21/05/2024

Conteúdo criado pelo ChatGPT deve ser rotulado, diz comissão da Europa

Questões envolvendo o ChatGPT e recursos similares na Europa continuam gerando longas discussões no continente.

A vice-presidente da Comissão Europeia, Vera Jourova, destacou que as empresas que implantam ferramentas de inteligência artificial generativas, como ChatGPT e Bard, devem adotar medidas para combater a disseminação de notícias falsas. Ela enfatizou a importância de rotular adequadamente o conteúdo gerado por essas ferramentas como parte desses esforços.

ChatGPT

No final do ano passado, a OpenAI lançou o ChatGPT, apoiado pela Microsoft, que se tornou o aplicativo de consumo de crescimento mais rápido na história. Isso desencadeou uma competição entre empresas de tecnologia para lançar produtos de inteligência artificial generativos no mercado.

Entretanto, as preocupações estão aumentando em relação ao potencial de abuso dessa tecnologia. Existe o temor de que indivíduos mal-intencionados e até mesmo governos possam utilizá-la para espalhar desinformação em uma escala muito maior do que antes.

“Signatários que integram inteligência artificial generativa em seus serviços como o Bingchat, da Microsoft, e o Bard, do Google, devem criar as salvaguardas necessárias para que esses serviços não possam ser usados ​​por agentes mal-intencionados para gerar desinformação”, disse Jourova em coletiva de imprensa.

E afirmou também que as empresas que assinaram o Código de Prática da União Europeia para combater a desinformação e possuem serviços que podem espalhar desinformação gerada por inteligência artificial devem adotar medidas tecnológicas para identificar esse tipo de conteúdo e rotulá-lo de forma clara para os usuários. 

Algumas das empresas mencionadas, como Google, Microsoft e Meta, estão entre as que assinaram o Código e serão solicitadas a relatar as medidas de segurança implementadas para lidar com essa tecnologia até julho. A pessoa também advertiu que o Twitter, que recentemente abandonou o Código, pode enfrentar maior pressão regulatória por parte da União Europeia.

“Ao deixar o Código, o Twitter atraiu muita atenção e suas ações e conformidade com a lei da União Europeia serão examinadas com vigor e urgência”, disse ela.

ViaUol
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