Japão atinge a maior capacidade de transmissão de dados por fibra óptica

Cleane Lima
3 min de leitura

Pesquisadores do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação e Comunicação (NICT) no Japão, em colaboração com a Universidade de Tecnologia de Eindhoven e da Universidade de L’Aquila, conseguiram um recorde mundial na transmissão de dados. Eles conseguiram alcançar a capacidade de transmitir até 22,9 petabits por segundo (Pb/s) através de um único cabo óptico composto por múltiplas fibras.

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Este é um aumento significativo na capacidade de transmissão, já que o recorde mundial anterior era de 10,66 Pb/s, estabelecido em junho do ano passado por pesquisadores da Universidade Técnica da Dinamarca e da Universidade de Tecnologia de Chalmers, na Suécia.

A equipe de pesquisadores alcançou tal recorde com a combinação das mais recentes tecnologias de pesquisa com Multiplexação por Divisão Espacial (SDM) e Multiplexação por Divisão de Comprimento de Onda (WDM). O SDM usa múltiplas fibras multicore e diversas tecnologias de transmissão para trabalhar com mais de 100 canais espaciais, que são então combinados com WDM de múltiplas larguras de banda.

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Os pesquisadores fundiram este cabo de três modos e 38 núcleos por meio de um receptor MIMO compatível com várias bandas. Cada núcleo é capaz de transmitir dados entre 0,3 a 0,7 Pb/s. Com codificação otimizada, velocidades de até 24,7 PB/s podem ser alcançadas. Esta foi a primeira vez que diferentes técnicas de multiplexação foram combinadas com sucesso.

Esta é a primeira vez que diferentes técnicas de multiplexação foram combinadas, resultando em um grande avanço na tecnologia de transmissão de dados. A nova marca abre novas possibilidades para a infraestrutura global de comunicações.

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Os avanços da pesquisa são cruciais para acompanhar a alta taxa de consumo da internet em todo o mundo. O estabelecimento de registos como este, com o mérito de múltiplas instituições e investigadores, juntamente com a cooperação de vários intervenientes nas telecomunicações, provavelmente incentivará o investimento e a rápida implantação no ecossistema existente.

Na prática, a infraestrutura atual poderá lidar com até três vezes a quantidade de tráfego de dados através desses cabos, o que é 1.000 vezes mais do que os cabos ópticos atuais.

Os resultados da pesquisa foram submetidos e aceitos na 49ª Conferência Europeia sobre Comunicações Ópticas de Glasgow. Embora a tecnologia esteja pronta para ser integrada na infra-estrutura de ligação óptica global existente, serão necessárias atualizações significativas nos atuais centros de telecomunicações que utilizam fibras ópticas de capacidade ultra-grande.

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