Claro, Oi e Vivo pedem R$ 36 bilhões à União por perdas com telefonia fixa

Cleane Lima
3 min de leitura

Desde a popularização dos celulares e smartphones, o telefone fixo malmente é usado pelas pessoas, mas as operadoras de telefonia ainda mantém e oferecem o serviço. No entanto, o produto dá mais prejuízo do que lucro. Com isso, a Oi, Vivo e Claro estão pedindo à União R$ 36 bilhões como reivindicação a reparação por supostos prejuízos tido com o serviço.

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Essa informação foi dada pelo diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Artur Coimbra ao jornal Valor Econômico. Ele é o responsável pela condução das discussões internas sobre o assunto.

Este pedido está previsto nos contratos de concessão assinados na privatização da Telebras. As operadoras estão querendo o retorno do dinheiro que foi perdido na prestação do serviços em locais pouco ou não rentáveis, na instalação e manutenção de orelhões, e por não ter reajuste tarifários, entre outros.

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De acordo com Coimbra, as empresas exageram no valor por se tratar de uma arbitragem, não de um processo judicial, sem preocupação com custas e honorários. Ele diz que as teles pedem “como quem pede a Deus, sem limite”.

Entretanto, se as operadoras migrarem seus contratos de concessão de telefonia para autorização, elas ficarão devendo à União. Segundo uma consultoria contratada pela Anatel, as concessionárias têm montante que variam entre R$ 10 bilhões e R$30 bilhões. O presidente da agência, Carlos Baigorri, avalia que o valor aproximado deve ser de R$ 15 bilhões.

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Conforme determinado pela Lei Geral de Telecomunicações (LGT), as teles não são mais obrigadas a cumprirem meta de telefonia fixa e universalização de serviço, como instalação de orelhão. Segundo a lei, o saldo deverá ser convertido em novos investimentos. No entanto, por causa do pedido de arbitragem, o processo pode ficar “preso”, afirma Baigorri. Para ele, o Tribunal de Contas deve analisar o assunto considerando o todo.

Oi quer migrar sem custo

A Oi é a maior concessionária da telefonia fixa e quer aproveitar o pedido de arbitragem para fazer a migração sem precisar custear o processo, assim como informa o presidente da empresa, Rodrigo Abreu em teleconferência com investidores.

A ideia é usar o dinheiro da arbitragem para ‘quitar’ as dívidas com a União que poderiam surgir com a migração da concessão para autorização. O tema está sendo acompanhado pela Anatel, e Baigorri afirma que os novos acionistas precisam entender que a telefonia fixa só deixou de gerar renda nos últimos anos, mas foi importante ao longo da história da empresa.

“Eles tiveram lucros extraordinários, [isso] não pode ser desconsiderado na avaliação da concessão como um todo”.

Por meio de nota ao jornal, a Oi quer que o processo de adaptação dos contratos seja acelerado, e que pode ocorrer “de forma independente à arbitragem”.

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