Globoplay vence importante disputa contra a Netflix

Streaming da TV Globo registrou crescimento em 2019; total de horas consumidas aumentou 69% no comparativo com 2018.

Divulgação Globo e Netflix
Imagem: Divulgação Globo e Netflix

Parece improvável, mas empresas como Globo e Netflix já travam uma importante concorrência no mercado audiovisual brasileiro. A emissora, obviamente, se posiciona no streaming com o Globoplay, sua própria plataforma de vídeo sob demanda.

Nos últimos meses, ambas começaram uma disputa por um conteúdo que deve gerar repercussão no Brasil. Trata-se da série de TV sobre o crime cometido pelo goleiro Bruno, que era do Flamengo na época, contra sua ex-namorada Eliza Samudio.  


De acordo com o que foi divulgado, a Netflix chegou até mesmo a oferecer mais dinheiro para ter os direitos de produção, mas a influência da Globo no Brasil falou mais alto e o grupo levou a melhor.

A atriz Vanessa Giácomo já foi anunciada como um dos principais nomes do elenco e interpretará Eliza Samudio. A atriz, inclusive, foi quem sugeriu o livro “Indefensável” para ser adaptado como uma série de TV

Uma disputa acirrada entre as duas marcas ainda gera estranheza na mente do público. Afinal, todos conhecem a Rede Globo como uma emissora de TV aberta e enxergam o Globoplay como uma adaptação da emissora aos novos tempos e demandas.

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Mas, há mais ou menos um ano, o gigante canal de TV concentra seus investimentos na consolidação da sua plataforma de streaming.

Portanto, ao menos no Brasil, o Globoplay já representa uma boa concorrência para a gigante do streaming. Só em 2019, o VOD da emissora aumentou o total de horas consumidas em 69% no comparativo com 2018.

A novela A Dona do Pedaço e séries como The Good Doctor e Manifest foram as campeãs de audiência.

Há conteúdo gratuito, mas o consumo das atrações que estão disponíveis apenas para assinantes cresceu 225%. Do total, 60% do consumo é feito por usuários pagantes da plataforma.

Para a Netflix, o terreno pode ficar menos seguro no futuro. Além da concorrência que já existe, está prevista a chegada do Disney+ e outros serviços que já promovem desfalques no catálogo do streaming.

Além do mais, conforme foi noticiado pelo Minha Operadora, a plataforma perde aproximadamente 5% da sua base de assinantes anualmente no Brasil.

Com informações de Daniel Castro (UOL) e Pleno News

About Anderson Guimarães
Jornalista com cinco anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop.

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