Imagem: SOPA Images/Reprodução

Pode desinstalar: 3 tipos de apps que já foram substituídos pelo Gemini

Devido a sua integração total com o ecossistema do Android, a IA do Google pode realizar tarefas que antes dependiam de aplicativos de terceiros.

Goodanderson Gomes
6 min de leitura

O Google vem investindo pesado na sua principal inteligência artificial, o Gemini. Para se ter uma ideia, é estimado que até o final de 2026 a gigante das buscas injete o equivalente a R$ 950 bilhões nesse setor.

- Publicidade -

Como resultado de toda essa atenção, essa IA “puro sangue” tem ganhado cada vez mais recursos, se tornando um verdadeiro “cérebro” que está presente em todo o ecossistema do Google.

Para exemplificar, basta olhar para o Android. O antigo Google Assistente foi substituído pelo Gemini, que agora, além de apenas responder dúvidas básicas, realiza operações diretamente nos smartphones.

- Publicidade -

Diante de toda essa evolução, milhares de usuários ao redor do mundo têm relatado que muitas funcionalidades antes exclusivas de aplicativos de terceiros, agora podem ser realizadas diretamente na IA do Google.

Fomos atrás dessa história e comprovamos, na prática, que pelo menos três tipos de apps já foram totalmente substituídos pelo Gemini. Continue a leitura para saber mais!

- Publicidade -

1. Apps de automação

Para iniciar a nossa lista, uma categoria de aplicativos que está sendo literalmente engolida pelas IAs: os aplicativos de automação.

De acordo com informações do Android Police, aplicativos como o IFTTT, especializados em criar rotinas de automação de dispositivos, têm entrado em declínio nos Estados Unidos.

O motivo é bem óbvio: em vez de usar essas aplicações, cujas funcionalidades mais complexas são pagas, as pessoas estão preferindo pedir ao Gemini que faça o trabalho.

É claro que para realizar funções fora dos smartphones, com o controle de itens de casa inteligente, a IA do Google ainda não é 100% versátil. Mas organizar rotinas no próprio smartphone é totalmente possível – e preferível – com ajuda do Gemini.

Em um dos exemplos descritos pelo AP, um usuário escreveu o seguinte prompt: “Me envie, de segunda à sexta, às 7h, um resumo do meu calendário, alertas de e-mails urgentes não lidos e uma previsão do tempo”. Isso foi suficiente para o Gemini passar a executar o comando sem mais nenhuma ação do customer.

- Publicidade -

2. Apps de agenda e lembretes

Assim como os apps de automação, as agendas e aplicativos de lembrete, como o Lista de Tarefas, tornaram-se redundantes perante o Gemini.

Da mesma forma que no exemplo citado no tópico anterior, é possível programar a IA do Google para dar lembretes diários recorrentes, como: “Gemini, lembre-me de regar as plantas todos os dias às 6h”.

Também é possível gerar listas com compromissos variados que devem ser atendidos em diferentes horários e dias. Por exemplo: “Gemini, lembre-me de cortar o cabelo na próxima quarta, às 15h, e ir buscar uma encomenda na casa da Maria na sexta seguinte, às 19h”.

Inclusive, muitas pessoas que têm utilizado essa funcionalidade relatam a precisão e conveniência proporcionadas pelo novo assistente inteligente do Android.

LEIA MAIS:

3. Tradutores

Por fim, os tradutores, uma categoria de aplicativos dominada pelo próprio Google, com o Translate.

Apesar de todas as atualizações recentes e do visual clean do Google Tradutor e outros apps correlatos, a verdade é que traduzir com o Gemini é muito mais prático.

Em vez de procurar o app na gaveta e digitar um texto a ser traduzido, basta dar um “Ok, Google” e pedir uma tradução por voz mesmo. Exemplo de comando: “Gemini, por favor identifique o idioma e traduza a frase: the book is on the table”. Pronto!

Vale destacar que muitas funcionalidades do Google Gemini não são acessadas apenas na sua função assistente no Android, sendo necessário o uso do próprio app da IA na sua versão paga. Mas sim, é possível realizar tarefas simples como traduções, automações locais e agendamentos com a versão free da ferramenta.

Não vai parar por aí

O nível de proatividade que as IAs demonstram atualmente já parece muito impressionante, mas certamente nenhuma delas chegou no seu teto. Os esforços de investimento das big techs nessa área demonstram que, na verdade, a “era da inteligência artificial” está apenas começando.

E claro, os primeiros a serem substituídos por esses “cérebros virtuais” não somos nós humanos, mas sim outras ferramentas digitais, como os aplicativos. Um bom exemplo disso são as intenções da OpenAI, dona do ChatGPT, de criar um smartphone próprio “livre de apps”.

Para os usuários, o que vem por aí trará um misto de conveniência e praticidade extrema, com a estranheza de uma “mudança de tempos”, movimento muito comum quando o assunto é tecnologia de ponta.

Compartilhar este artigo
Se inscrever
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais antigo
Mais recente Mais Votados
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários