InícioNotíciasPharol processa Oi em Portugal, mas operadora se defende

Pharol processa Oi em Portugal, mas operadora se defende

Maior acionista da Oi pede indenização da empresa por ter omitido sua situação financeira.

A Pharol, antiga Portugal Telecom e principal acionista da Oi, voltou a se manifestar contra a operadora, desta vez em Portugal.

A empresa entrou com uma ação no Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, acusando a Oi de omitir sua situação financeira. Também disse que, com isso, a operadora forçou alguns aportes por parte da Portugal Telecom, que teriam gerado uma perda de 10 bilhões de euros.


O processo cautelar contra a Oi e suas subsidiárias em Portugal solicita a apreensão de bens, dinheiro e direitos da Oi, para que seja paga uma indenização à empresa.


O motivo que supostamente daria direito à Pharol receber a indenização seria justamente seu papel na Oi. De acordo com a publicação portuguesa Jornal de Negócios, em 2014, os acionistas da PT SGPS (agora Pharol) aprovaram a entrega da operação da PT à Oi em forma de aumento de capital, mas somente porque teriam sido enganados quanto à real situação da companhia.

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Para a Pharol, a Oi também deu início à recuperação judicial somente depois de receber um alto valor pela venda da PT Portugal à Altice. “A Pharol considera que os seus acionistas só aprovaram esta operação porque as informações preparatórias e prestadas na assembleia-geral pela Oi eram falsas, incompletas e obscuras”, publicou o Jornal de Negócios nesta segunda-feira (25).


Posição da Oi 

Em resposta, a Oi acusou a empresa portuguesa de usar a Justiça para distorcer fatos e tentar prejudicar sua recuperação judicial. No Brasil, a Pharol chegou a causar vários problemas para a operadora brasileira, impedindo o aumento de capital da empresa, por exemplo. O juiz responsável pela recuperação no Rio de Janeiro chegou, inclusive, a afastar os conselheiros da Pharol desse processo, além de criar uma mediação entre a Oi e seus acionistas.
Em resposta, a Oi disse que as alegações são mentirosas e descabidas e que não foram aceitas nem na Holanda, onde o plano de recuperação judicial também passa a ser seguido, assim como em outros países. A Pharol também tentou barrar a recuperação judicial da Oi nos Estados Unidos.
“O que pretende a Pharol é usar a Justiça portuguesa, omitindo e distorcendo factos, para tentar, por via transversa, burlar a execução do plano de recuperação judicial aprovado pela quase unanimidade dos 55 mil credores da Oi”, informou à agência Lusa. “A Oi esclarece que a suposta ação proposta pela Pharol cobrando uma indevida indenização, conforme veiculado pela imprensa portuguesa, faz parte de uma estratégia hostil deste acionista, sob a liderança do empresário brasileiro Nelson Tanure, hoje administrador da Pharol”.
A empresa ainda destaca que continuará cumprindo com o plano de recuperação judicial aprovado pela Justiça brasileira, americana e holandesa e que, dentro do prazo de resposta, esclarecerá o que for preciso para a Justiça portuguesa.

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