Conselheiros dos acionistas Pharol e Société são afastados da Oi

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Justiça decidiu suspender todos os que poderiam intervir no plano de recuperação judicial da Oi, pelo menos até que aconteça o aumento de capital.

A Oi publicou, na noite desta quarta-feira (7), dois fatos relevantes que explicam uma nova decisão tomada pela 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, que cuida de sua recuperação judicial. A partir de agora, conselheiros que representavam a Pharol e a Société Mondiale na Oi estão afastados do Conselho de Administração.


As duas são as principais acionistas da Oi, uma com 22,24% e outra com 3,67% de participação (reduzida em janeiro deste ano). O afastamento acontecerá até a realização do aumento de capital previsto no plano de recuperação judicial da operadora, que já havia tido condições aprovadas, mas também fora barrado por acionistas.


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Os direitos de todos aqueles acionistas que vêm debatendo com a Oi, na verdade, foram suspensos. Todos aqueles que assinaram a ata da Assembleia Geral Extraordinária convocada pela Pharol (antiga Portugal Telecom), aquela que a Oi se negou a participar por decisão da Justiça, e em que foram discutidas formas de abrir um processo de responsabilidade por corrupção contra o atual presidente da companhia, Eurico Teles, estão incluídos na decisão. 
Consequentemente, membros do Conselho de Administração por eles indicados também foram afastados de seus cargos. É o caso de Luis Maria Viana Palha da Silva, Pedro Zañartu Gubert Morais Leitão e Helio Calixto da Costa. Já aqueles acionistas que se negaram em votar na assembleia, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, ficam de fora da decisão.
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O pedido foi do Ministério Público e acatado pelo juiz para evitar outras possíveis intervenções de acionistas para que a Oi dê andamento ao plano de recuperação judicial aprovado em dezembro pelos credores e homologado pela Justiça em janeiro
Além dessa decisão judicial, outra realizada na mesma data foi a intimação dos atuais Diretores e Presidente da Companhia e dos acionistas cujos direitos políticos foram suspensos, para manifestarem-se quanto ao interesse na instauração de um procedimento de mediação. Ou seja, existe, ainda, a possibilidade de definirem um acordo entre si.

Mudança na estrutura organizacional da Oi

Antes mesmo de divulgar a decisão da Justiça, João do Passo Vicente Ribeiro havia pedido o desligamento do cargo de Diretor da Oi (sem designação específica).

Também foi confirmada a eleição do Sr. Carlos Augusto Machado Pereira de Almeida Brandão para o cargo de Diretor de Finanças e de Relações com Investidores da Companhia.

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