14/01/2026

Mercado de smartphones cresce e alcança 1,25 bilhão de unidades em 2025

Impulsionado pela Apple e novas tecnologias de IA, setor de telefonia móvel registra recuperação histórica no mercado global.

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Celulares smartphones vendas
Reprodução/Gemini

Em 2025, o mercado global de telecomunicações celebrou um marco histórico ao registrar a venda de aproximadamente 1,25 bilhão de smartphones em todo o mundo. Segundo os relatórios consolidados da IDC, este crescimento de 1,5% foi motivado pela alta procura por modelos premium e dispositivos equipados com inteligência artificial. As fabricantes aceleraram as atualizações através de novos formatos e planos de financiamento agressivos, facilitando a troca de aparelhos pelos consumidores globais.

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Mudança histórica na liderança do setor

Pela primeira vez em mais de catorze anos, a Apple superou a Samsung, tornando-se a maior vendedora deste setor no planeta. A gigante de Cupertino alcançou o recorde de 247,8 milhões de remessas anuais, o que representa quase 20% de toda a participação de mercado em 2025. O sucesso da linha iPhone 17 foi o principal motor dessa expansão, apresentando uma demanda massiva em mercados estratégicos, garantindo à empresa seu melhor desempenho histórico em termos de volume e valor arrecadado.

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Por outro lado, a Samsung também apresentou resultados sólidos, especialmente com seus modelos dobráveis, como o Galaxy Z Fold 7 e o Galaxy Z Flip 7, que superaram as gerações anteriores. O mercado mostrou resiliência mesmo diante de incertezas econômicas globais e tensões tarifárias, provando que o interesse por inovação em hardware continua em alta. Fabricantes como a Xiaomi e a vivo também ganharam espaço, aproveitando o vácuo deixado em segmentos intermediários com foco em fotografia.

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Metodologia e desempenho das fabricantes

É importante destacar que os dados da IDC refletem apenas remessas de dispositivos de marca própria, excluindo vendas OEM e unidades recondicionadas. A categoria Empresa representa a holding atual para todas as marcas operadas como subsidiárias, garantindo uma visão fiel do mercado corporativo. Além disso, a consultoria declara empate estatístico quando a diferença de participação é igual ou inferior a 0,1%, detalhe técnico que assegura a precisão do levantamento sobre os fabricantes.

EmpresaRemessas 3T25 (mi)Market Share 3T25Remessas 3T24 (mi)Market Share 3T24Crescimento Anual
1. Samsung61.418.8%57.718.3%6.3%
2. Apple59.418.2%57.118.1%4.1%
3. Xiaomi43.413.3%42.813.6%1.4%
4. Transsion29.29.0%25.78.2%13.4%
5. vivo27.98.6%27.08.6%3.4%
Outros104.532.1%104.533.2%0.0%
Total325.7100.0%314.7100.0%3.5%

Conectividade e o impacto da inteligência artificial

A inteligência artificial generativa foi o grande motor tecnológico do ano, atraindo tanto o público de luxo quanto os compradores de modelos intermediários. No contexto regional, esse avanço tecnológico é acompanhado pela infraestrutura, visto que o brasil lidera 5g na america latina e atinge 4o lugar mundial, o que fomenta a busca por aparelhos modernos. Marcas como a Transsion também cresceram ao focar em redes de distribuição fortes em mercados emergentes e preços competitivos.

O valor financeiro gerado pela indústria também atingiu patamares elevados em 2025, com a Apple superando 261 bilhões de dólares em valor de remessas. Esse crescimento de 7,2% no faturamento indica uma migração dos usuários para aparelhos mais caros, o que as operadoras de telefonia têm aproveitado para ofertar planos de dados mais robustos. Essa estratégia de “premiumização” ajuda a absorver parte dos custos logísticos elevados, garantindo que o mercado continue lucrativo e inovador.

Desafios e perspectivas para o futuro

No entanto, o cenário para o próximo ano exige cautela, pois projeções indicam que os celulares devem vender ate 2 a menos em 2026 segundo relatorio recente da IDC. A escassez global de chips de memória deve elevar os custos de produção, impactando diretamente o preço final dos dispositivos. Fabricantes precisarão adotar estratégias para proteger suas fatias de mercado, possivelmente ajustando seus portfólios para modelos com margens maiores para absorver o impacto dos componentes.

No Brasil, o papel das operadoras continua sendo fundamental para democratizar o acesso a essas novas tecnologias através de subsídios e parcelamentos. O volume total de 1,25 bilhão de smartphones vendidos no mundo reforça a importância da conectividade na vida moderna, seja para o trabalho ou entretenimento digital. O sucesso das marcas nos próximos ciclos dependerá da capacidade de escala e de negociações favoráveis para garantir componentes essenciais em um cenário de oferta restrita.

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