quinta-feira, 12 de julho de 2018

Anatel aprova aditivo para compartilhamento de rede entre Oi e TIM

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Parceria entre as empresas será intensificada com a inclusão da partilha da própria radiofrequência e da faixa de 1,8 GHz.

Um novo aditivo ao acordo de compartilhamento de infraestrutura e radiofrequência entre a Oi e a TIM foi aprovado nesta quinta-feira (12) pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). 

O acordo foi firmado originalmente em 2013 para uso comum de estações radio-base em 2,5 GHz. O aditivo incluiu a partilha da própria radiofrequência e a faixa de 1,8 GHz.

No final de fevereiro deste ano, as empresas TIM e Oi fecharam um acordo extrajudicial de intenção para compartilhamento de infraestrutura, que resultou no aditivo aprovado nesta quinta-feira (12). 

O relator do pedido, Leonardo Morais, disse que o compartilhamento é essencial para a redução de custos

“Em um cenário de Ebitda estável ou decrescente, associada a maior exigência de investimentos, esse modelo tem sido adotado tanto no Brasil como em outros países. É positivo para o interesse público, pois possibilita ofertas mais atrativas e de maior qualidade, visto que há reduções tanto de Opex quanto Capex, menor impacto urbanístico, modernização das redes e ganhos na cobertura 4G”, defendeu o relator. 

As empresas utilizavam o modelo conhecido como MORAN, que envolve o acesso compartilhado e faixas dedicadas. 

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No que tange a engenharia, era mais uma partilha de equipamentos, principalmente para a instalação do 4G nas cidades-sede da Copa do Mundo de 2014.

Agora, a parceria também irá adotar o modelo MOCN de engenharia para um compartilhamento de um conjunto de frequências. 

Assim, com o novo aditivo, a associação entre a Oi e a TIM será mais intensa.

Na análise da Anatel, o acordo de RAN Sharing (ou partilha de recursos de acesso) iniciado em 2013 não resultou em nenhum tipo de concentração do mercado.

A nova autorização mantém a premissa de independência mercadológica entre as prestadoras envolvidas. 

No início de maio, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) ameaçou barrar o compartilhamento de redes entre as operadoras questionando se a classificação de 'empreendimento comum', usada para justificar a parceria, se sustentava. 



10 comentários:

  1. Quem ganha e o consumidor e as empresas envolvidas.

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  2. Fusão à vista ou compra da oi pela Tim .

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  3. Quem ganha nesta situação somos nós consumidores e as próprias OPERADORAS, pois irão economizar muito e ganhar muito consequentemente.

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  4. Excelente notícia para as empresas e os clientes de ambas!

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  5. Sim, Sim! Deveras! Ganha tanto o consumidor como ambas. Todavia, antes da aprovação aditivo para compartilhamento de rede entre Oi e TIM, a Oi havia conversado com a Vivo. Ademais, se a Oi de fato tivesse interesses em proporcionar uma experiência única d'qualidade para seus clientes, ela deveria ter fechado acordo com a Vivo, mesmo sendo um valor um pouco mais alto a pagar por parte da Oi. Porque no final a qualidade é tudo!

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  6. Será se no futuro a Oi poderia também usar o 700mhz da tim?

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    1. Creio que não, pois TIM, VIVO e Claro pagaram (e caro) pela frequência; e ademais, a Anatel não deverá permitir que a Oi utilize uma frequência pela qual ela não pagou.

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