Claro testa padrão de rede 5.5G ao ar livre e atinge velocidade de 10,4 Gbps

Cleane Lima
4 min de leitura

Nesta quarta-feira (03), a Claro anunciou ter atingido a velocidade de 10,4 Gbps em testes com o padrão de rede 5.5G, tecnologia também chamada de 5G Advance (5GA). Segundo a operadora, a chamada prova de conceito (PoC) foi realizada ao ar livre, com uma antena comercial ativa no Lago Sul, em Brasília, em condições semelhantes às quais se darão o uso da tecnologia pelo cliente.

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Os testes foram feitos em parceria com a Huawei, que forneceu os equipamentos de rede de acesso da estação rádio base e software do núcleo principal da rede 5G standalone. A Claro declara que a velocidade mais alta obtida na Prova de Conceito (PoC) demonstrou picos de velocidade aproximadamente 10 vezes maior que a registrada nos picos do 5G convencional.

O padrão 5.5G é considerado uma evolução do 5G, e pode potencializar a conectividade em grandes eventos, onde muitas pessoas querem fazer transmissão ao vivo e postagens de vídeo ao mesmo tempo, além do uso de dispositivos FWA (“fixed wireless access”) com “aplicações inovadoras” , por exemplo.

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A expectativa da operadora é que quando estiver rodando comercialmente, a velocidade do 5.5G seja entre 6 e 9 Gbps em equipamentos compatíveis com a rede, patamar muito superior à média que se tem hoje, em que o usuário alcança 389 Mbps utilizando a quinta geração no dia a dia.

Para o teste, dois modems de internet móvel foram ligados para realizar a chamada “agregação” das frequências, tendo em vista que não há smartphones disponíveis no mercado compatíveis com a tecnologia. As faixas de frequência utilizadas foram de 800 megahertz (MHz) de ondas milimétricas, além de frequências já utilizadas no 5G convencional, totalizando 1.070 MHz de banda agregada para transmissão de dados.

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Para usar algumas das frequências ainda não disponíveis, a operadora precisou recorrer a licenças científicas de uso temporário, voltada para uso experimental e não comercial.

“A tecnologia evolui quando ampliamos a capacidade e a complexidade nos testes. E foi o que fizemos em Brasília. Tiramos a tecnologia das quatro paredes, do laboratório, e levamos o 5.5G para a rua. Certamente, há um caminho longo a ser percorrido, na evolução do 5G, na utilização das frequências, na disponibilização de equipamentos e no mercado. Mas são resultados importantes”, Paulo Cesar Teixeira, CEO da unidade de consumo e PME da Claro.

Testes em laboratórios

A Claro explicou que já realizou testes em laboratórios, considerados ambientes com um nível de controle maior. No entanto, queria experimentar a tecnologia em condições mais próximas da realidade dos usuários. Por isso, foi escolhida uma antena que opera comercialmente.

Esta abordagem permite que, não só a Claro, mas também o mercado avalie o desempenho do 5.5G em condições mais desafiadoras; oferecendo uma visão valiosa do seu potencial”, destacou.

A Vivo e a TIM também já realizaram teste de 5.5G, onde atingiram a velocidade de 6,7 Gbps e 11,6 Gbps, respectivamente. No primeiro caso, o experimento foi realizado em uma convenção de funcionários, enquanto que o segundo em um laboratório fechado.

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