27/02/2024

Siemens quer ofertar redes privativas 5G para empresas de grande e médio porte

Segundo o CEO Pablo Fava, a fornecedora de equipamentos já está em conversas com companhias de médio porte.

Em apresentação do seu Digital Experience Center (Dex) para a imprensa nesta terça-feira (05), a Siemens falou sobre os planos da empresa e anunciou que pretende ofertar redes privativas 5G para pequenas, médias e grandes empresas no Brasil. A informação foi dada por Rafael Alves, responsável pela área de digitalização da companhia, onde ele revelou que já está em conversas com companhias de médio porte.

“Quando falamos de redes privativas, nós ainda vemos um custo alto de instalação. Mas como visão queremos ir para outros setores. Inclusive, estamos começando a atuar nas médias indústrias”, disse o executivo.

De acordo com o CEO da Siemens no Brasil, Pablo Fava, há uma questão de “capilaridade”, uma vez que “não dão conta” de atender demandas de todo o Brasil, embora o plano ideal seja avançar em pequenos e médios clientes. Para atender essa demanda, a empresa precisa de parceiros tecnológicos, e assim ofertar as redes privativas e outras soluções voltadas à indústria 4.0 por meio de um marketplace que está sendo construído.

O executivo contou que, em redes privativas, a empresa pode atuar em três formatos: com operadoras, proprietário (com seu próprio core) e híbrido. Desses três modelos, o executivo enxerga um avanço do modelo híbrido no país, em especial na relação que a companhia tem com a Embratel.

No mercado brasileiro, a Siemens trabalha com quatro ofertas end-to-end para a neoindustrialização: gêmeo digital; software de virtualização; equipamentos físicos (computador lógico, sensores de IoT, core de rede); e insights e serviços para tratamento de dados.

Sem revelar o número de clientes que a empresa possui com redes privativas no país, Alves afirma que a Siemens tem licenças de 3,7 GHZ para duas unidades: a fábrica em Jundiaí, cidade próxima de Campinas; e no Dex, que fica na sede administrativa em São Paulo. Nas duas unidades, o core de rede é próprio da companhia.

O CEO conta que a maioria das empresas procuram 5G pela “largura de banda”. Com isso, a Siemens vê entre potenciais clientes não apenas aqueles mais ligados ao ecossistema da fornecedora de equipamentos, como indústrias e hospitais, mas também empresas de transporte, logística, cidades inteligentes e agronegócio.

“Nós tivemos conversas com dois projetos de smart cities. Mas esse é o caso que faz mais sentido atuar junto com uma operadora, por exemplo. Não faz sentido montar uma rede privativa para uma cidade inteligente, mas, uma operadora fornece a rede e nós fornecemos os equipamentos”, afirma.

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