18/06/2024

Programas como BBB e A Fazenda podem salvar ‘TV linear’

Nova pesquisa desenha o panorama de consumo no Brasil e revela que TV por assinatura e streaming estão atualmente quase ‘elitizados’.

Ilustração TV convencional. Imagem: Pixabay
Ilustração TV convencional. Imagem: Pixabay

Uma pesquisa recente revelou dados expressivos sobre o panorama do consumo de TV e entretenimento no Brasil. De fato, a informação que mais se destacou foi a ‘fuga’ dos jovens com a TV aberta, também conhecida como ‘linear’. Pessoas na faixa etária de 18 a 24 anos não assistem mais à TV tradicional, mas 57% desse público retorna para acompanhar programas do formato reality show como ‘Big Brother Brasil’ e ‘A Fazenda’.

As outras idades também são instáveis em relação ao consumo. A fidelidade está mesmo nas pessoas com mais de 60 anos, pois 88% desse público ainda segue com o hábito vivo. É um mapeamento que desenha o futuro da TV, que terá menos dominância e mais concentração em jornalismo, esportes ao vivo e programas sem roteiro, como todos que atendem ao formato reality show.

A vilania obviamente é atribuída ao streaming, mas dessa vez, o cenário se mostrou mais complexo. O consumo nas plataformas como Netflix e semelhantes oscilou de 2020 até aqui. A porcentagem de pessoas que assistiam filmes no formato vídeo sob demanda caiu de 80% para 77%.

Por sinal, o hábito está disseminado entre os mais ricos, educados e também os jovens na faixa etária de 18 a 24 anos. Entre os que não consomem filmes e séries via streaming estão os mais pobres, idosos e os menos educados (com apenas ensino fundamental), que representam maioria. Isso significa que o consumo de streaming ainda é proporcional aos níveis de renda e educação.

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A TV por assinatura, vista como ultrapassada, manteve uma estabilidade e seu consumo passa de 46% para 47%, mas segue concentrado entre os mais ricos.

Para o futuro, as perspectivas apontam diretamente um reflexo da pandemia. Muitos entrevistados, inclusive os jovens, afirmam que pretendem passar menos tempo com a TV e com as séries, pois querem aproveitar mais momentos de diversão externa.

Com informações de Folha de S.Paulo

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