InícioDefesa do ConsumidorVivo se livra de ter que pagar R$ 47 bilhões em disputa

Vivo se livra de ter que pagar R$ 47 bilhões em disputa

Indenização é superior ao valor de faturamento líquido da empresa registrado em 2020; imbróglio judicial já dura 15 anos.

Imagem: Captura de Tela do YouTube - Comercial da Telesp Celular (Atual Vivo)
Imagem: Captura de Tela do YouTube – Comercial da Telesp Celular (Atual Vivo)

Em uma decisão definitiva, a Vivo se livrou da obrigação de ter que pagar R$ 47 bilhões de indenização. O valor é oriundo de uma disputa judicial que já dura 15 anos contra o empresário Ricardo Hallak, dono da revendedora de aparelhos celulares Perseverance. A ordem vem do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e uma nova perícia vai apurar o valor que é cobrado para a operadora.

A fins comparativo, os R$ 47 bilhões que haviam sido cobrados anteriormente ultrapassam o montante do faturamento líquido da operadora em 2020. O processo foi iniciado em 2006, três anos após o empresário ver sua empresa ir à falência.


Na época, a empresa Ricktel tinha a Telesp Celular (hoje Vivo) como uma de suas revendedoras. O contrato foi firmado em 1999 e responsável pelo salto comercial da marca fundada por Hallak. A rede foi de 10 para 35 lojas no país e tinha planos de saltar o número para 400 com a ajuda da parceria com a operadora.

Segundo o empresário já esclareceu para a imprensa, a Telesp deixou de entregar aparelhos na época e passou a ocupar o mercado com suas lojas próprias. Entre 1999 e 2000, uma encomenda de 148,8 mil aparelhos foi realizada, mas a empresa entregou apenas 6,4 mil. Sem estoque, a Ricktel faliu.

VEJA TAMBÉM:
 
–> Rompimento de fibra óptica deixa Vivo fora do ar em SP

–> TIM, Vivo e Claro vão perder R$ 30 milhões em multa

–> Vivo inaugura loja conceito em Belo Horizonte

Em “toma lá da cá” histórico, tanto a Vivo quanto a Ricktel já saíram vencedores e questionaram resultados, que só atrasaram a disputa, com duração de 15 anos à essa altura. A conta bilionária chegou para a empresa de Telefônica em 2018, mas a companhia questionou e alegou que utilizaram estimativas superestimadas.

Com informações de Estadão, ISTOÉ Dinheiro e Valor Econômico

Anderson Guimarães
Jornalista com seis anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop. E-mail: [email protected]
Acompanhar esta matéria
Notificação de
0 Comentários
Comentários embutidos
Exibir todos os comentários