% em todo o Brasil, totalizando 3.115 solicitações de bloqueio devido a roubos, furtos e perdas ocorridos entre os dias 13 e 17 de fevereiro. A ferramenta do Governo Federal foi amplamente utilizada por foliões que precisaram interromper o acesso aos seus dispositivos e contas bancárias de forma ágil após incidentes nas ruas.
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Evolução dos registros e impacto no setor
O salto estatístico é relevante para o ecossistema de telecomunicações, evidenciando que a população brasileira está mais habituada às camadas de proteção digital. Enquanto no feriado de 2025 foram registradas 2.240 solicitações, o ano de 2026 viu esse número subir para 3.115 casos. É importante notar que após dois anos de lançamento, o app já superou marcas históricas de uso, consolidando-se como o principal recurso para quem deseja inutilizar o aparelho e proteger dados sensíveis imediatamente após o crime.
Abaixo, veja o detalhamento diário comparativo entre os dois anos de operação do sistema durante a folia:
| Data em 2026 | Bloqueios (2026) | Data em 2025 | Bloqueios (2025) |
| 13/02 | 390 | 28/02 | 290 |
| 14/02 | 614 | 01/03 | 472 |
| 15/02 | 675 | 02/03 | 504 |
| 16/02 | 692 | 03/03 | 483 |
| 17/02 | 744 | 04/03 | 491 |
Mecanismos de proteção e resposta rápida
O funcionamento do sistema é baseado na agilidade da comunicação entre a vítima e as autoridades. Se o smartphone for furtado em um bloco, por exemplo, o usuário pode recorrer ao aparelho de um conhecido para acessar sua conta gov.br. Ao informar o número da linha subtraída, o sistema inicia o processo de bloqueio. Essa funcionalidade é vital para as operadoras, que conseguem agir rapidamente na suspensão dos serviços e evitar fraudes financeiras ou golpes em nome do cliente que foi lesado durante a festa.
Paralelo ao uso da tecnologia, a Polícia Civil de São Paulo adotou táticas inusitadas para garantir a segurança dos foliões. Agentes do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) se fantasiaram estrategicamente de personagens como Scooby-Doo, Chaves e Caça-Fantasmas para vigiar os blocos de rua. Segundo o departamento, o que é feito é transformar o desafio em estratégia, permitindo que os policiais se misturem à multidão de forma orgânica e identifiquem suspeitos focados nos bolsos das vítimas.
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Estratégia de inteligência e monitoramento
Para garantir a eficácia das prisões e o monitoramento das áreas de maior risco, o DHPP utiliza critérios rigorosos em suas operações especiais:
- Análise de inteligência baseada no histórico de ocorrências locais;
- Monitoramento do fluxo de foliões e registros anteriores de furtos;
- Identificação de indivíduos que circulam sem participar da festa;
- Foco em grupos que se aproximam de vítimas distraídas nas aglomerações;
- Utilização de reconhecimento facial por meio de dispositivos móveis em campo.
A iniciativa, classificada como inovadora, já resultou na prisão de 26 pessoas em flagrante. Além do disfarce físico, os agentes realizam consultas em sistemas policiais em tempo real. A escolha das fantasias é feita de forma planejada e prioriza personagens que se integrem naturalmente ao perfil dos eventos, afirmou o DHPP, ressaltando que as equipes de seis a oito agentes atuam em locais definidos onde há maior probabilidade de crimes contra o patrimônio tecnológico dos usuários.












