A tecnologia 5G oferece riscos para a nossa saúde? Entenda

Radiação nos celulares tem despertado a preocupação de especialistas, que já estudam os danos prejudiciais que o 5G pode emitir.

O 5G já é uma realidade e promete uma nova relação com a tecnologia para todos nós. A conexão pode oferecer o dobro de velocidade do 4G e possibilitar recursos dignos de cidades inteligentes.

Dispositivos estarão mais conectados do que nunca, veículos autônomos vão se tornar uma possibilidade mais próxima, procedimentos de saúde a distância poderão ser realizados, entretanto, nem tudo são flores.

Há uma grande preocupação a respeito da radiação que essa incrível tecnologia pode emitir. Para começarmos a entender, o Programa Nacional de Toxicologia dos Estados Unidos fez um estudo sobre as radiações.

No documento, que já se tornou referência quando o assunto é a radiofrequência de celulares, diversos cientistas observaram que a alta exposição a RFR 3G gerou alguns casos de tumores cardíacos cancerígenos, cerebrais e nas glândulas supra-renais de ratos machos.

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O número de tumores identificados é baixo. Há a possibilidade deles terem ocorrido por acaso, já que foram detectados apenas no sexo masculino e a exposição foi a uma quantidade bem acima do que qualquer ser humano está habituado a conviver.

Especialistas apontam que esses tipos de estudo mostram que essa radiação não oferece riscos.

Entretanto, isso não significa que o 5G não gera preocupações alarmantes. Segundo o Environmental Health Trust, a tecnologia vai exigir construção de milhares de antenas sem fio pelas cidades. Será uma pequena célula a cada dez casas.

A dose de exposição será muito maior, mas não deve ser vista como uma certeza de risco à saúde, segundo o Dr. Steve Novella, professor assistente de neurologia na universidade de Yale.

“Você sai ao sol e é banhado por uma radiação eletromagnética que é muito maior do que essas torres 5G”, diz o especialista.

A Organização Mundial da Saúde classifica a radiação RF como possivelmente cancerígena para seres humanos. Entretanto, na mesma classe de risco, está a cafeína. Segundo o Dr. Novella, é um padrão fraco, que não significa muita coisa. Para o especialista, a OMS está focada no perigo e não no risco.

Os estudos ainda não são claros sobre um possível risco da tecnologia 5G para a nossa saúde. No momento, não há razão para se alarmar. Testes são realizados diariamente e nós já convivemos com tecnologias que oferecem um risco maior.

Com informações do Oficina da Net

About Anderson Guimarães
Jornalista com cinco anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop.
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