19/01/2026

Vivo lidera mercado de telecomunicações com folga em 2025

Com hegemonia consolidada na telefonia móvel, operadora se destaca em balanço da Anatel que também alerta para os riscos do mercado irregular de smartphones.

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Vivo padrão
Divulgação/Vivo

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou o Relatório de Monitoramento da Competição do 4T2025, confirmando que a Vivo lidera o mercado de telefonia móvel no Brasil ao final deste ano através de uma análise técnica da Superintendência de Competição que mapeou a estabilidade do setor e a expansão do 5G para garantir a sustentabilidade econômica das operadoras. O documento revela como a qualidade de rede e a diferenciação comercial tornaram-se as principais ferramentas de disputa em um cenário de oligopólio consolidado nacionalmente.

O cenário das telecomunicações brasileiras em 2025 mostra um setor resiliente, onde as estratégias migraram do foco em volume bruto para a busca por maior rentabilidade. A expansão do pós-pago e o consumo massivo de dados impulsionaram os resultados, mantendo o Índice Herfindahl-Hirschman (HHI) em patamares elevados, embora com uma leve tendência de desconcentração. Esse equilíbrio permite que grandes grupos mantenham seus investimentos em infraestrutura de ponta e novas tecnologias.

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Hegemonia no mercado móvel e números do setor

A distribuição de forças na telefonia móvel brasileira reflete a solidez das grandes operações nacionais, que detêm a maioria absoluta das linhas ativas. O mercado encerrou o período com 270,3 milhões de acessos, apresentando uma recuperação importante após as quedas registradas no ano anterior, com a liderança isolada sendo mantida pela principal operadora do país, conforme detalhado na estrutura competitiva abaixo:

  • Vivo: 38,1% de participação de mercado (líder)
  • Claro: 33,1% de participação de mercado
  • TIM: 23,1% de participação de mercado
  • Pequenas Prestadoras (PPPs): 5,7% de participação de mercado

Ao final do último trimestre, as adições líquidas somaram 1,69 milhão de novos contratos, evidenciando uma disputa acirrada pela fidelidade do consumidor de alta renda. O mercado segue concentrado nas três gigantes, que juntas somam mais de 94% dos acessos móveis totais. Essa configuração exige que a regulação técnica atue de forma coordenada com a política concorrencial para evitar assimetrias que possam prejudicar a entrada de novos competidores ou a inovação tecnológica.

Pessoa segura smartphone que tem logomarca da Vivo na tela.
Imagem: Vivo/reprodução

Pulverização na banda larga e novos serviços digitais

Diferente do setor móvel, a banda larga fixa apresenta um cenário muito mais fragmentado e competitivo no território brasileiro. O mercado fechou 2025 com 52,9 milhões de conexões, onde as prestadoras de pequeno porte (PPPs) dominam com 63,3% de market share. Esse segmento é vital para a interiorização da fibra óptica, embora o número de empresas reportando dados tenha oscilado, sinalizando um movimento de consolidação que a Anatel acompanha de perto.

A transformação digital também impactou profundamente os serviços de voz e vídeo, com a TV por assinatura tradicional em queda livre frente ao streaming. Já a telefonia fixa tornou-se um componente secundário em pacotes centrados em dados, à medida que os serviços de voz migraram definitivamente para aplicações OTT. Essa mudança de comportamento do consumidor força operadoras a integrarem ecossistemas digitais completos em suas ofertas comerciais básicas.

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Crescimento profissional e o impacto na economia

A necessidade de manter redes complexas e serviços de alta qualidade gerou um impacto positivo direto no mercado de trabalho especializado ao longo do ano. Nesse ambiente de constante inovação, cresce a demanda por profissionais de telecom no brasil segundo o linkedin, especialmente para funções ligadas à arquitetura de redes 5G e segurança. A mão de obra qualificada tornou-se um diferencial competitivo estratégico para as grandes prestadoras.

Além das vagas técnicas específicas, a relevância do setor para o desenvolvimento nacional é comprovada pelo volume total de contratações realizadas. Dados oficiais mostram que o setor de comunicacao gera mais de 450 mil empregos em 2025, consolidando-se como um dos pilares da economia brasileira. Esse dinamismo ajuda a sustentar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e promove a inclusão social através da conectividade em larga escala.

Ameaça dos dispositivos irregulares e inovação

Um dos grandes alertas do relatório da Anatel para 2025 reside no mercado de dispositivos, que passou a ser um vetor estratégico da competição. O aumento da comercialização de smartphones não homologados cria uma assimetria perigosa, pois agentes irregulares evitam custos de certificação e tributação. Isso prejudica não apenas as fabricantes regulares, mas também a experiência do usuário final e a integridade técnica das redes operadas por empresas.

No campo da tecnologia, o lançamento do SoberanIA, o primeiro modelo público de inteligência artificial treinado em português, marcou o final do ano. Ao mesmo tempo, o setor lidou com eventos societários drásticos, como as falências decretadas da Oi e da Serede. O equilíbrio entre inovação, segurança jurídica e combate à pirataria de dispositivos será o grande desafio para o órgão regulador e para as lideranças do mercado de telecomunicações no próximo ciclo.

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