Senado aprova PL que exige contribuição dos serviços de streaming à Condecine

Cleane Lima
3 min de leitura

Nesta terça-feira (16), a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, em caráter terminativo, o projeto de lei (PL 2.331/2022) que regulamenta os serviços de streaming (oferta de vídeo sob demanda) no Brasil, e que cria mecanismo para estimular a produção brasileira nas plataformas.

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O relatório do senador Eduardo Gomes (PL-TO) também estabelece que os serviços de streaming sejam obrigadas a recolher a Condecine, a Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional, em até 3% sobre a receita bruta anual das empresas.

O texto também estabelece que seja obedecida uma cota mínima para estimular o consumo e a produção de obras nacionais. Por exemplo, aqueles com duas mil obras, deverão ter, pelo menos, 100 produções brasileiras. Já as com 7 mil títulos, terão que oferecer ao menos 300 nacionais. Metades deles terá que ser de conteúdo produzido por produtoras independentes.

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“Com objetivo de assegurar proeminência ao conteúdo audiovisual brasileiro, os mecanismos de catalogação, oferta, busca e seleção de conteúdos audiovisuais utilizados pelos provedores de vídeo sob demanda, quando direcionados a usuários baseados no território brasileiro, deverão promover a visibilidade do conteúdo audiovisual brasileiro disponibilizado no catálogo”, diz o projeto.

As novas regras também se estendem para plataformas de compartilhamento de conteúdos audiovisuais, como YouTube e TikTok, e às plataformas que oferecem canais de televisão em serviços on-line. Isto é, todas as empresas que atuam no Brasil, “independentemente da localização da sua sede ou da infraestrutura para a prestação do serviço”.

O texto observa que também devem ser incluídos “mecanismos como sugestões, busca, seções específicas e exposição destacada, inclusive na página inicial, para os conteúdos audiovisuais brasileiros e brasileiros independentes”.

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O cumprimento das novas regras serão cobradas de forma gradual, com expectativa de ser concluída em até oito anos. A cota nacional vai entrar em vigor aos poucos, e só após 8 anos será exigido 100% do cumprimento, feito pela Ancine.

O relator da proposta, senador Eduardo Gomes, do PL do Tocantins, diz: “É uma matéria que está viva, porque ela vai para a Câmara dos Deputados e vai retornar. Eu acredito que a gente pode amadurecer esse debate. É um projeto importante, porque ele estabelece um ambiente de arrecadação, investimento, melhoria do setor, que até hoje, neste momento, neste minuto, é de zero. Zero centavo“.

Como a decisão da Comissão de Assuntos Econômicos foi terminativa, o projeto pode seguir direto para a Câmara dos Deputados, a não ser que haja recurso para a votação no Plenário do Senado.

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