Reprodução/Gemini

Adeus quedas de sinal? Veja como o Wi-Fi 7 vai turbinar o seu 5G

Cristino Melo
5 min de leitura
Wi-fi 7 5G
Reprodução/Gemini

A Cisco anunciou recentemente que o Wi-Fi 7 fortalece a convergência com o 5G ao introduzir recursos de rede determinística no mercado global de telecomunicações, permitindo que operadoras gerenciem o tráfego de forma previsível e confiável em ambientes internos para suportar aplicações de missão crítica. Essa mudança estratégica visa resolver gargalos históricos de conexão, garantindo que usuários tenham alta performance independente da tecnologia de acesso utilizada no momento.

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A Evolução para o Desempenho Determinístico

De acordo com Matt MacPherson, CTO de Wireless da Cisco, o objetivo de alcançar um desempenho determinístico é um esforço de longa data. Enquanto gerações passadas focavam apenas na velocidade bruta, o novo padrão prioriza a consistência. “E… ainda não tive um cliente que me dissesse que não tem uma aplicação de missão crítica”, afirmou MacPherson. “Algo na conectividade é sempre de missão crítica para eles”, completou, destacando a importância da confiabilidade.

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A tabela abaixo compara a evolução das abordagens de rede nas últimas gerações:

Geração Wi-FiAbordagem Técnica PrincipalResultado Esperado
Wi-Fi 5Excesso de provisão e baixo usoMelhor esforço (Best-effort)
Wi-Fi 6Eficiência e agendamento de recursosMelhor aproveitamento do espectro
Wi-Fi 7Recursos determinísticos e slots reservadosDesempenho previsível e estável

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Sinergia de Infraestrutura e Cobertura Indoor

Um dos pilares dessa convergência é o volume de investimento em infraestrutura. Atualmente, bilhões de dólares são aplicados em redes internas pelas próprias empresas e locais de eventos. Como o sinal 5G externo muitas vezes tem dificuldade de penetrar em edifícios, o Wi-Fi torna-se o braço direito das operadoras móveis. A integração inteligente desses investimentos permite que a conectividade seja onipresente, aproveitando o melhor de cada tecnologia.

Abaixo, os motivos que tornam essa união estratégica para o mercado de telecomunicações:

  • Cobertura Indoor: Menos de 5% dos prédios possuem sistemas de antenas (DAS), tornando o Wi-Fi a única opção viável.
  • Eficiência de Custo: As operadoras aproveitam investimentos já realizados por proprietários de locais (venues).
  • Continuidade de Serviço: O usuário transita entre a rede de rua e a interna sem quedas ou perda de sinal.
  • Gestão de Tráfego: Possibilidade de descarregar dados celulares para o Wi-Fi sem perder a qualidade de serviço.

Inteligência na Experiência do Usuário

A experiência do usuário final é otimizada por frameworks de inteligência. A Ookla relatou que clientes de operadoras móveis virtuais (MVNOs) viram um aumento de aproximadamente 100 Mbps nas velocidades de download quando o tráfego era transferido de forma inteligente para o Wi-Fi. Isso demonstra que a união das redes entrega um serviço superior ao que cada uma faria isoladamente, mantendo a continuidade das chamadas e do fluxo de dados sem quedas de performance.

Para que essa transição ocorra de forma segura, o uso de tecnologias como Passpoint e OpenRoaming é fundamental. Elas permitem que o dispositivo se autentique em redes Wi-Fi usando as credenciais da própria operadora. Isso garante que as empresas de telecomunicações tenham visibilidade em tempo real sobre a qualidade da rede antes de conectar o usuário. Se o Wi-Fi local não puder oferecer um serviço de nível comercial, a operadora mantém o cliente na rede celular.

MacPherson conclui que o Wi-Fi 7 coloca as redes sem fio licenciadas e não licenciadas no mesmo patamar de confiança. “Agora, quando as operadoras fazem a transferência para o Wi-Fi, elas veem uma rede tão capaz quanto a rede 5G. É tão capaz do ponto de vista determinístico. É tão capaz do ponto de vista da segurança. E é previsível”, afirmou o executivo. Essa paridade técnica é o pilar que faltava para a integração total e definitiva entre as redes sem fio.

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