Sercomtel completa 53 anos sob nova direção

Após privatização, foco é criar um polo de tecnologia a partir da operadora.

Sercomtel completa 53 anos sob nova direção

O dia 6 de julho marca o aniversário de 53 anos da fundação da operadora paranaense Sercomtel.

Criada inicialmente como um departamento da prefeitura, a empresa foi inaugurada em 1968, com o objetivo de tornar uma operadora de telefonia para os moradores do município de Londrina.

Desde 2009, a Sercomtel – famosa pelas cabines telefônicas do tipo inglesa – opera em todo o estado do Paraná, prestando serviços de telefonia (fixo e móvel), além de internet banda larga.

Nos últimos anos, a empresa mantinha o quadro acionário formado por 55% das ações pertencentes à prefeitura de Londrina e 45% para a Companhia Paranaense de Energia (Copel).

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Porém, apesar dos bons índices de satisfação dos usuários e o alto investimento feito pela Copel, entre 1998 e 2019, o patrimônio líquido da operadora despencou dos R$ 253 milhões (R$ 1,39 bilhão, em valores atualizados) para R$ 60,1 milhões.

No ano passado, as dívidas da empresa giravam em torno dos R$ 600 milhões.

Diante da situação, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) chegou a ameaçar caçar a concessão da Sercomtel, deixando mais de 400 mil usuários sem o serviço de telecom.

Por mais que a operadora tentou negociar dívidas, tributos e taxas, a privatização da estatal acabou se tornando a única opção para a empresa levantar capital no mercado e manter a viabilidade operacional.

A operadora completa os 53 anos sob nova direção, após a Bordeaux Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia arrematar a compra da Sercomtel pelo valor de R$ 130 milhões, um valor 900% acima do lance mínimo, em agosto de 2020.

No final de dezembro passado, a Sercomtel anunciou o novo comando da empresa, agora sob a presidência de Márcio Tiago Arruda, diretor de operações da Bordeaux.

Já o conselho de administração da companhia terá a liderança de Hélio Costa, consultor do fundo de investimentos e ex-ministro das telecomunicações.

Cláudio Tedeschi, que ocupava o cargo de presidente da empresa antes da privatização, acredita que há boas perspectivas para o futuro da Sercomtel, uma vez que o Bordeaux também arrematou a Copel Telecom.

A ideia é que Sercomtel e Copel Telecom passem a somar forças, com ambas operando de forma complementar.

“A Sercomtel vinha na verdade de um período de déficit de praticamente décadas. Precisava de uma solução definitiva porque vinha derretendo, perdendo clientes e faturamento e tendo déficit praticamente mensais. Era preciso tomar uma medida. O pessoal compreendeu, a própria empresa compreendeu que não tinha outra alternativa. Não era só a Sercomtel, não tem mais recursos para investir em uma empresa pública. Obrigatoriamente se quiser manter na ponta tecnológica, uma empresa extremamente dinâmica, não tem outra alternativa senão a de privatização”, afirmou Tedeschi.

O futuro da empresa ainda é incerto, mas, na assinatura do contrato, a Bordeaux já adiantou que pretende manter a operadora em Londrina, fazer a empresa crescer por si só e criar um polo de tecnologia na região a partir da Sercomtel.

O Minha Operadora procurou a assessoria de imprensa da Sercomtel, disponibilizando um espaço para que os novos líderes fizessem uma declaração sobre o aniversário da empresa, mas não obteve retorno até esta publicação.

Com informações de Folha de Londrina.

About Hemerson Brandão
Jornalista, gestor e produtor de conteúdo. São 9 anos trabalhando com blogs, revistas, agências e clientes corporativos. Apaixonado por ciência, tecnologia e exploração espacial.
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