24/05/2024

8 Universidades paulistas serão interligadas por rede de fibra óptica de alta velocidade

Por meio do Backbone SP, as instituições poderão realizar troca de material didático e dados científicos entre si e com as internacionais.

Oito universidades de São Paulo serão interligadas por meio de uma rede de fibra óptica de alta velocidade, a chamada Backbone SP. Embora ainda esteja em fase de instalação, a rede já está disponível na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e na Universidade Federal do ABC (UFABC).

A conexão permitirá que as instituições se comuniquem entre si, assim como a troca de informações com as estrangeiras. O projeto pretende disponibilizar uma infovia com velocidade de 100 Gbps. O Backbone SP é mil vezes mais rápido, quando comparado com a internet de 100 megabits utilizada em residências.

João Eduardo Ferreira, coordenador da Research and Education Network at São Paulo (Rednesp), afirma que o objetivo da iniciativa é a troca de informação de material didático e dados científicos. O sistema também vai permitir processamento e armazenamento de dados. “Cada vez, mais os dados científicos estão ocupando espaço cada vez mais volumosos”, conta.

Ele explica que a rede está sendo desenvolvida há dois anos com o apoio da da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Uma empresa foi contratada, por meio de licitação, para fazer a instalação das fibras ópticas.

A expectativa é que até o início de janeiro de 2023, outras universidades estejam interligadas pela rede de fibra óptica. São elas: Universidade de São Paulo (USP), Presbiteriana Mackenzie, as estaduais Paulista (Unesp) e de Campinas (Unicamp), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

Ele também explica que a rede é a espinha dorsal para que haja conexão das unidades paulistas com as redes acadêmicas internacionais, cuja conectividade é feita por meio de cabos submarinos que estão localizadas nos oceanos Atlântico e Pacifico.

“O que a Rednesp faz é conectar quem está aqui em São Paulo às redes acadêmicas mundiais. Esse é o objetivo. Cada país, cada continente tem as suas redes acadêmicas e a gente se conecta. Da mesma forma, que a gente tem acesso à Europa, eles têm acesso ao Brasil via nossa rede”, indica.

Segundo a Fapesp, o Backbone SP também está preparado para viabilizar conexões iniciativas das universidades paulistas que requerem maior largura de banda, como redes 5G privadas.

“Nos próximos passos, o Backbone vai trocar dados inclusive de novas interfaces de conectividade, por exemplo, 5G, redes privadas. Nós temos redes públicas, que as operadoras estão oferecendo os planos, mas também acontecerá o que a gente chama de rede privada 5G”, explica.

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