Imagem: Shutterstock/Minha Operadora

De acordo com a NGMN, ‘compactar’ o 5G pode reduzir custos

Goodanderson Gomes
4 min de leitura
Imagem: Shutterstock/Minha Operadora

A discussão sobre os custos envolvidos na operação das redes móveis voltou a ganhar espaço entre operadoras e fornecedores de tecnologia. 

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Com a expansão do 5G e a incorporação de novas funcionalidades, o setor passou a enfrentar um cenário marcado por maior complexidade técnica e pressão sobre as despesas operacionais.

Um relatório divulgado recentemente pela Next Generation Mobile Networks Alliance (NGMN), uma aliança internacional que reúne grandes grupos de telecomunicações, chama atenção para esse movimento. 

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O documento aponta que, embora o 5G seja peça central na estratégia de digitalização de diversos mercados, sua implementação plena tende a tornar as redes mais difíceis de administrar, especialmente quando convivem com tecnologias anteriores.

Na avaliação da entidade, o problema não está no 5G em si, mas na forma como as redes foram evoluindo ao longo dos anos. Camadas adicionais, soluções paralelas e processos criados para resolver demandas pontuais acabaram formando ambientes fragmentados. O resultado é uma operação mais cara, menos eficiente e com maior dificuldade de escalar novos serviços.

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Redes mais simples, operação menos onerosa

O estudo defende que simplificar as redes 5G pode ser um caminho para reduzir custos e tornar as operações mais sustentáveis. A proposta não envolve abrir mão de recursos avançados, mas reorganizar arquiteturas e fluxos de trabalho, eliminando redundâncias e facilitando a gestão do ambiente de rede.

Entre os pontos destacados está a necessidade de alinhar tecnologia e operação desde a fase de planejamento. Segundo os autores, muitas das dificuldades atuais surgem quando novas soluções são incorporadas sem uma visão integrada, o que aumenta a dependência de sistemas legados e eleva o custo de manutenção.

Etapas sugeridas para a simplificação

O documento organiza as recomendações em fases. A primeira consiste em mapear tendências técnicas e operacionais que impactam diretamente as redes 5G, além de identificar gargalos já existentes. 

Em seguida, são analisados fatores que dificultam a adoção de modelos mais simples, como restrições regulatórias, modelos comerciais e limitações herdadas de gerações anteriores de rede.

Na etapa final, o relatório sugere ações práticas, como maior uso de automação, padronização de soluções e racionalização de processos. 

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A expectativa é que essas medidas contribuam para reduzir custos operacionais ao longo do tempo, além de facilitar a introdução de novos serviços.

Debate ganha relevância no setor

A discussão ocorre em um momento sensível para as operadoras. Os investimentos em 5G seguem elevados, enquanto a monetização de aplicações mais avançadas ainda avança em ritmo gradual. 

Nesse contexto, a simplificação das redes passa a ser vista como uma alternativa para equilibrar inovação, eficiência e sustentabilidade financeira.

Embora o estudo tenha caráter global, a leitura do setor é que as diretrizes podem ser adaptadas a diferentes mercados. No Brasil, onde a implantação do 5G avança de forma progressiva, a atenção aos custos e à eficiência operacional também se tornou parte central da estratégia das operadoras.

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