TIM vai apostar em banda larga fixa via 5G

Anderson Guimarães
4 min de leitura

Operadora pretende expandir o TIM Live pela quinta geração da conexão móvel.

Divulgação da TIM nas redes sociais
Divulgação da TIM nas redes sociais

Vários indícios apontavam que, além de promover o conceito das cidades digitais e ser uma evolução do 4G, a conectividade de quinta geração poderia também aquecer o mercado de banda larga fixa. Para surpresa de muitos, a aposta não era um “canto da sereia”.

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Além das operadoras americanas que já começaram a oferecer opções, a TIM confirmou que o modelo de negócio inicial para a nova geração da conexão móvel é justamente oferecer internet fixa pela tecnologia.

A declaração é do CTO da operadora, Leonardo Capdeville. O executivo esteve presente no lançamento do laboratório 5G de campo no Inatel, em Santa Rita do Sapucaí, cidade que sedia o HackTown 2019.

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Ele explica que a ideia é monetizar a banda larga mais veloz que será proporcionada pelo 5G, no móvel e fixo, para recuperar o investimento inicial com a tecnologia.

“O business case, acredito que no primeiro momento, vai ser banda larga no celular e FWA, que é o uso do wireless para atender essencialmente um serviço fixo. Para nós, isso é abrir uma nova oportunidade de entrar numa linha de negócio que ainda é pequena. Hoje temos 600 mil usuários em banda larga fixa”, explicou Leonardo.

No fixo, a proposta é levar conexões com velocidades em linha ou até mais rápidas do que as vistas em pacotes de fibra ótica.

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A banda larga fixa via 5G será uma solução mais moderna e prática do que a oferecida por fibra ótica. Aquela dor de cabeça que é organizar os cabos que ligam o roteador, por exemplo, vão acabar.

Quem não se interessa por um modem móvel e sem fios? Essa vai ser a novidade do Wi-Fi impulsionado pela quinta geração da conectividade. Com essa possibilidade, a operadora terá a oportunidade de ir para regiões que não possuem cobertura de fibra ótica.

Leonardo Capdeville explica também que o 5G é de extrema importância para reduzir o custo do megabit trafegado. Assim o baixo crescimento das receitas será equilibrado, já que a altíssima demanda por dados afeita o setor de telecomunicações.

Entretanto, o executivo alerta que a projeção depende do leilão da Anatel. Se acontecer sem o viés arrecadatório, será mais interessante aos olhos das operadoras. As obrigações devem considerar as maiores necessidades do país no atual momento.

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“Vamos ter que investir em espectro. Vamos ter que investir para cumprir obrigações. Depois teremos de construir a rede. Vai faltar dinheiro para a 5G se custo de espectro e obrigações não forem bem dosadas. Se o leilão e obrigações onerarem caixa, o investimento que fizermos na 5G vai para o espaço e nós, Brasil, perdemos uma oportunidade”, comentou.

Com informações do Tele.Síntese

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