Brasileiros são os que mais aceitam rastreamento no iPhone

Levantamento mostra quais países também dizem ‘sim’ e como isso impacta as empresas que vivem da publicidade.

A AppsFlyer analisou dados da primeira semana de disponibilidade do novo sistema operacional móvel da Apple, o iOS 14, entre os dias 26 de abril e 02 de maio de 2021. Nesta nova versão, todos os aplicativos instalados a partir da App Store passam a pedir permissão antes que possam rastrear o usuário.

Os resultados do levantamento apontam que apenas 7% dos brasileiros já fizeram a atualização. Dentro desta fatia, a maioria deles autorizou que os aplicativos instalados no celular realizassem o rastreamento do usuário.

Ao todo, 51% dos utilizadores brasileiros da nova versão do sistema operacional concordaram que fossem rastreados quando questionados durante a navegação dentro de algum dos 950 apps que tiveram as estatísticas analisadas.

Entre todos os países presentes no levantamento da AppsFlyer, o Brasil é o que apresenta a taxa mais alta de opt-in. Para fins de comparação, os Estados Unidos tiveram 29% dos usuários concordando com o rastreamento, já no Reino Unido o percentual foi de 33%.

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Entre os usuários japoneses do iOS, 31% disseram que sim. A França foi o país que chegou mais perto dos resultados do Brasil, com 48% dos utilizadores permitindo que aplicativos os rastreassem.

Além de todos estes países mencionados, outros 10 estiveram inclusos no levantamento. Ao todo, 15 milhões de usuários em todo o mundo concordaram em serem rastreados e forneceram as estatísticas usadas neste levantamento.

Esses resultados, de acordo com a AppsFlyer, mostram que o ecossistema de empresas que dependem de anúncios será impactado e sentirá a diferença nos gastos destinados para publicidade.

Já foi possível observar uma queda nesta primeira semana de análise, sendo ela de 1,14% no Brasil e 1,75% a nível mundial.

A categoria de jogos foi a que mais sentiu o impacto, com uma diminuição de 82,3% nos despesas com publicidade no Brasil em comparação com uma média global de 3%.

Com informações de Convergência Digital

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