
Em 2025, o mercado global de telecomunicações celebrou um marco histórico ao registrar a venda de aproximadamente 1,25 bilhão de smartphones em todo o mundo. Segundo os relatórios consolidados da IDC, este crescimento de 1,5% foi motivado pela alta procura por modelos premium e dispositivos equipados com inteligência artificial. As fabricantes aceleraram as atualizações através de novos formatos e planos de financiamento agressivos, facilitando a troca de aparelhos pelos consumidores globais.
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Mudança histórica na liderança do setor
Pela primeira vez em mais de catorze anos, a Apple superou a Samsung, tornando-se a maior vendedora deste setor no planeta. A gigante de Cupertino alcançou o recorde de 247,8 milhões de remessas anuais, o que representa quase 20% de toda a participação de mercado em 2025. O sucesso da linha iPhone 17 foi o principal motor dessa expansão, apresentando uma demanda massiva em mercados estratégicos, garantindo à empresa seu melhor desempenho histórico em termos de volume e valor arrecadado.
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Por outro lado, a Samsung também apresentou resultados sólidos, especialmente com seus modelos dobráveis, como o Galaxy Z Fold 7 e o Galaxy Z Flip 7, que superaram as gerações anteriores. O mercado mostrou resiliência mesmo diante de incertezas econômicas globais e tensões tarifárias, provando que o interesse por inovação em hardware continua em alta. Fabricantes como a Xiaomi e a vivo também ganharam espaço, aproveitando o vácuo deixado em segmentos intermediários com foco em fotografia.
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Metodologia e desempenho das fabricantes
É importante destacar que os dados da IDC refletem apenas remessas de dispositivos de marca própria, excluindo vendas OEM e unidades recondicionadas. A categoria Empresa representa a holding atual para todas as marcas operadas como subsidiárias, garantindo uma visão fiel do mercado corporativo. Além disso, a consultoria declara empate estatístico quando a diferença de participação é igual ou inferior a 0,1%, detalhe técnico que assegura a precisão do levantamento sobre os fabricantes.
| Empresa | Remessas 3T25 (mi) | Market Share 3T25 | Remessas 3T24 (mi) | Market Share 3T24 | Crescimento Anual |
| 1. Samsung | 61.4 | 18.8% | 57.7 | 18.3% | 6.3% |
| 2. Apple | 59.4 | 18.2% | 57.1 | 18.1% | 4.1% |
| 3. Xiaomi | 43.4 | 13.3% | 42.8 | 13.6% | 1.4% |
| 4. Transsion | 29.2 | 9.0% | 25.7 | 8.2% | 13.4% |
| 5. vivo | 27.9 | 8.6% | 27.0 | 8.6% | 3.4% |
| Outros | 104.5 | 32.1% | 104.5 | 33.2% | 0.0% |
| Total | 325.7 | 100.0% | 314.7 | 100.0% | 3.5% |
Conectividade e o impacto da inteligência artificial
A inteligência artificial generativa foi o grande motor tecnológico do ano, atraindo tanto o público de luxo quanto os compradores de modelos intermediários. No contexto regional, esse avanço tecnológico é acompanhado pela infraestrutura, visto que o brasil lidera 5g na america latina e atinge 4o lugar mundial, o que fomenta a busca por aparelhos modernos. Marcas como a Transsion também cresceram ao focar em redes de distribuição fortes em mercados emergentes e preços competitivos.
O valor financeiro gerado pela indústria também atingiu patamares elevados em 2025, com a Apple superando 261 bilhões de dólares em valor de remessas. Esse crescimento de 7,2% no faturamento indica uma migração dos usuários para aparelhos mais caros, o que as operadoras de telefonia têm aproveitado para ofertar planos de dados mais robustos. Essa estratégia de “premiumização” ajuda a absorver parte dos custos logísticos elevados, garantindo que o mercado continue lucrativo e inovador.
Desafios e perspectivas para o futuro
No entanto, o cenário para o próximo ano exige cautela, pois projeções indicam que os celulares devem vender ate 2 a menos em 2026 segundo relatorio recente da IDC. A escassez global de chips de memória deve elevar os custos de produção, impactando diretamente o preço final dos dispositivos. Fabricantes precisarão adotar estratégias para proteger suas fatias de mercado, possivelmente ajustando seus portfólios para modelos com margens maiores para absorver o impacto dos componentes.
No Brasil, o papel das operadoras continua sendo fundamental para democratizar o acesso a essas novas tecnologias através de subsídios e parcelamentos. O volume total de 1,25 bilhão de smartphones vendidos no mundo reforça a importância da conectividade na vida moderna, seja para o trabalho ou entretenimento digital. O sucesso das marcas nos próximos ciclos dependerá da capacidade de escala e de negociações favoráveis para garantir componentes essenciais em um cenário de oferta restrita.





