Anatel quer levar 4G para todas as áreas do remotas até 2026

Ana Cláudia
5 min de leitura

O governo está em processo de análise para aumentar a concorrência dentro do mercado de serviços de telefonia móvel, visando garantir que a tecnologia 4G alcance todas as áreas remotas que ainda carecem de cobertura até o ano de 2026. A divulgação dessa informação foi realizada pelo presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Carlos Baigorri.

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4G

Essa iniciativa está estabelecida como um objetivo no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado recentemente em 11 de agosto, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Durante o leilão do espectro para a tecnologia 5G, uma das obrigações impostas às operadoras que adquiriram os lotes era a expansão da cobertura 4G para incluir todas as regiões periféricas até o ano de 2028. No entanto, o governo está buscando adiantar essa data-limite.

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De acordo com Baigorri, há cerca de 8.500 áreas distritais que ainda carecem de acesso à cobertura de telefonia móvel. Dentre essas regiões, aproximadamente 7.300 já tiveram acordos firmados para a implantação da cobertura, garantindo que sejam atendidas até 2028. No entanto, em relação a 1.200 áreas restantes, ainda não foram formalizados contratos para a implementação da cobertura necessária.

“A meta que foi colocada no PAC, e estamos junto com o Ministério das Comunicações vendo como fazer isso, é justamente atender todos os 8.500, ou seja, os 7.300 mais os 1.200 que não foram contratados até 2026. Antecipar isso de 2028 para 2026. Esse é o nosso desafio”, disse Baigorri.

A Anatel, em conjunto com o governo, têm a intenção de adotar uma abordagem de múltiplas vertentes para melhorar a qualidade e a concorrência no setor de telefonia móvel no Brasil. Isso implica em dois principais pontos de atuação:

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  • Conversão de Multas em Investimentos em Infraestrutura;
  • Estímulo à Competição com Operadores Locais.

“Vamos fazer um desenho nesse modelo de porrete, mas também um modelo de fomentar a competição para que outras empresas [possam atuar]. Às vezes, tem um empresário local nesses distritos que tem uma tecnologia, pensa num jeito, tem uma torre. Para as grandes operadoras às vezes aquilo é ‘osso’, mas para o empresário local é ‘filé’”, afirmou Carlos Baigorri.

Conforme as palavras de Baigorri, foi analisada uma das formas para tornar a competição viável, que consiste na atribuição de frequências de espectro em um modo secundário. Ele deu o seguinte exemplo: imagine que uma operadora de grande porte tenha a obrigação de prestar serviços até 2028 e opte por não fazê-lo antes de 2026. Nesse cenário, a Anatel pode viabilizar a entrada de uma operadora regional para oferecer serviços imediatamente, proporcionando-lhe certa estabilidade.

O espectro desempenha o papel de uma via pela qual os dados trafegam. A responsabilidade da Anatel é alocar porções dessa “via” para as empresas de telefonia móvel, as quais fornecem o serviço de transmissão de dados aos seus usuários.

Quando uma faixa de espectro não está sendo utilizada pela operadora que a adquiriu por meio de um leilão, é possível atribuí-la secundariamente a outra empresa. O período de utilização dessa abordagem é de 18 meses.

Entretanto, caso a operadora que detém a faixa de espectro deseje usá-la, a Anatel precisa mediar o processo de disputa.

“O que estamos discutindo no regulamento da Anatel é qual o prazo razoável para você [o empreendedor local] sair. Hoje, é de 18 meses. […] Mas é esse tipo de desenho que estamos querendo fazer para criar a segurança para o cara novo entrar, mas ao mesmo tempo não desrespeitar o direito do outro que comprou no leilão”, explicou.

Quanto aos cerca de 1.200 distritos que ainda não foram objeto de licitação, Baigorri mencionou ao G1 que será necessário iniciar o processo “do zero”. Uma alternativa seria utilizar recursos provenientes do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST).

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“Não faz sentido fazermos uma licitação só para esse lote. Precisamos esperar mais um tempo para juntar mais radiofrequência e fazer um leilão maior”.

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