SACs ainda não cumprem todas as regras estabelecidas há 10 anos

Pesquisa mostra que ligar para os serviços de atendimento ao consumidor é o que mais irrita os brasileiros.


Quem nunca passou raiva ao ligar para um SAC que atire a primeira pedra. O aumento no número de reclamações contra o serviço de atendimento ao consumidor nos Procons do país levou o Ministério Público a apurar irregularidades nesses serviços.


Há dez anos, foram criadas regras específicas para o atendimento ao consumidor por telefone


Entre as determinações, está estipulado tempo máximo para transferência da ligação para o setor competente e obrigatoriedade de cancelamento imediato do serviço quando houver solicitação. 

Conforme pesquisa realizada pela empresa de desenvolvimento de software Zendesk, 35% dos brasileiros disseram que não existe nada pior do que ligar para um SAC

Nem o trânsito e nem encomenda atrasada irritam tanto as pessoas como ter que entrar em contato com os serviços de atendimento ao consumidor. 

Entre os 1.500 brasileiros entrevistados para a pesquisa, 56% se irritam quando vão sendo jogados de um atendente para outro.

Outros 46% não gostam de ser atendidos por máquina. Já 40% reclama das frases feitas dos atendentes. 

Conforme dados da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), as reclamações em relação a problemas para acessar ou cancelar serviço vem diminuindo desde 2015. 


Em 2017, passaram de 195 mil as reclamações realizadas nos Procons sobre os SAC das empresas.

Para o telejornal Bom Dia Brasil, da Rede Globo, a Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor disse que está discutindo uma atualização para o decreto. 

O Governo enfatiza que, em dez anos, muita coisa mudou. Assim, as empresas precisam se preparar melhor para atender ao consumidor. 

O Governo quer que melhore principalmente os atendimentos de forma eletrônica, nos sites e aplicativos.

Também para o Bom Dia Brasil, a Comissão do Direito ao Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Brasília destacou que é importante a fiscalização para garantir que as leis já existentes sejam cumpridas pelas empresas.

O Sinditelebrasil, que representa as operadoras do país, informou, em nota, que o setor tem investido cerca de R$ 28 bilhões ao ano em todo o pais, especialmente em expansão de serviço e melhoria da qualidade.

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