Programas como BBB e A Fazenda podem salvar ‘TV linear’

Nova pesquisa desenha o panorama de consumo no Brasil e revela que TV por assinatura e streaming estão atualmente quase ‘elitizados’.

Ilustração TV convencional. Imagem: Pixabay
Ilustração TV convencional. Imagem: Pixabay

Uma pesquisa recente revelou dados expressivos sobre o panorama do consumo de TV e entretenimento no Brasil. De fato, a informação que mais se destacou foi a ‘fuga’ dos jovens com a TV aberta, também conhecida como ‘linear’. Pessoas na faixa etária de 18 a 24 anos não assistem mais à TV tradicional, mas 57% desse público retorna para acompanhar programas do formato reality show como ‘Big Brother Brasil’ e ‘A Fazenda’.

As outras idades também são instáveis em relação ao consumo. A fidelidade está mesmo nas pessoas com mais de 60 anos, pois 88% desse público ainda segue com o hábito vivo. É um mapeamento que desenha o futuro da TV, que terá menos dominância e mais concentração em jornalismo, esportes ao vivo e programas sem roteiro, como todos que atendem ao formato reality show.

A vilania obviamente é atribuída ao streaming, mas dessa vez, o cenário se mostrou mais complexo. O consumo nas plataformas como Netflix e semelhantes oscilou de 2020 até aqui. A porcentagem de pessoas que assistiam filmes no formato vídeo sob demanda caiu de 80% para 77%.

Por sinal, o hábito está disseminado entre os mais ricos, educados e também os jovens na faixa etária de 18 a 24 anos. Entre os que não consomem filmes e séries via streaming estão os mais pobres, idosos e os menos educados (com apenas ensino fundamental), que representam maioria. Isso significa que o consumo de streaming ainda é proporcional aos níveis de renda e educação.

VEJA TAMBÉM:

–> HBO Max começa a ficar próximo dos 100 milhões de assinantes

–> Netflix: entenda os motivos por trás do aumento das assinaturas

–> Mercado de TV por assinatura poderá ter mudanças significativas

A TV por assinatura, vista como ultrapassada, manteve uma estabilidade e seu consumo passa de 46% para 47%, mas segue concentrado entre os mais ricos.

Para o futuro, as perspectivas apontam diretamente um reflexo da pandemia. Muitos entrevistados, inclusive os jovens, afirmam que pretendem passar menos tempo com a TV e com as séries, pois querem aproveitar mais momentos de diversão externa.

Com informações de Folha de S.Paulo

About Anderson Guimarães
Jornalista com seis anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop.
Acompanhar esta matéria
Notificação de
6 Comentários
mais antigo
mais novo mais votado
Comentários embutidos
Exibir todos os comentários