04/03/2024

Grupo TIM vai negociar nova oferta pela Sparkle com o governo italiano

Conselho de administração da empresa considerou a proposta insatisfatória e mandou o CEO Pietro Labriola negociar ‘opção diferente’.

No início de fevereiro, o Grupo TIM recebeu uma oferta do governo da Itália para aquisição da Sparkle, empresa de atacado e dona de uma extensa rede de cabos submarinos, mas de acordo com o portal Reuters, o conselho de administração da tele consideraram a proposta baixa e mandaram o CEO Pietro Labriola negociar com o Tesouro uma nova oferta para a unidade.

Em comunicado, os diretores se reuniram nesta quarta-feira (07) e examinaram a proposta enviada pelo Ministério da Economia e Finanças (MEF). No entanto, o conselho entendeu que a proposta estatal é insuficiente para concretização do negócio.

O conselho de administração do Grupo TIM quer que Labriola negocie uma “opção diferente”, levando em conta “possíveis ajustes nos termos do contrato, na hipótese de a TIM manter uma participação na empresa por um certo período de tempo a apoiar a implementação do plano estratégico”, conforme trecho da nota divulgado à imprensa. Ou seja, pela nova estrutura potencial do negócio, o Grupo TIM manteria uma participação minoritária na Sparkle por um determinado período, com potencial aumento de preço.

Não foi revelado o valor proposto pelo governo italiano para aquisição do Sparkle, cuja rede se estende por 600 mil km e transmite informações entre países da Europa, do Mediterrâneo e das Américas, inclusive com pontos de presença (PoP) no Brasil. Na terça-feira, 6, a TIM italiana informou que a rede foi expandida para o Iraque, com a inauguração de um PoP em Erbil (também conhecida como Arbil).

Entretanto, de acordo com fontes, a Sparkle valia até 750 milhões de euros (810 milhões de dólares), incluindo dívida e componentes variáveis. Já a TIM estimou uma avaliação de quase 1 bilhão de euros para a unidade, disseram fontes anteriormente.

A venda da unidade de cabos submarinos, assim como da NetCo, a unidade de infraestrutura de rede fixa vendida por 19 bilhões de euros (R$ 101,6 bilhões) em um acordo com o fundo KKR, são parte dos planos de reestruturação apresentado pelo CEO de se separar dos ativos de rede fixa do antigo monopólio telefônico para reduzir sua dívida.

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