segunda-feira, 9 de abril de 2018

Número de chips no Brasil continuará reduzindo em 2018?

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Especialistas avaliam futuro da base de celulares e apostam no M2M para soluções de internet das coisas.

Nos últimos três anos, o Brasil perdeu 44 milhões de celulares. As perdas ocorreram no pré-pago (64 milhões) e foram compensadas parcialmente pelo crescimento do pós-pago (20 milhões).

Apesar da queda na base de celulares, em 2018, deve haver uma estabilização. Nos dois primeiros meses do ano, a queda foi de apenas 833 mil celulares, uma redução bem menor que a de igual período de 2017, quando 1,1 milhões de chips foram desativados.

Uma explicação plausível para isso é o fato de a maior parte dos usuários já estarem usando apenas um chip.

Profissionais da área de telecomunicações apostam que a base de celulares pode até voltar a crescer neste ano devido ao M2M para soluções de internet das coisas (IoT). 

O M2M é a tecnologia que possibilita a transmissão de dados a um sistema através de um dispositivo remoto conectado a uma máquina. 

Das adições líquidas de 20 milhões do pós-pago nos últimos três anos, 5 milhões foram de dispositivos M2M.

Perdas no pré-pago

Alguns dos motivos que levaram as perdas no pré-pago foram: 

- Ajuste da base das operadoras, com a diminuição do prazo para desligamento de inativos;
- Abandono do 2º chip pelo usuário devido ao uso intensivo de serviços de mensagem (WhatsApp) e o fim da diferença de preços entre chamadas "on net" e "off net" com a queda nos valores de interconexão (VU-M);
- Migração do pré-pago para planos controle do pós-pago.

Quem se beneficiou?

A grande beneficiária da redução na base de celulares no Brasil foi a Vivo. A operadora ganhou um expressivo market share (números de acesso) nos últimos dois anos. Já a TIM, perdeu a 2ª colocação em market share para a Claro.



O desempenho da operadora da Telefônica em M2M foi um dos fatores que contribuíram para o seu bom resultado. Estas tendências se mantiveram nos dois primeiros meses de 2018. 



Segundo dados da Teleco, a diferença entre perdas no pré-pago e ganho do pós da Vivo (237 mil) foi menor que as da Claro (469 mil) e da TIM (634 mil). 

O crescimento em M2M ajudou a Vivo a reduzir para 43 mil celulares as perdas em sua base nos dois primeiros meses do ano, enquanto na Claro estas perdas foram de 295 mil e na TIM de 628 mil.

No entanto, essa disputa será acirrada no pós-pago este ano, mesmo com a dominação da Vivo, com mais de 40% de Market share. Já no pré-pago, TIM, Claro e Vivo caminham para uma solução de equilíbrio com cada uma tendo um market share de 26 a 27%.



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