EACE, responsável pela conexão em escolas com recursos do leilão 5G, é criada

Cleane Lima
3 min de leitura

Em reunião realizada na última sexta-feira (25) foi oficializada pelo Grupo de Acompanhamento do Custeio a Projetos de Conectividade de Escolas (Gape) a criação da Entidade Administradora da Conectividade das Escolas (EACE), que irá executar os compromissos de investimento na rede pública de ensino colocado como contrapartida paras a operadoras que arremataram espectro de 26 GHz no leilão 5G realizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em novembro de 2021.

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Será responsabilidade do Gape (presidido pelo conselheiro da Anatel, Vicente de Aquino) disciplinar e fiscalizar as atividades da EACE, que irá operacionalizar de forma isonômica e não discriminatória, todos os procedimentos relativos aos projetos destinados às escolas públicas de educação básica.

As conexões nas escolas deverão ter qualidade e velocidade necessária para o uso pedagógico das tecnologias e informações educacionais regulamentadas pela Política de Inovação Educação Conectada estabelecidas pela Lei 14.180/2021 e pelo Decreto nº 9.204/2017.

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Os aportes da nova entidade serão responsabilidade da Claro, TIM, Vivo, Algar Telecom e Neko Serviços (Surf Telecom), que compraram faixas da frequência de 26 GHz no leilão e tinham compromisso de educação associados. De acordo com o edital, 20% do valor a ser investido é esperado em até 30 dias após a constituição da EACE. Sendo assim, as primeiras transferências devem acontecer até o final de abril.

Serão investidos R$ 3,1 bilhões em recursos para executar a política pública de conexão nas escolas, sendo que o Ministério da Educação ainda irá informar ao Gape quais instituições educacionais serão beneficiadas.

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Embora as obrigações não tenha cobertura e recursos tecnológicos associados a rede 5G ou outra tecnologia específica, a qualidade e velocidade necessárias para o uso pedagógico das TICs nas atividades educacionais regulamentadas pela Política de Inovação Educação Conectada.

Sob a responsabilidade do Subgrupo de Diagnóstico e Projetos (SGT – Diagnóstico), um documento com diretrizes para o desenvolvimento dos projetos de conexão nas escolas públicas de ensino básico está sendo elaborado no Gape. A base para o trabalho é proposta apresentada pelo Ministério da Educação, que compõe o grupo ao lado do MCom, da Anatel e das empresas vencedoras do 26 GHz.

Ainda não foi escolhido um presidente para a nova entidade, mas o executivo Marcelo Mejias, da TIM, foi selecionado como diretor geral provisório, e será responsável pela EACE até que um definitivo seja eleito.

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