O futuro das redes de telecom deve ser definido pela IA, segundo o CEO da Nokia, Justin Hotard. Durante painel às vésperas da WMC 2026, na Espanha, o executivo afirmou que as próximas gerações de infraestrutura não serão apenas adaptadas à inteligência artificial: serão construídas com ela desde o início, em um modelo chamado “AI native”.
Redes “AI native” são projetadas para integrar a IA diretamente em sua operação. Em vez de implementar algoritmos de forma adicional, toda a estrutura da rede já é preparada para processar grandes volumes de dados, ajustar desempenho e reagir a mudanças em tempo real.
Hotard lembra que o tráfego de IA deve atingir cifras impressionantes: até 100 trilhões de tokens por dia nos próximos anos, e grande parte já circula pelas redes móveis atuais.
O que isso significa para o mercado de telecom?
Para as operadoras, esse modelo traz benefícios claros. A gestão de tráfego se torna mais eficiente, com ajustes automáticos que reduzem congestionamentos.
Processos manuais são minimizados, o que reduz custos operacionais. Além disso, a experiência do usuário melhora, pois a rede consegue identificar e corrigir falhas antes que causem interrupções.
Especialistas apontam que essa mudança não é apenas tecnológica. Trata-se de repensar como as operadoras estruturam suas operações para acompanhar o crescimento da demanda por dados e serviços inteligentes.
Desafios a superar
Apesar das vantagens, a implementação não é simples. Integrar IA a sistemas antigos, manter a segurança dos dados e criar padrões que funcionem globalmente são desafios que o setor precisa enfrentar.
Ainda de acordo com o que disse Hotard, a Nokia trabalha junto com operadoras e reguladores para encontrar soluções práticas e garantir redes mais resilientes.
A visão de redes “AI native” representa uma mudança estratégica. Para a Nokia e seus parceiros, adaptar a infraestrutura de telecom à era da inteligência artificial é essencial para manter a competitividade e atender à crescente demanda por serviços conectados.












